Mais de dez anos, a R3 construiu infraestruturas para bolsas e bancos centrais, mas recentemente a empresa mudou drasticamente de direção. A escolha estratégica por Solana permitirá que ela leve os ativos institucionais a um nível que anteriormente parecia impossível. A escolha da plataforma não é apenas uma decisão técnica, mas uma resposta à redefinição global dos mercados financeiros.
Há cerca de um ano, a R3 realizou uma revisão profunda de sua estratégia, concentrando-se numa questão-chave: como mover ativos para a blockchain de forma mais eficiente. «Conversámos com todas as plataformas de primeiro e segundo nível para entender onde migraria o capital institucional», explicou Todd McDonald, cofundador da R3. O resultado dessa análise foi uma parceria com o Fundo Solana, anunciada em maio de 2025 na conferência Accelerate.
Mudança estratégica: por que exatamente a Solana
A R3 posiciona a Solana como «Nasdaq entre as blockchains» — uma plataforma especializada para mercados de capitais de alto desempenho, e não um polígono para experimentos. A empresa acredita que os mercados inevitavelmente se moverão para o ambiente onchain, e a Solana possui uma estrutura, capacidade de processamento e foco em negociações de alta velocidade ideais para esse cenário.
Atualmente, o SOL é negociado a $105.74, com uma capitalização de mercado de $59.88B, refletindo o reconhecimento crescente da rede entre investidores institucionais. Através da plataforma Corda, a R3 já gere ativos superiores a $10 bilhões e colabora com HSBC, Bank of America, Bank of Italy, Monetary Authority of Singapore, Swiss National Bank, Euroclear e outros participantes do mercado financeiro global.
Liquidez — o verdadeiro nó do problema para ativos tokenizados
Segundo McDonald, a liquidez, e não a própria tokenização, é o principal obstáculo ao crescimento dos mercados onchain de ativos reais. O processo de representar ações, títulos e outros instrumentos financeiros como tokens digitais evolui rapidamente, mas sem liquidez profunda esses ativos permanecem isolados.
Hoje, o ecossistema DeFi da Solana mantém mais de $9 bilhões em fundos bloqueados (TVL), tornando-se uma das plataformas mais dinâmicas fora do Ethereum e suas camadas de segundo nível. O Ethereum ainda lidera em TVL total e profundidade de liquidez, mas a Solana demonstra crescimento exponencial graças às taxas microscópicas, alta capacidade de processamento e envolvimento ativo dos usuários. O momento-chave será quando um ativo real tokenizado for aceito como garantia plena, ao lado de ativos nativos de criptomoedas.
Crédito privado e financiamento comercial: onde a R3 vê oportunidades
Em vez de tentar estimular artificialmente a demanda, a R3 começa onde já existe interesse em ativos onchain. A empresa focou em duas áreas para trazer os produtos mais atraentes para os investidores ao blockchain.
A primeira — crédito privado. Rendimentos em torno de 10% geralmente atraem investidores onchain que buscam uma renda estável fora do segmento especulativo do mercado de criptomoedas. Contudo, esses produtos precisam equilibrar rentabilidade, liquidez e composabilidade — uma tarefa complexa, pois a liquidez de créditos privados nos mercados tradicionais costuma ser limitada a períodos trimestrais ou requer permissões especiais.
A segunda — financiamento comercial. McDonald destaca a alta elasticidade da demanda e oferta nesse segmento: «Se os participantes do DeFi prestarem atenção ao financiamento comercial, a oferta do mundo financeiro tradicional será enorme». No entanto, a opacidade, a fragmentação de jurisdições e a ausência de padrões unificados de dados dificultam a precificação de riscos e retardam o crescimento da liquidez nesse mercado de grande escala.
Protocolo Corda: como a R3 planeja alcançar rentabilidade onchain
Para realizar sua visão, a R3 desenvolveu um novo protocolo baseado na Solana, chamado Corda. Ele representa uma rede de depósitos de renda profissionalmente curados, garantidos por ativos reais e que emitem tokens líquidos e resgatáveis.
O lançamento do protocolo está previsto para a primeira metade de 2026. Destina-se a fornecer aos detentores de stablecoins acesso a instrumentos de dívida tokenizados, fundos e títulos relacionados a resseguros, sem perder liquidez e com possibilidade de composição ao estilo DeFi.
Os ativos em Corda serão garantidos por um nível de liquidez protocolar, permitindo a troca instantânea de ativos ilíquidos para investidores onchain. Isso abre a possibilidade de usar ativos como garantia. O protocolo será integrado com os principais curadores e protocolos de crédito para facilitar empréstimos e construir posições de crédito.
O alto interesse inicial é confirmado pelo resultado: o protocolo Corda já recebeu mais de 30.000 pré-registros, indicando uma demanda de mercado significativa por essas soluções.
De especulação a rendimento estável
À medida que investidores de DeFi se afastam de estratégias puramente especulativas, cresce a necessidade de uma renda diversificada, não correlacionada com os ciclos do mercado de criptomoedas. Apesar de centenas de bilhões de dólares em ativos reais já estarem representados na blockchain, grande parte da rentabilidade de nível institucional ainda exige capital fora da rede.
A R3 vê nesse fato seu principal público-alvo: investidores que desejam obter rendimentos atrativos permanecendo no ambiente onchain, sem precisar retornar às ferramentas financeiras tradicionais. A estratégia da empresa para reduzir essa lacuna inclui atrair ativos de Wall Street para o blockchain de forma que faça sentido para o DeFi, e ao mesmo tempo, atrair capital offchain para os mercados onchain em escala massiva.
O sucesso dessa iniciativa dependerá não apenas das características técnicas da Solana, mas também da capacidade da R3 de continuar a desenvolver seu ecossistema de parceiros, incluindo as maiores instituições financeiras globais, que já enxergam oportunidades na transformação onchain dos mercados de capitais.
Esta página pode conter conteúdo de terceiros, que é fornecido apenas para fins informativos (não para representações/garantias) e não deve ser considerada como um endosso de suas opiniões pela Gate nem como aconselhamento financeiro ou profissional. Consulte a Isenção de responsabilidade para obter detalhes.
R3 escolhe Solana para escalar os investimentos institucionais em blockchain
Mais de dez anos, a R3 construiu infraestruturas para bolsas e bancos centrais, mas recentemente a empresa mudou drasticamente de direção. A escolha estratégica por Solana permitirá que ela leve os ativos institucionais a um nível que anteriormente parecia impossível. A escolha da plataforma não é apenas uma decisão técnica, mas uma resposta à redefinição global dos mercados financeiros.
Há cerca de um ano, a R3 realizou uma revisão profunda de sua estratégia, concentrando-se numa questão-chave: como mover ativos para a blockchain de forma mais eficiente. «Conversámos com todas as plataformas de primeiro e segundo nível para entender onde migraria o capital institucional», explicou Todd McDonald, cofundador da R3. O resultado dessa análise foi uma parceria com o Fundo Solana, anunciada em maio de 2025 na conferência Accelerate.
Mudança estratégica: por que exatamente a Solana
A R3 posiciona a Solana como «Nasdaq entre as blockchains» — uma plataforma especializada para mercados de capitais de alto desempenho, e não um polígono para experimentos. A empresa acredita que os mercados inevitavelmente se moverão para o ambiente onchain, e a Solana possui uma estrutura, capacidade de processamento e foco em negociações de alta velocidade ideais para esse cenário.
Atualmente, o SOL é negociado a $105.74, com uma capitalização de mercado de $59.88B, refletindo o reconhecimento crescente da rede entre investidores institucionais. Através da plataforma Corda, a R3 já gere ativos superiores a $10 bilhões e colabora com HSBC, Bank of America, Bank of Italy, Monetary Authority of Singapore, Swiss National Bank, Euroclear e outros participantes do mercado financeiro global.
Liquidez — o verdadeiro nó do problema para ativos tokenizados
Segundo McDonald, a liquidez, e não a própria tokenização, é o principal obstáculo ao crescimento dos mercados onchain de ativos reais. O processo de representar ações, títulos e outros instrumentos financeiros como tokens digitais evolui rapidamente, mas sem liquidez profunda esses ativos permanecem isolados.
Hoje, o ecossistema DeFi da Solana mantém mais de $9 bilhões em fundos bloqueados (TVL), tornando-se uma das plataformas mais dinâmicas fora do Ethereum e suas camadas de segundo nível. O Ethereum ainda lidera em TVL total e profundidade de liquidez, mas a Solana demonstra crescimento exponencial graças às taxas microscópicas, alta capacidade de processamento e envolvimento ativo dos usuários. O momento-chave será quando um ativo real tokenizado for aceito como garantia plena, ao lado de ativos nativos de criptomoedas.
Crédito privado e financiamento comercial: onde a R3 vê oportunidades
Em vez de tentar estimular artificialmente a demanda, a R3 começa onde já existe interesse em ativos onchain. A empresa focou em duas áreas para trazer os produtos mais atraentes para os investidores ao blockchain.
A primeira — crédito privado. Rendimentos em torno de 10% geralmente atraem investidores onchain que buscam uma renda estável fora do segmento especulativo do mercado de criptomoedas. Contudo, esses produtos precisam equilibrar rentabilidade, liquidez e composabilidade — uma tarefa complexa, pois a liquidez de créditos privados nos mercados tradicionais costuma ser limitada a períodos trimestrais ou requer permissões especiais.
A segunda — financiamento comercial. McDonald destaca a alta elasticidade da demanda e oferta nesse segmento: «Se os participantes do DeFi prestarem atenção ao financiamento comercial, a oferta do mundo financeiro tradicional será enorme». No entanto, a opacidade, a fragmentação de jurisdições e a ausência de padrões unificados de dados dificultam a precificação de riscos e retardam o crescimento da liquidez nesse mercado de grande escala.
Protocolo Corda: como a R3 planeja alcançar rentabilidade onchain
Para realizar sua visão, a R3 desenvolveu um novo protocolo baseado na Solana, chamado Corda. Ele representa uma rede de depósitos de renda profissionalmente curados, garantidos por ativos reais e que emitem tokens líquidos e resgatáveis.
O lançamento do protocolo está previsto para a primeira metade de 2026. Destina-se a fornecer aos detentores de stablecoins acesso a instrumentos de dívida tokenizados, fundos e títulos relacionados a resseguros, sem perder liquidez e com possibilidade de composição ao estilo DeFi.
Os ativos em Corda serão garantidos por um nível de liquidez protocolar, permitindo a troca instantânea de ativos ilíquidos para investidores onchain. Isso abre a possibilidade de usar ativos como garantia. O protocolo será integrado com os principais curadores e protocolos de crédito para facilitar empréstimos e construir posições de crédito.
O alto interesse inicial é confirmado pelo resultado: o protocolo Corda já recebeu mais de 30.000 pré-registros, indicando uma demanda de mercado significativa por essas soluções.
De especulação a rendimento estável
À medida que investidores de DeFi se afastam de estratégias puramente especulativas, cresce a necessidade de uma renda diversificada, não correlacionada com os ciclos do mercado de criptomoedas. Apesar de centenas de bilhões de dólares em ativos reais já estarem representados na blockchain, grande parte da rentabilidade de nível institucional ainda exige capital fora da rede.
A R3 vê nesse fato seu principal público-alvo: investidores que desejam obter rendimentos atrativos permanecendo no ambiente onchain, sem precisar retornar às ferramentas financeiras tradicionais. A estratégia da empresa para reduzir essa lacuna inclui atrair ativos de Wall Street para o blockchain de forma que faça sentido para o DeFi, e ao mesmo tempo, atrair capital offchain para os mercados onchain em escala massiva.
O sucesso dessa iniciativa dependerá não apenas das características técnicas da Solana, mas também da capacidade da R3 de continuar a desenvolver seu ecossistema de parceiros, incluindo as maiores instituições financeiras globais, que já enxergam oportunidades na transformação onchain dos mercados de capitais.