À medida que o mercado de crédito privado (private credit) cresce rapidamente, a tokenização surge como uma solução prática e viável como caso de uso de blockchain. Sidney Powell, CEO da Maple Finance, destacou que, com a saída dos bancos do setor financeiro tradicional, empresas de empréstimos shadow e gestores de crédito não bancários estão acelerando sua entrada no mercado, e que essa classe de ativos pode ser completamente reestruturada com tecnologia blockchain.
As mudanças estruturais em andamento no setor financeiro tradicional são evidentes. Com a intervenção de gestores de crédito como a Apollo, o mercado de private credit já apresenta uma forte tendência de crescimento. Na conferência Consensus Hong Kong, Powell previu que o mercado de ativos de alto risco continuará a expandir-se, apontando o uso de blockchain como o principal motor desse crescimento.
Por que o private credit é ideal para tokenização
A razão pela qual o private credit é o alvo mais adequado para a tokenização baseada em blockchain reside na estrutura fundamental do mercado. Diferentemente de ações ou fundos, o mercado de private credit opera principalmente por meio de negociações OTC (over-the-counter) e transações bilaterais, com transparência extremamente baixa.
Embora as taxas de intermediação no setor financeiro tradicional tenham se aproximado de zero, o mercado de private credit enfrenta três problemas estruturais graves:
Liquidez limitada: Como não é negociado em bolsas, é difícil encontrar tomadores de empréstimo
Descoberta de preço opaca: Transações confidenciais dificultam a formação de preços justos
Relatórios incompletos: Informações dispersas dificultam que investidores avaliem riscos reais
Powell afirmou: “É exatamente nesse mercado que a tokenização faz sentido.” Como caso de uso de blockchain, a tokenização pode promover uma mudança fundamental em mercados com informações dispersas.
Como o blockchain resolve problemas de transparência e liquidez
A tokenização baseada em blockchain oferece três melhorias principais ao colocar o private credit na cadeia (on-chain):
Maximização da transparência: Todo o ciclo de vida do empréstimo é registrado na blockchain, tornando públicos desde a emissão até o pagamento ou inadimplência. Essa é a maior diferença em relação ao mercado de private credit tradicional.
Ampliação da liquidez: Através da tokenização, a base de investidores é significativamente ampliada, e as negociações secundárias se tornam muito mais eficientes. Ferramentas programáveis na cadeia permitem pagamentos mais rápidos e propriedade fracionada.
Prevenção de fraudes: Casos de fraude, como a criação de duplo garantido em recebíveis, podem ser evitados. A tokenização garante um “conjunto único de tokens” representando o pool de ativos, tornando praticamente impossível o duplo garantido.
Gestoras de fundos de grande porte, como BlackRock e Franklin Templeton, já lançaram fundos de mercado monetário tokenizados, demonstrando a eficiência operacional do blockchain. Esses fundos utilizam blockchain para pagamentos e registros, oferecendo liquidez diária aos investidores.
Default on-chain não é bug, mas recurso de fortalecimento do sistema
Powell prevê que, nos próximos anos, ocorrerá o primeiro default de alto risco on-chain. No entanto, ele não vê isso como uma falha do blockchain, mas como uma funcionalidade que demonstra a transparência do sistema.
Inadimplências são uma característica normal do mercado de crédito. O verdadeiro valor do uso de blockchain se revela quando essas inadimplências acontecem. Como todo o ciclo de vida do empréstimo é transparente, investidores e reguladores podem rastrear exatamente o que deu errado.
A razão pela qual problemas no mercado de private credit levam tempo para emergir é a natureza bilateral das transações. Um bom exemplo é a falência da First Brands, fabricante de peças automotivas, em setembro de 2025. A empresa entrou em inadimplência repentina após tentativas fracassadas de refinanciamento e descoberta de dívidas não divulgadas, causando grandes perdas a diversos investidores de private credit.
Na cadeia, essa falta de transparência é resolvida de forma fundamental. Powell destacou: “Mesmo que ocorra inadimplência, realizar isso na cadeia ajuda bastante a mitigar riscos de fraude.”
Por que investidores institucionais buscam ativos baseados em blockchain
O ambiente macroeconômico está levando investidores institucionais a explorar casos de uso de blockchain. Com dezenas de trilhões de dólares em dívidas soberanas e dificuldades políticas para aprovar orçamentos equilibrados, os governos dependem de impostos ou inflação. A inflação funciona como um imposto sobre o poder de compra real, sustentando o valor de ativos como o Bitcoin (BTC $88.13K) com oferta fixa.
Grandes instituições tradicionais — fundos de pensão, doações, seguradoras, gestoras de ativos e fundos soberanos — buscam rentabilidade no mercado de private credit por necessidade. Como gerenciam os maiores balanços, precisam encontrar onde há retorno.
A tokenização de private credit baseada em blockchain oferece novas oportunidades para esses órgãos. Powell acredita que, à medida que os empréstimos on-chain evoluem, os empréstimos lastreados em criptomoedas eventualmente receberão classificações de agências de rating tradicionais, o que deve acontecer até o final de 2026. Com essa classificação, esses produtos financeiros poderão ser convertidos, dentro do mesmo framework regulatório de crédito corporativo e soberano, de “ativos de alta qualidade” para “ativos de investimento”, dentro do mandato de investidores tradicionais de renda fixa.
Isso indica que o uso de blockchain não é apenas uma inovação tecnológica, mas um motor de transformação estrutural do sistema financeiro global.
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Mercado de tokenização de crédito privado, que ganha destaque como caso de uso de blockchain
À medida que o mercado de crédito privado (private credit) cresce rapidamente, a tokenização surge como uma solução prática e viável como caso de uso de blockchain. Sidney Powell, CEO da Maple Finance, destacou que, com a saída dos bancos do setor financeiro tradicional, empresas de empréstimos shadow e gestores de crédito não bancários estão acelerando sua entrada no mercado, e que essa classe de ativos pode ser completamente reestruturada com tecnologia blockchain.
As mudanças estruturais em andamento no setor financeiro tradicional são evidentes. Com a intervenção de gestores de crédito como a Apollo, o mercado de private credit já apresenta uma forte tendência de crescimento. Na conferência Consensus Hong Kong, Powell previu que o mercado de ativos de alto risco continuará a expandir-se, apontando o uso de blockchain como o principal motor desse crescimento.
Por que o private credit é ideal para tokenização
A razão pela qual o private credit é o alvo mais adequado para a tokenização baseada em blockchain reside na estrutura fundamental do mercado. Diferentemente de ações ou fundos, o mercado de private credit opera principalmente por meio de negociações OTC (over-the-counter) e transações bilaterais, com transparência extremamente baixa.
Embora as taxas de intermediação no setor financeiro tradicional tenham se aproximado de zero, o mercado de private credit enfrenta três problemas estruturais graves:
Powell afirmou: “É exatamente nesse mercado que a tokenização faz sentido.” Como caso de uso de blockchain, a tokenização pode promover uma mudança fundamental em mercados com informações dispersas.
Como o blockchain resolve problemas de transparência e liquidez
A tokenização baseada em blockchain oferece três melhorias principais ao colocar o private credit na cadeia (on-chain):
Maximização da transparência: Todo o ciclo de vida do empréstimo é registrado na blockchain, tornando públicos desde a emissão até o pagamento ou inadimplência. Essa é a maior diferença em relação ao mercado de private credit tradicional.
Ampliação da liquidez: Através da tokenização, a base de investidores é significativamente ampliada, e as negociações secundárias se tornam muito mais eficientes. Ferramentas programáveis na cadeia permitem pagamentos mais rápidos e propriedade fracionada.
Prevenção de fraudes: Casos de fraude, como a criação de duplo garantido em recebíveis, podem ser evitados. A tokenização garante um “conjunto único de tokens” representando o pool de ativos, tornando praticamente impossível o duplo garantido.
Gestoras de fundos de grande porte, como BlackRock e Franklin Templeton, já lançaram fundos de mercado monetário tokenizados, demonstrando a eficiência operacional do blockchain. Esses fundos utilizam blockchain para pagamentos e registros, oferecendo liquidez diária aos investidores.
Default on-chain não é bug, mas recurso de fortalecimento do sistema
Powell prevê que, nos próximos anos, ocorrerá o primeiro default de alto risco on-chain. No entanto, ele não vê isso como uma falha do blockchain, mas como uma funcionalidade que demonstra a transparência do sistema.
Inadimplências são uma característica normal do mercado de crédito. O verdadeiro valor do uso de blockchain se revela quando essas inadimplências acontecem. Como todo o ciclo de vida do empréstimo é transparente, investidores e reguladores podem rastrear exatamente o que deu errado.
A razão pela qual problemas no mercado de private credit levam tempo para emergir é a natureza bilateral das transações. Um bom exemplo é a falência da First Brands, fabricante de peças automotivas, em setembro de 2025. A empresa entrou em inadimplência repentina após tentativas fracassadas de refinanciamento e descoberta de dívidas não divulgadas, causando grandes perdas a diversos investidores de private credit.
Na cadeia, essa falta de transparência é resolvida de forma fundamental. Powell destacou: “Mesmo que ocorra inadimplência, realizar isso na cadeia ajuda bastante a mitigar riscos de fraude.”
Por que investidores institucionais buscam ativos baseados em blockchain
O ambiente macroeconômico está levando investidores institucionais a explorar casos de uso de blockchain. Com dezenas de trilhões de dólares em dívidas soberanas e dificuldades políticas para aprovar orçamentos equilibrados, os governos dependem de impostos ou inflação. A inflação funciona como um imposto sobre o poder de compra real, sustentando o valor de ativos como o Bitcoin (BTC $88.13K) com oferta fixa.
Grandes instituições tradicionais — fundos de pensão, doações, seguradoras, gestoras de ativos e fundos soberanos — buscam rentabilidade no mercado de private credit por necessidade. Como gerenciam os maiores balanços, precisam encontrar onde há retorno.
A tokenização de private credit baseada em blockchain oferece novas oportunidades para esses órgãos. Powell acredita que, à medida que os empréstimos on-chain evoluem, os empréstimos lastreados em criptomoedas eventualmente receberão classificações de agências de rating tradicionais, o que deve acontecer até o final de 2026. Com essa classificação, esses produtos financeiros poderão ser convertidos, dentro do mesmo framework regulatório de crédito corporativo e soberano, de “ativos de alta qualidade” para “ativos de investimento”, dentro do mandato de investidores tradicionais de renda fixa.
Isso indica que o uso de blockchain não é apenas uma inovação tecnológica, mas um motor de transformação estrutural do sistema financeiro global.