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A Ilusão de Soluções Rápidas: Por que a China e os EUA Não Resolverão as Tensões Comerciais tão cedo
O mundo está a prender a respiração à espera de que os EUA e a China fechem um acordo comercial, mas, de acordo com Charlene Barshefsky—a arquiteta da adesão da China à OMC há duas décadas—não espere milagres. Na Cimeira do Bund em Xangai, a ex-Representante Comercial dos EUA ofereceu um alerta realista: qualquer acordo entre Washington e Pequim será apenas “um piso tático para o momento”, sem alterar as trajetórias económicas fundamentais de qualquer das potências.
A questão que paira sobre os mercados globais não é se a China vai ultrapassar os EUA como líder económico mundial—é se alguma das partes quer mesmo resolver os conflitos estruturais mais profundos que as colocam em confronto. Segundo Barshefsky, a resposta é não. Ela acredita que as duas economias operam sob visões estratégicas tão diferentes que nenhum acordo de mão estendida pode colmatar a lacuna.
O Mundo Já Está a Dividir-se em Três Blocos Económicos
Em vez de um sistema comercial global unificado, Barshefsky prevê que o mundo se reorganize em três blocos económicos distintos. O primeiro centra-se nos EUA e nos seus aliados tradicionais. O segundo inclui a China juntamente com nações do Sul Global, a Rússia e possivelmente potências do Médio Oriente. Um terceiro grupo—Índia e outras economias não alinhadas—operará como wildcards neste cenário económico multipolar.
Esta fragmentação, ela avisa, não pode ser revertida apenas por negociações diplomáticas. Representa uma mudança sistémica, não um impasse temporário. A verdadeira questão para investidores e formuladores de políticas: a China vai ultrapassar os EUA nesta reconfiguração económica, ou ambas as superpotências sairão de um sistema dividido mais fortes, mas mais isoladas?
As Negociações Recomeçam, Mas a Confiança Continua a Deteriorar-se
Novas negociações iniciaram-se sábado em Kuala Lumpur, com altos responsáveis económicos de ambas as nações de volta à mesa. O Tesouro dos EUA descreveu as discussões como “muito construtivas”—uma linguagem diplomática padrão que encobre uma apreensão mais profunda de ambos os lados.
O medo subjacente é palpável: nenhuma das potências quer repetir a espiral catastrófica de tarifas que, no passado, elevou os impostos acima de 100% sobre certos bens. Uma reunião agendada entre o Presidente Trump e o Presidente Xi Jinping na próxima semana acelerou o ritmo das conversas, mas o ambiente permanece tenso e frágil.
A Trégua Está a Chegar ao Fim do Tempo
Em maio, a Secretária do Tesouro Bessent e o Diretor do Conselho Económico Nacional Greer reuniram-se com responsáveis chineses em Genebra para negociar uma trégua temporária de 90 dias. O acordo reduziu as tarifas para cerca de 55% sobre bens americanos destinados à China e 30% sobre exportações chinesas que retornam aos EUA. A pausa até permitiu a retomada do comércio de ímanes.
Extensões em Londres e Estocolmo compraram mais tempo, mas o prazo de 10 de novembro está a aproximar-se. É quando a suspensão temporária expira, e ambos os lados voltam a adotar posturas hostis—a menos que um novo acordo se materialize.
A Jogada da Lista Negra de Setembro Mudou Tudo
Os EUA avançaram primeiro com uma ação agressiva no final de setembro. O Departamento de Comércio lançou uma lista negra de exportações abrangente, direcionada a empresas chinesas, incluindo qualquer firma com mais de 50% de propriedade de entidades na lista negra. Este movimento cortou instantaneamente as exportações americanas para milhares de empresas chinesas, aumentando dramaticamente as tensões.
As Terras Raras Tornam-se o Novo Ponto de Conflito
A China não ficou de braços cruzados. Em 10 de outubro, Pequim reforçou os seus controles de exportação de terras raras, explicitamente com o objetivo de restringir o acesso a materiais utilizados em aplicações militares estrangeiras. Os negociadores americanos Bessent e Greer responderam, condenando a medida como uma “tomada de poder na cadeia de abastecimento global” e prometeram que os EUA e os seus aliados retaliariam na mesma medida.
Agora, a administração Trump prepara-se para um contra-ataque: restrições a uma vasta gama de exportações americanas dependentes de software para a China, desde laptops e smartphones até motores de jato. Simultaneamente, Washington lançou uma nova investigação tarifária sobre a falha da China em cumprir compromissos do acordo comercial “Fase Um” de 2020—o acordo que suspendeu temporariamente a guerra comercial original durante o primeiro mandato de Trump.
Visões em Conflito Surgem na Cimeira de Xangai
A divisão filosófica emergiu de forma clara na Cimeira do Bund, onde oradores criticaram abertamente ambas as superpotências. Alguns criticaram o modelo económico chinês, baseado em exportações, argumentando que inflaciona o excedente comercial da China às custas dos parceiros comerciais.
Yu Yongding, antigo conselheiro do banco central chinês, contrapôs com firmeza. Argumentou que os EUA deveriam assumir a responsabilidade pelo seu fracasso em distribuir amplamente os benefícios da globalização pela sua própria população, em vez de culpar a China. Yu também afirmou que Pequim tem vindo a reequilibrar-se gradualmente em direção ao consumo interno, e defendeu as restrições às terras raras como uma resposta legítima às sanções americanas.
Quando questionado sobre possíveis danos colaterais à Europa devido às restrições às terras raras, Yu sugeriu que as restrições não visam as economias europeias e insinuou que ajustes técnicos poderiam minimizar os efeitos de spillover.
A Conclusão: Espere Pausas Táticas, Não uma Resolução Estratégica
O padrão emergente é claro: tanto os EUA quanto a China vão continuar a manobrar dentro das limitações da competição geopolítica. Tréguas de curto prazo e acordos táticos irão pontuar a relação, mas não resolverão a questão fundamental de se a China vai ultrapassar economicamente os EUA, ou se as duas potências irão estabelecer uma coexistência estável num mundo bifurcado.
O aviso de Barshefsky resume a nova realidade: não confunda uma trégua temporária com uma paz duradoura. A competição estrutural entre estes dois sistemas económicos veio para ficar.