A Verdade Sobre Começar um Negócio Jovem: O Que Jeff Bezos Realmente Pensa

Todos adoram uma história de outsider. Vês manchetes sobre abandonos universitários que se tornaram bilionários—Dylan Field da Figma, Lucy Guo da Scale—e parece possível. Parece o caminho para o sucesso. Mas Jeff Bezos quer que saibas algo importante: estes são exceções, não a regra.

Os Dados Contam uma História Diferente

Aqui está o que realmente acontece quando as pessoas começam empresas demasiado cedo. Um estudo da Clifford-Lewis Private Wealth analisou os negócios mais rápidos a crescer na faixa dos 0,1% superiores da sua classe. A descoberta foi surpreendente: a idade média dos fundadores na altura de criar a startup era 45 anos. Pensa nisso. Não 25. Não 30. 45.

A mesma pesquisa sugere que os empreendedores têm taxas de sucesso significativamente mais altas aos 30 do que aos 20. Isso é uma diferença de 10 anos que faz uma diferença mensurável.

Ainda assim, a mídia celebra os prodígios. Celebra pessoas como Bill Gates, Mark Zuckerberg e Steve Jobs—todos eles rejeitaram o caminho tradicional do ensino superior e da progressão na carreira corporativa. As suas histórias são excecionais precisamente porque são raras.

O que Jeff Bezos Fez Realmente (E Por Que Isso Importa)

Na Italian Tech Week em Turim, durante outubro de 2025, Bezos abordou isto diretamente. Quando questionado sobre o ideal do empreendedor prodígio, ele não evitou a contradição. “É possível ter 18, 19, 20 anos, abandonar a faculdade e ser um grande empreendedor,” reconheceu. “Temos exemplos famosos disso. Mas essas pessoas são a exceção.”

Depois, partilhou a sua própria história—que a maioria das pessoas interpreta mal.

Bezos não fundou a Amazon aos 22 anos. Ele não abandonou a faculdade para perseguir um sonho. Em vez disso, formou-se em Princeton em 1986 e passou uma década inteira a trabalhar para outras empresas. Trabalhou na Fitel e na Bankers Trust na Wall Street. Depois, em 1990, tornou-se o vice-presidente mais jovem do hedge fund D.E. Shaw. Não lançou a Amazon até 1995, aos 31 anos.

Por que isto importa? Porque esses 10 anos a trabalhar para outros melhoraram diretamente as hipóteses de sucesso da Amazon. Bezos aprendeu a contratar bem. Aprendeu a fazer entrevistas. Aprendeu a liderar uma organização em crescimento. Compreendeu processos de decisão, desafios de escalabilidade e fundamentos operacionais. Quando finalmente fundou a sua empresa, não estava a aprender essas coisas—estava a aplicá-las.

A Verdadeira Vantagem Competitiva

Esta é a perceção que a maioria dos aspirantes a empreendedores não percebe. Os seus vinte anos não são o tempo para provar o seu valor. São o tempo para se prepararem.

O conselho de Bezos para os jovens hoje é simples: “Vai trabalhar numa empresa de boas práticas onde possas aprender muitas coisas básicas e fundamentais.” Ele enfatiza que “ainda há muito tempo para criar uma empresa depois de absorveres esse conhecimento.”

O que aprendes numa grande empresa ensina-te aquilo que o talento puro e a inspiração não conseguem. Aprendes como as coisas devem ser feitas desde o primeiro dia. Tomás melhores decisões. Evitas erros dispendiosos. Sabes como focar no crescimento em vez de na sobrevivência.

Quando Bezos tornou a Amazon pública em 1997, apenas dois anos após o lançamento, o preço por ação na IPO foi $18 . Isso não foi sorte. Foi o resultado de uma década de preparação condensada numa empresa com as fundações certas.

A Verdade Desconfortável

A verdade desconfortável é que os empreendedores mais bem-sucedidos muitas vezes não começaram jovens—começaram preparados. Aos 30, 35, até 40 anos, não é tarde demais. Muitas vezes, é exatamente o momento certo. Até lá, já viste como funcionam as organizações, como se comportam os mercados e como liderar sob pressão.

Os teus vinte anos oferecem algo mais valioso do que uma startup: uma educação real. Não aquela na sala de aula, mas a prática, de alto risco, de aprender com os erros. Aquela que transforma pessoas talentosas em fundadores que realmente têm sucesso.

Essa não é a história que faz manchetes. Mas é a história que os dados contam. E é a história que Jeff Bezos continua a contar.

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