Guia Completo de Termos de Criptomoedas: De FOMO a LFG, Qual é o Significado do Código Secreto da Comunidade Crypto?

Entrar no mundo das criptomoedas pode parecer aprender uma língua estrangeira. Todos os dias, verá termos estranhos nas redes sociais, fóruns de discussão e artigos: GM, HODL, FOMO, LFG… Confuso? É normal. Estes termos não são apenas abreviações ou gírias comuns – são códigos secretos que conectam milhões de pessoas no ecossistema global de cripto.

Compreender o Sentimento da Comunidade: GM, HODL, FOMO e LFG Crypto São Linguagem Essencial para Investidores

Se deseja entender o que acontece na comunidade cripto, primeiro deve compreender a sua linguagem. Alguns termos fundamentais que encontrará todos os dias são:

GM (Bom dia) – Expressão mais usada nas redes sociais cripto para desejar bom dia aos colegas da comunidade.

HODL (Segurar) – Termo lendário que surgiu de um erro de digitação em um fórum, que hoje representa uma filosofia de investimento: comprar criptomoedas e mantê-las a longo prazo, mesmo com a volatilidade de preços.

FOMO (Fear of Missing Out) – Medo de perder oportunidades de investimento lucrativas, sentimento que muitas vezes leva investidores a tomar decisões impulsivas quando os preços sobem.

LFG (Let’s F*cking Go) – Expressão de entusiasmo que demonstra energia e compromisso para avançar. LFG crypto é uma forma de a comunidade expressar confiança no projeto ou no mercado como um todo. Quando alguém diz “LFG”, está incentivando a comunidade a manter o otimismo e participar ativamente nos movimentos do mercado.

Compreender esses sentimentos é muito importante, pois os preços dos ativos cripto frequentemente são mais influenciados pelas emoções da comunidade do que por fatores técnicos.

50 Termos de Criptomoedas que Você Deve Dominar

Para facilitar o aprendizado, organizamos 50 termos mais comuns no ecossistema cripto. Estes termos abrangem desde mecanismos de mercado até tecnologias de blockchain subjacentes.

Sentimento e Tendências de Mercado

ATH (All-Time High) – Preço mais alto já atingido por uma criptomoeda na sua história.

ATL (All-Time Low) – Preço mais baixo já atingido por uma criptomoeda.

Bull Market – Período em que os preços do mercado aumentam de forma geral e os investidores estão otimistas.

Bear Market – Período em que os preços do mercado caem de forma geral e os investidores estão pessimistas.

Pump and Dump – Esquema de manipulação de preços onde grupos de investidores coordenados elevam o preço (pump) e depois vendem rapidamente (dump) para obter lucro.

Rekt – Termo derivado de “wrecked”, que indica perdas grandes ou investimentos que falharam completamente.

FUD (Fear, Uncertainty, Doubt) – Propagação de informações negativas ou duvidosas para gerar medo no mercado.

DYOR (Do Your Own Research) – Abordagem de investimento que enfatiza a importância de pesquisa independente antes de tomar decisões.

Participantes do Mercado

Paus (Whale) – Investidor que possui uma quantidade muito grande de criptomoedas, podendo influenciar significativamente o mercado.

Shill – Pessoa que promove agressivamente um projeto cripto para atrair compradores, muitas vezes com motivos ocultos.

BTD/BTFD (Buy The Dip) – Estratégia de comprar ativos quando os preços caem, na esperança de que subirão novamente no futuro.

Mecanismos de Blockchain e Consenso

Proof of Work (PoW) – Mecanismo de consenso usado pelo Bitcoin, onde mineradores resolvem problemas matemáticos complexos para validar transações.

Proof of Stake (PoS) – Mecanismo de consenso alternativo usado pelo Ethereum moderno, onde validadores são escolhidos com base na quantidade de moedas que apostam.

DPoS (Delegated Proof of Stake) – Versão modificada do PoS usada por blockchains como EOS, onde detentores de tokens podem delegar seus direitos de validação.

Soft Fork – Atualização de blockchain compatível com versões antigas, permitindo que nós não atualizados participem na rede.

Hard Fork – Atualização de blockchain incompatível com versões antigas, resultando na divisão da cadeia em duas versões distintas.

Block Reward – Quantidade de criptomoeda dada como recompensa ao minerador ou validador que valida um novo bloco.

Hash Rate – Medida da potência total de processamento da rede blockchain para realizar cálculos criptográficos.

Tecnologias de Contratos Inteligentes e Aplicações

Contrato Inteligente (Smart Contract) – Programa que executa automaticamente os termos de um contrato quando condições específicas são atendidas na blockchain.

DeFi (Decentralized Finance) – Ecossistema de serviços financeiros construídos sobre blockchain, incluindo trocas, empréstimos e protocolos de lending sem intermediários centralizados.

Staking – Processo de bloquear criptomoedas em um protocolo de rede para participar na validação de blocos e receber recompensas.

Mineração (Mining) – Processo de validar transações e adicionar novos blocos à blockchain, recebendo recompensas em novas moedas.

Liquidez – Quantidade de fundos disponíveis para negociação no mercado; maior liquidez facilita transações a preços estáveis.

Liquidity Pool – Conjunto de tokens armazenados em protocolos DeFi para fornecer liquidez às negociações, onde provedores de liquidez ganham parte das taxas de transação.

Yield Farming – Estratégia de obter retorno ao depositar tokens em protocolos DeFi e receber recompensas em tokens do projeto ou taxas.

APY (Annual Percentage Yield) – Taxa de retorno anual obtida por atividades de staking ou yield farming.

TVL (Total Value Locked) – Valor total de ativos bloqueados em um protocolo DeFi, usado para medir escala e popularidade.

Oracle – Sistema que fornece dados do mundo real para contratos inteligentes na blockchain, pois a blockchain por si só não acessa dados externos.

Tokens e Ativos Digitais

NFT (Non-Fungible Token) – Token não fungível, que possui uma identidade única, representando propriedade de ativos digitais ou físicos específicos.

Airdrop – Distribuição gratuita de tokens para carteiras de usuários, geralmente como estratégia promocional ou recompensa à comunidade.

ICO (Initial Coin Offering) – Modelo de captação de recursos onde um projeto vende seus tokens a investidores públicos para arrecadar fundos.

Trocas e Infraestrutura

DEX (Decentralized Exchange) – Troca de criptomoedas que opera sem intermediários centralizados, permitindo negociações diretas de usuário para usuário.

CEX (Centralized Exchange) – Troca de criptomoedas centralizada que atua como intermediária entre compradores e vendedores.

Carteira (Wallet) – Ferramenta digital que permite armazenar, enviar e receber criptomoedas.

Chave Privada (Private Key) – Chave pessoal que funciona como senha para acessar e controlar seus fundos. Quem possui a private key é o verdadeiro proprietário dos ativos.

Chave Pública (Public Key) – Chave pública equivalente ao endereço de sua carteira, que pode ser compartilhada para receber fundos.

Seed Phrase – Conjunto de palavras usado para recuperar ou fazer backup de uma carteira cripto. Se perder o acesso, a seed phrase permite restaurar a carteira.

Regulamentação e Padrões

KYC (Know Your Customer) – Regulamentação que exige que plataformas cripto identifiquem e verifiquem a identidade dos usuários para prevenir lavagem de dinheiro.

AML (Anti-Money Laundering) – Protocolos e regulamentos para evitar que o sistema financeiro seja usado para lavagem de dinheiro ou financiamento de terrorismo.

CBDC (Central Bank Digital Currency) – Moeda digital emitida e controlada pelo banco central, diferente das criptomoedas descentralizadas.

Custos e Unidades

Taxa de Gás (Gas Fee) – Custo necessário para executar transações ou contratos inteligentes na rede Ethereum, medido em Gwei.

Gwei – Unidade de medida do Ethereum para taxas de transação. 1 Gwei = 0,000000001 ETH.

Satoshi (SATS) – Unidade mínima do Bitcoin. 1 Bitcoin = 100.000.000 satoshi.

Camadas de Infraestrutura e Cross-Chain

Layer 1 – Plataformas blockchain básicas como Bitcoin e Ethereum, que processam e finalizam transações de forma independente.

Layer 2 – Soluções de escalabilidade construídas sobre Layer 1 para aumentar velocidade e reduzir custos, como Arbitrum One, Optimism e Base.

Cross-Chain – Protocolos que permitem interoperabilidade entre diferentes blockchains, possibilitando a transferência de ativos entre cadeias distintas.

Organização e Governança

DAO (Decentralized Autonomous Organization) – Organização gerida por contratos inteligentes e totalmente controlada pela comunidade de detentores de tokens, sem gestão centralizada.

Fiat – Moeda emitida por governos, como USD, EUR, IDR, etc.

Classificação de Ativos Cripto: Altcoin, Meme Coin, até Air Coin

Compreender os tipos de criptomoedas é tão importante quanto dominar os termos. Cada categoria traz perfis de risco e potencial diferentes.

Altcoin: Alternativa com Inovação

Altcoin refere-se a todas as criptomoedas além do Bitcoin. O termo surgiu porque novos projetos tentam melhorar as limitações do Bitcoin ou adicionar recursos que ele não possui. Os altcoins variam em aspectos-chave:

Mecanismos de Consenso Diferentes – Ethereum adota Proof of Stake, enquanto EOS usa Delegated Proof of Stake. Cada abordagem tem trade-offs entre segurança, descentralização e velocidade.

Velocidade e Custo de Transação – Alguns altcoins são projetados para transações mais rápidas e baratas, sendo mais adequados para pagamentos diários e microtransações.

Contratos Inteligentes e DApps – Ethereum permite que desenvolvedores criem aplicações descentralizadas complexas, criando um ecossistema de aplicativos sobre sua blockchain.

Especialização por Indústria – Alguns altcoins focam em necessidades específicas, como privacidade, cadeia de suprimentos ou DeFi e governança comunitária.

Políticas de Oferta Diferentes – Diferente do Bitcoin, com limite de 21 milhões de moedas, outros altcoins podem ter inflação contínua ou modelos de emissão únicos.

Ao avaliar um altcoin, o investidor deve estudar a tecnologia subjacente, a equipe de desenvolvimento, sua posição no mercado e os riscos envolvidos.

Shitcoin: Altcoin Sem Substância

Shitcoin é um termo que inicialmente se referia a todas as criptomoedas não-Bitcoin, mas hoje é mais usado para descrever projetos considerados de pouco valor. Características principais:

Inovação Mínima – Muitos shitcoins apenas imitam projetos existentes sem melhorias ou recursos relevantes.

Impulsionados por Hype – Seus preços dependem do sentimento de mercado e propaganda, não de capacidade técnica ou aplicação prática.

Falta de Planejamento de Longo Prazo – Equipes podem não ter uma visão clara ou estratégia de desenvolvimento sustentável.

Susceptíveis a Manipulação – Baixa liquidez e volume baixo facilitam manipulações por grandes players.

Transparência Limitada – Comunicação ruim, desenvolvimento fechado ou até fraudes.

Apesar do tom negativo, é importante fazer uma pesquisa aprofundada antes de descartar um projeto totalmente. Alguns projetos considerados shitcoins podem ter forte apoio comunitário ou potencial ainda não explorado.

Meme Coin: Cultura da Internet Encontra Blockchain

Meme coin é uma criptomoeda originada de memes ou elementos da cultura pop. Sua característica principal é ser divertida, humorística ou de entretenimento, mas muitas possuem comunidades muito fiéis e ativas.

Baseada em Comunidade Forte – Meme coins criam tribos online altamente engajadas em redes sociais, fóruns e grupos de discussão.

Volatilidade Extrema – Seus preços podem subir ou descer várias vezes em pouco tempo, impulsionados por tendências e sentimento social.

Função Prática Limitada – A maioria foi criada para diversão, sem um caso de uso claro.

Atenção da Mídia e Celebridades – Popularidade muitas vezes amplificada por celebridades, influenciadores ou cobertura viral.

Dogecoin (DOGE) é o exemplo mais famoso. Criada inicialmente como uma brincadeira com o Bitcoin usando o logo Shiba Inu, Dogecoin conquistou milhões de seguidores. Elon Musk, fundador da Tesla, apoiou publicamente o DOGE. O sucesso do Dogecoin mostra que, no mundo cripto, sentimento comunitário e cultura podem superar ou igualar fundamentos técnicos.

Dogecoin até Golden Dogecoin – Termo que se refere a meme coins inicialmente ignoradas, mas que depois tiveram aumentos de preço múltiplos, tornando-se ativos relevantes. Dogecoin é um exemplo clássico, seguido por Shiba Inu (SHIB), promovido como “Dogecoin killer”, e PEPE, que também ganhou destaque.

A singularidade das meme coins está em refletir o lado especulativo, cultural e comunitário do ecossistema cripto moderno. Mas investir em meme coins é de alto risco, com potencial de perder todo o investimento rapidamente.

Air Coin: Investimento Sem Fundamentos

Air coin (que significa “ar” na língua local) é um termo para moedas cripto consideradas sem valor real, sem suporte tecnológico ou aplicação prática. São como castelos no ar – só existem no nome e hype.

Sem Apoio Substancial – Não há modelo de negócio forte, inovação genuína ou aplicação real clara.

Preço Baseado em Hype Puro – Seu valor depende quase exclusivamente de marketing e propaganda, não de valor intrínseco.

Risco Extremo – Altamente suscetível a manipulações e flutuações extremas, com potencial de perda total em pouco tempo.

Equipe Opaca ou Fraudes – Muitas vezes, falta transparência ou há esquemas de scam como rug pull.

Rug Pull – Desenvolvedores podem abandonar o projeto de repente após arrecadar fundos, deixando o valor do token zerado.

De modo geral, air coins representam sinais de alerta e devem ser evitadas por investidores prudentes. Antes de investir, pesquise profundamente sobre a equipe, tecnologia e proposta de valor do projeto.

Estratégias de Aprendizado em Cripto: De DYOR a Gestão de Risco

Depois de entender os termos e classificações, o próximo passo é desenvolver uma estratégia de aprendizado sólida. Investidores bem-sucedidos geralmente seguem alguns princípios-chave:

DYOR (Faça Sua Própria Pesquisa) – Nunca invista com base apenas em recomendações de terceiros sem pesquisa independente. Leia whitepapers, acompanhe a equipe e entenda os fundamentos antes de entrar.

Gestão de Risco – Nunca invista mais do que pode perder. Diversifique seu portfólio entre diferentes ativos e evite colocar tudo em um único projeto.

Entenda a Volatilidade – Os preços de cripto podem variar de 10 a 50% em um dia. Se não se sentir confortável com essa volatilidade, talvez cripto não seja para você.

Não Se Deixe Levar pelas Emoções – FUD e FOMO são inimigos do investidor. Mantenha a racionalidade e siga seu plano de investimento sem se influenciar por emoções de curto prazo.

LFG com Estratégia – Quando a comunidade gritar “LFG”, tenha uma estratégia clara, não apenas entusiasmo sem planejamento. LFG crypto é avançar de forma inteligente, não de forma cega.

Comunidade vs Hype – Há diferença entre projetos com comunidades realmente engajadas e esquemas de pump-and-dump. Aprenda a distinguir ambos.

O mundo das criptomoedas está cheio de oportunidades e riscos. Compreendendo os termos-chave, classificações de ativos e estratégias de aprendizado corretas, você pode navegar com mais confiança e tomar decisões de investimento mais informadas. Lembre-se: o sucesso no cripto não depende de quanto você sabe, mas da disposição de aprender continuamente e se adaptar a um mercado dinâmico.

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