Significado de short e long explicado detalhadamente: como aproveitar o mecanismo bidirecional do mercado para obter lucros?

No mercado de investimento, circula uma antiga máxima: “一陰一陽之謂道”. Esta frase explica precisamente a essência do mercado financeiro — alternância entre alta e baixa, troca de yin e yang. A maioria dos investidores de varejo pensa de forma unidirecional, esperando que o mercado esteja sempre em alta, mas investidores inteligentes sabem que a volatilidade do mercado segue sempre suas próprias leis. Apenas dominando estratégias de negociação bidirecionais, é possível aproveitar oportunidades em qualquer tendência.

Fazer Longo e Fazer Curto: o Significado do Mercado Bidirecional

Antes de explicar oficialmente o que é fazer short, vamos entender a diferença central entre fazer long e fazer short.

Fazer long: o investidor aposta na alta do mercado, compra ativos a um preço baixo, espera o preço subir e vende a um preço mais alto, obtendo lucro na diferença. Essa é a lógica tradicional de “comprar na alta”.

Fazer short: o investidor aposta na baixa do mercado, toma emprestado e vende ativos ao preço atual, espera o preço cair e recompra a um preço mais baixo para devolver, obtendo lucro na diferença. Essa é a lógica inversa de “vender na baixa”.

Em resumo, fazer long é “comprar primeiro, vender depois”; fazer short é “vender primeiro, comprar depois”.

Por que é importante entender a diferença entre fazer long e fazer short?

Se o mercado permitir apenas fazer long, o mecanismo de lucro do investidor será bastante limitado. Imagine que, durante uma queda acentuada do mercado de ações, investidores que só fazem long só podem ser forçados a manter posições com prejuízo ou sair cortando perdas. Mas se souber fazer short, o investidor pode lucrar na queda — isso é um sinal de maturidade do mercado. Long e short se complementam, construindo conjuntamente a liquidez e estabilidade do mercado.

Vantagens do Short: por que o mercado precisa de mecanismos de venda a descoberto?

◆ Hedge de risco de investimento

Quando o mercado de ações apresenta alta volatilidade e incerteza, investidores com posições pesadas enfrentam riscos enormes. Nesse momento, fazer short pode atuar como hedge, como uma espécie de “seguro”. Por exemplo, você possui uma grande quantidade de uma ação, mas tem uma visão de curto prazo de baixa, pode fazer short na mesma ação. Quando o preço cair, o lucro na posição short pode compensar as perdas na posição long.

◆ Combater bolhas de ativos

Quando uma ação está fortemente supervalorizada pelo mercado, formando uma bolha evidente, o mecanismo de short pode atuar como um “autoajuste”. Instituições especializadas em shorting vendem em grande volume, levando o preço a recuar, promovendo a volta à racionalidade na avaliação. Esse mecanismo de autorregulação do mercado melhora a transparência e a conformidade das empresas.

◆ Aumentar a liquidez do mercado

Se apenas for permitido fazer long, os investidores tendem a esperar em mercados de baixa, levando à escassez de liquidez. Mas ao permitir short, há demanda por negociações tanto em mercados de alta quanto de baixa, aumentando a participação e a liquidez, facilitando as operações de compra e venda.

Formas principais de fazer short: escolher a ferramenta mais adequada

Forma 1: Empréstimo de ações (negociação com margem)

Essa é a forma direta de fazer short em ações. O investidor precisa abrir uma conta de margem, tomar emprestado ações junto à corretora e vendê-las ao preço atual. Depois, espera o preço cair para recomprar e devolver à corretora.

Para operar com empréstimo de ações, é necessário cumprir certos requisitos:

  • Capital mínimo: geralmente acima de 2000 dólares em ativos líquidos ou ações em carteira
  • Margem de manutenção: manter o patrimônio líquido na conta acima de 30% do valor total
  • Juros do empréstimo: variam conforme o valor emprestado, normalmente entre 7,5% e 9,5%

Vantagem: operação direta e transparente. Desvantagem: requisitos elevados, mais adequada para investidores com grande capital.

Forma 2: Contratos por Diferença (CFD) de venda a descoberto

CFD é um derivado financeiro que permite ao investidor especular sobre a variação de preço de um ativo sem possuir o ativo de fato. As vantagens do CFD incluem:

  • Multi-ativos: uma única conta permite negociar ações, índices, commodities, moedas, entre outros
  • Alavancagem flexível: maior eficiência de capital, permitindo participar de grandes operações com pouco capital
  • Bidirecionalidade: pode fazer long ou short facilmente
  • Custos menores: sem juros de empréstimo de ações, custos de negociação mais baixos

O CFD é similar a futuros, e seu preço geralmente acompanha o do ativo subjacente, podendo ser visto como um contrato de compra/venda “fixado” ao ativo.

Forma 3: Futuros para fazer short

Futuros são contratos padronizados para compra ou venda de um ativo em uma data futura, como commodities, energia, ativos financeiros. Fazer short em futuros funciona por meio de operações de venda para obter lucro na diferença de preço ou para hedge.

Porém, os futuros apresentam desvantagens claras:

  • Baixa eficiência de capital: exigem margens mais altas que CFD
  • Requisitos elevados de capital: maior necessidade financeira
  • Operações complexas: lidar com vencimentos, rollover, entrega física
  • Gestão de risco difícil: chamadas de margem podem forçar liquidação forçada

Recomendado apenas para investidores institucionais ou profissionais.

Forma 4: ETF inverso para fazer short

ETFs inversos são instrumentos criados para investidores que querem lucrar com a queda de um índice ou setor. Investem em ativos que se movem na direção oposta ao índice de referência, realizando “lucro na baixa”. Exemplos comuns:

  • ETFs que fazem short no índice Dow Jones
  • ETFs que fazem short no Nasdaq
  • Outros setores ou índices inversos

Vantagens: gestão especializada, risco controlado, adequado para quem não quer decidir o timing. Desvantagens: custos mais elevados devido à complexidade de replicar derivativos e custos de rolagem.

Caso prático: como fazer short em ações?

Vamos usar uma ação de tecnologia como exemplo. Suponha que, em novembro de 2021, essa ação atingiu uma máxima histórica de 1243 dólares, e depois começou a cair. Análise técnica indica que ela dificilmente recuperará o topo. Em janeiro de 2022, tenta romper o topo anterior, mas falha. O investidor decide fazer short, com o seguinte procedimento:

Primeiro passo (4 de janeiro): empresta 1 ação junto à corretora, vendendo ao preço de 1200 dólares, recebendo temporariamente 1200 dólares.

Segundo passo (11 de janeiro): o preço caiu para 980 dólares. Compra 1 ação para devolver à corretora, pagando 980 dólares.

Terceiro passo (liquidação): sem considerar juros e taxas, o lucro é 1200 - 980 = 220 dólares.

Mesmo em apenas 7 dias, numa tendência clara de baixa, é possível obter cerca de 18% de retorno.

Como fazer short em moedas no mercado de câmbio

O mercado de câmbio é intrinsecamente bidirecional, e fazer short funciona de forma semelhante ao mercado de ações — é “vender alto, comprar barato”. Quando o investidor acredita que uma moeda vai se desvalorizar em relação a outra, pode fazer short.

Por exemplo, no par GBP/USD, o investidor pode vender a margem (com alavancagem de 200x) a 1,18039. Quando a cotação cai 21 pontos para 1,17796, o lucro aparece. Nesse caso, com uma margem de 590 dólares, fazer short de 1 lote de GBP/USD gera um lucro de 219 dólares, com retorno de 37%.

As variações cambiais são influenciadas por diversos fatores:

  • Taxas de juros: juros altos elevam o valor da moeda
  • Balanço de pagamentos: exportações e importações
  • Reservas cambiais: refletem a estabilidade da moeda
  • Inflação: alta inflação tende a desvalorizar a moeda
  • Política macroeconômica: política monetária e fiscal
  • Expectativas de mercado: sentimento e previsões dos investidores

Fazer short em câmbio exige conhecimento econômico e gestão de risco mais aprofundados.

Riscos do short: o que você precisa saber

◆ Risco de liquidação forçada

Os títulos emprestados para shorting ainda pertencem ao corretor. Este pode exigir a devolução a qualquer momento, forçando o investidor a vender ou comprar a qualquer preço, podendo sair em momento desfavorável, gerando perdas adicionais.

◆ Perda ilimitada por erro de julgamento

O risco principal do short é perda ilimitada. Diferente do long, onde a perda máxima é o valor investido (quando o ativo vai a zero), no short o ativo pode subir indefinidamente. Por exemplo, ao fazer short de uma ação a 10 dólares, se ela subir a 100 dólares, a perda será de 90 dólares por ação; se continuar subindo, a perda aumenta sem limite.

Sob margem, uma perda maior que o saldo na conta pode levar à liquidação forçada, com perdas potencialmente catastróficas.

Cuidados ao fazer short

Short não é para posições de longo prazo

O potencial de lucro do short é limitado (até o ativo chegar a zero), mas a perda potencial é ilimitada. Portanto, operações de curto prazo são recomendadas. Manter posições longas demais aumenta riscos de reversão, chamadas de margem, custos de juros, e liquidação forçada.

Gerencie o tamanho da posição

Use o short como hedge ou estratégia auxiliar, não como estratégia principal. O volume deve ser racional, evitando usar todo o capital em posições short.

Evite aumentar posições em prejuízo

Investidores que erram na análise e acumulam perdas podem ser tentados a aumentar a posição na esperança de reversão, o que é extremamente perigoso. Operar com short exige agilidade, e ao obter lucros ou perdas, o melhor é fechar rapidamente para controlar o risco.

Resumo principal

Fazer short e fazer long são os dois lados do mercado, ambos essenciais. Fazer long é apostar na alta; fazer short é apostar na baixa. Juntos, formam um ecossistema completo de investimento.

A ferramenta de short adequada depende do seu capital, tolerância ao risco e análise de mercado. Independentemente da escolha, uma regra fundamental é: só fazer short quando tiver convicção clara de que a operação oferece uma relação risco-retorno razoável. Operações de short sem certeza podem ser mais perigosas do que operações de long.

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