Bitcoin explode 10 anos, com um aumento de 27701%, superando ouro e prata! Schiff responde: a era acabou

Desde 2015, o Bitcoin acumulou uma valorização de 27.701%, enquanto a prata aumentou 405% e o ouro 283% no mesmo período. No entanto, o crítico do Bitcoin, Peter Schiff, rebate dizendo que a comparação deveria ser feita com os últimos quatro anos, não dez, e que a era do Bitcoin já passou. Em resposta, o mercado entende que os preços das commodities tendem a convergir para os custos de produção; quando os preços sobem, a produção também aumenta, o que tende a baixar os preços, a menos que a oferta seja fixa.

Comparação de valorização de dez anos: Bitcoin 27.701% versus ouro 283% — uma disparidade enorme

比特幣和黃金白銀價格對比

(Fonte: Adam Livingston)

Os dados de Adam Livingston oferecem uma visão clara de longo prazo. Desde 2015, o Bitcoin valorizou-se 27.701%, o que significa que um investimento de 1.000 dólares em Bitcoin em 2015 valeria cerca de 278.000 dólares em 2025. Em comparação, a prata aumentou 405%, elevando um investimento de 1.000 dólares para apenas 5.050 dólares; o ouro subiu 283%, passando de 1.000 para 3.830 dólares. Essa diferença de três dígitos é impressionante.

No post do X, Livingston escreveu: «Mesmo ignorando os primeiros seis anos de existência do Bitcoin, para aqueles que criticam o período de tempo, o desempenho do ouro e da prata fica muito atrás desse ativo de topo.» Essa frase sugere que os ganhos iniciais do Bitcoin (2009-2015) foram ainda mais surpreendentes, e, se considerados desde 2009, os números seriam astronômicos. Optar por 2015 como ponto de partida já é uma estimativa bastante conservadora.

Por outro lado, Peter Schiff, defensor do ouro, é um dos críticos mais severos do Bitcoin, e rebate dizendo que a comparação deveria ser feita com os últimos quatro anos, não dez. «O tempo mudou. A era do Bitcoin acabou», afirmou Schiff. A lógica por trás dessa argumentação é: após o ciclo de alta de 2020-2021, o Bitcoin entrou em um período de correção, e seu desempenho nos últimos quatro anos foi menos estável do que o do ouro. A visão de Schiff representa a postura típica de investidores tradicionais: eles valorizam a volatilidade de curto prazo e a proteção contra quedas, não os retornos absolutos de longo prazo.

O cerne dessa discussão está na escolha do horizonte temporal. Investidores de longo prazo consideram dez anos um período adequado, suficiente para atravessar um ciclo econômico completo. Traders de curto prazo preferem quatro anos, que refletem melhor o cenário atual. Ambas as perspectivas têm validade, dependendo do perfil de risco e dos objetivos de cada investidor.

Oferta fixa versus mineração ilimitada: diferenças estruturais decisivas

黃金技術圖

(Fonte: Trading View)

A resposta de Matt Golliher, cofundador da Orange Horizon Wealth, é certeira. Ele aponta que, a longo prazo, os preços das commodities tendem a «convergir» para os custos de produção. «Quando os preços sobem, a produção também aumenta, acelerando a oferta e, assim, baixando os preços. A menos que a oferta seja fixa», explica Golliher. Essa afirmação revela com precisão a diferença fundamental entre o Bitcoin e o ouro/prata.

A oferta de ouro e prata é elástica. Quando os preços sobem, minas que antes não eram economicamente viáveis passam a ser exploradas, aumentando a produção global. Golliher acrescenta: «Hoje, algumas fontes de ouro e prata que não eram rentáveis há um ano, agora, com os preços atuais, se tornam altamente lucrativas.» Esse mecanismo de resposta da oferta tende a limitar o potencial de alta de preços a longo prazo.

Em contraste, o fornecimento de Bitcoin é fixo em 21 milhões de unidades. Não há possibilidade de descobrir ou minerar «novos Bitcoins» além desse limite, independentemente do preço. Essa escassez absoluta é o núcleo do valor do Bitcoin. Quando a demanda aumenta, a oferta não consegue responder, e o preço só pode subir para equilibrar. Essa rigidez na oferta é extremamente rara na economia — nem mesmo a terra é realmente fixa, pois é possível fazer terra reclamada do mar.

Três diferenças estruturais entre Bitcoin e ouro/prata

Oferta elástica: ouro e prata podem ser aumentados em resposta ao preço, Bitcoin tem oferta fixa de 21 milhões

Custos de armazenamento: ouro e prata requerem armazenamento físico e segurança, Bitcoin precisa apenas de uma carteira digital, com custos quase zero

Divisibilidade: Bitcoin pode ser fracionado até oito casas decimais, ouro e prata, por serem físicos, têm custos elevados de divisão

Essas diferenças estruturais explicam por que, no mesmo horizonte de dez anos, o Bitcoin pode alcançar valorização cem vezes maior que ouro e prata. Quando a riqueza global busca ativos de preservação de valor, a oferta fixa do Bitcoin só pode ser absorvida por aumento de preço, enquanto ouro e prata podem responder parcialmente com aumento de produção.

Preços de metais preciosos atingem novo pico em 2025, enquanto o dólar despenca 10%

美元指數

(Fonte: Barchart)

A disputa entre defensores de metais preciosos e de Bitcoin, sobre qual é a melhor reserva de valor a longo prazo, continua a esquentar, enquanto os preços desses metais atingiram níveis históricos. Em 2025, o ouro atingiu aproximadamente 4.533 dólares por onça, uma máxima histórica; a prata também atingiu um recorde, perto de 80 dólares por onça. Esses números parecem apoiar os argumentos dos defensores de ouro e prata.

Porém, ao colocar esses ganhos no contexto da desvalorização do dólar, o cenário muda. Segundo Ethan Ralph, apresentador da mídia, o dólar está caminhando para o seu pior ano em uma década, com o índice DXY caindo quase 10% em 2025. O DXY mede a força do dólar em relação a uma cesta de principais moedas, incluindo euro, iene, libra, dólar canadense, coroa sueca e franco suíço. Isso significa que os ativos denominados em dólares parecem ter valorizado-se parcialmente devido à depreciação do dólar.

Quando o dólar desvaloriza 10%, os preços nominais do ouro e da prata sobem naturalmente, pois é preciso mais dólares depreciados para comprar a mesma quantidade de ativos físicos. Essa alta, em certa medida, é uma «bolha de preço», não um aumento real do poder de compra. Em contrapartida, mesmo com a desvalorização do dólar, o Bitcoin mantém sua vantagem relativa frente ao ouro e à prata.

O analista Arthur Hayes afirma que a desvalorização do dólar e a política de inflação do Federal Reserve serão catalisadores positivos para o aumento de preços de ativos escassos, incluindo ouro, prata e Bitcoin. Esse ambiente macroeconômico favorece todos os ativos escassos, mas o Bitcoin, por sua oferta fixa, se beneficia mais. Quando investidores tradicionais buscam proteção contra a inflação, o Bitcoin, o ouro e a prata tendem a se valorizar, mas a digitalização e acessibilidade global do Bitcoin lhe conferem uma vantagem adicional.

Disputa pelo horizonte temporal revela diferenças na filosofia de investimento

Peter Schiff insiste que a comparação deve ser feita com os últimos quatro anos, não dez, refletindo uma mentalidade de gestão de risco típica dos investidores tradicionais. De 2021 a 2025, o Bitcoin passou por uma volatilidade extrema, de um pico de 69 mil dólares até 16 mil, e depois voltou a subir para cerca de 89 mil dólares. Essa montanha-russa assusta muitos investidores tradicionais.

O ouro e a prata, nesse período, mostraram maior estabilidade. Apesar de seus ganhos absolutos serem menores, a volatilidade foi muito menor do que a do Bitcoin. Para fundos de aposentadoria, seguradoras e outros investidores tradicionais, controlar a volatilidade muitas vezes é mais importante do que obter retornos absolutos elevados. Isso explica por que Schiff prefere usar uma janela de quatro anos: ela evidencia melhor o risco de volatilidade do Bitcoin.

Por outro lado, essa visão ignora um fato fundamental: investidores de longo prazo buscam acumular riqueza, não estabilidade de curto prazo. Se um ativo valoriza-se cem vezes em dez anos, mesmo com alta volatilidade intermediária, quem consegue manter o investimento até o final terá retornos muito superiores aos de ativos mais estáveis, porém menos rentáveis. Essa é a essência do argumento dos apoiadores do Bitcoin: o tempo suaviza as oscilações, e a tendência de longo prazo é o que realmente importa.

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