O Departamento de Energia dos EUA assume diretamente o controlo das vendas de petróleo da Venezuela: a lógica de poder financeiro por trás

De acordo com as últimas notícias, o Departamento de Energia dos EUA colaborou com os principais comerciantes globais de commodities e bancos de destaque, participando diretamente na venda de petróleo bruto e produtos petrolíferos da Venezuela. Ainda mais importante, todos os pagamentos das vendas serão inicialmente liquidados em contas bancárias globais controladas pelos EUA. A lógica de poder financeiro subjacente a esta iniciativa merece uma análise aprofundada.

Estrutura de três camadas do quadro político

Camada de execução: sistema de cooperação multilateral

O Departamento de Energia dos EUA adotou desta vez um modelo de “cooperação multilateral”, em vez de sanções unilaterais. Especificamente:

  • Os principais comerciantes globais de commodities responsáveis pela execução das transações
  • Bancos principais fornecendo suporte financeiro e serviços de liquidação
  • O Departamento de Energia dos EUA atuando como coordenador de políticas e regulador

Esta estrutura indica que os EUA não proíbem diretamente a negociação de petróleo bruto da Venezuela, mas controlam a cadeia de transações ao dominar pontos-chave do processo.

Camada de liquidação: a essência do sistema de dólares

O detalhe mais importante é que “os pagamentos das vendas são inicialmente liquidados em contas controladas pelos EUA”. Isso significa que:

  • Toda a receita do petróleo bruto da Venezuela deve passar pelo sistema financeiro dos EUA
  • Os EUA podem monitorar em tempo real o fluxo e o uso dos fundos
  • Os EUA, na prática, possuem “direito de congelamento” sobre a receita do petróleo da Venezuela

Isso não constitui uma sanção comercial tradicional, mas sim um controle total sobre o fluxo de fundos por meio do direito de liquidação financeira.

Camada de poder: manifestação da ordem financeira do dólar

Esta iniciativa reflete essencialmente a posição central dos EUA no sistema financeiro global. O Departamento de Energia dos EUA pode participar diretamente na negociação de commodities de terceiros países e realizar liquidações por meio de suas contas bancárias controladas, o que é uma demonstração de poder extremamente rara nas relações internacionais.

Impactos de múltiplas dimensões do mercado

A mudança no modelo de venda do petróleo da Venezuela pode gerar impactos em várias direções:

Lado do fornecimento de energia: embora a produção de petróleo da Venezuela tenha diminuído, ela ainda é uma fonte importante de fornecimento global. A normalização do modelo de venda pode melhorar a estabilidade do abastecimento.

Mecanismo de preços: a venda por canais formais pode alterar o mecanismo de formação do preço do petróleo, reduzindo o prêmio de “transações em cinza” anterior.

Geopolítica: esta iniciativa reforça o controle econômico dos EUA sobre a região da América Latina e envia sinais a outros países.

Reflexão profunda: limites do poder financeiro

Este caso merece atenção, pois os EUA estão evoluindo de um modelo de “proibição de transações” para um de “controle de transações”. Em comparação com sanções simples, esse método:

  • É mais discreto, permitindo transações na superfície, mas com controle total na prática
  • É mais sustentável, evitando reações internacionais severas
  • É mais flexível, podendo implementar controles precisos por meio de congelamento de contas, transferências de fundos, etc.

Isso reflete o poder profundo dos EUA no sistema financeiro global — não é uma proibição do que você pode fazer, mas o controle do canal de liquidação para decidir o que você pode fazer.

Resumo

A colaboração do Departamento de Energia dos EUA com comerciantes de commodities e bancos principais parece uma operação comum de comércio de energia, mas na realidade é uma manifestação direta do poder financeiro dos EUA no comércio internacional de commodities. Ao controlar canais de venda e contas de liquidação, os EUA exercem supervisão total sobre a receita do petróleo da Venezuela. Essa evolução de “proibir” para “controlar” o poder merece atenção, ajudando a entender como os EUA mantêm sua influência internacional por meio do sistema financeiro. Os próximos pontos de atenção devem ser como outros países respondem a esse modelo e se há uma aceleração na busca por canais de liquidação alternativos.

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