A utilização de ativos digitais para fraudes românticas em Singapura está a intensificar-se. De acordo com relatórios das autoridades, ocorreu um incidente em que uma mulher foi levada a transferir ativos no valor de 120.000 dólares, que representam as suas poupanças de toda a vida, para um criminoso através de uma relação amorosa falsa com alguém no estrangeiro. Este caso ilustra claramente como, com a rápida expansão dos ativos digitais, os métodos de fraude estão a tornar-se cada vez mais sofisticados.
A tragédia de uma mãe solteira enganada por um amor falso
A vítima tinha construído a relação apenas através de mensagens no WhatsApp. Apesar de ter mantido comunicações por chamadas de voz e mensagens durante mais de um ano, ela nunca tinha visto o rosto do seu “namorado”. Ainda assim, ela estava a preparar-se para começar uma nova vida com este “namorado”, deixando Singapura.
Num estado de crise extrema, ela tinha já retirado os seus dois filhos da escola, organizado as suas coisas e preparado-se para viajar para o estrangeiro. Antes que a operação fosse levada a cabo, o subcomissário Lee Hwa Sheng, da Equipa de Rastreamento de Ativos Digitais (CTT) do Centro de Resposta a Fraudes (ASC), entrou em contacto com ela após receber alertas de retiradas suspeitas do banco.
Na véspera da sua partida, ela teve uma reunião com o subcomissário. Ela não tinha percebido que as mensagens do “namorado” tinham parado. O subcomissário Lee afirmou que, após uma entrevista detalhada de mais de três horas, percebeu que ela poderia ter evitado uma situação ainda mais trágica. “Se ela tivesse viajado para o estrangeiro, sem poder receber ajuda financeira, teria ficado presa com os seus dois filhos pequenos”, disse ele.
Análise de blockchain revela rede de fraudes
O subcomissário Lee utilizou técnicas de análise de blockchain para rastrear o fluxo de fundos. Descobriu-se que o dinheiro saído da carteira da mulher tinha sido lavado através de múltiplos endereços relacionados com fraudes. Embora esta descoberta fosse tecnicamente importante, trouxe uma realidade bastante dura para a vítima.
Ao explicar os resultados da investigação, o subcomissário relatou que a vítima percebeu de repente o significado do silêncio e da evasão do criminoso, levando-a às lágrimas. Este momento simboliza a brutalidade das fraudes na era dos ativos digitais.
Após o incidente, o subcomissário contactou a família da vítima e incentivou a implementação de um sistema de apoio. “Ela está atualmente a recuperar-se e a avançar na sua vida para um futuro melhor”, afirmou.
A realidade das fraudes com ativos digitais em Singapura
As fraudes em Singapura atingiram uma escala preocupante. Em 2024, cerca de 1,1 mil milhões de dólares foram perdidos para fraudes, com aproximadamente um quarto desse valor relacionado com ativos digitais. Além disso, há relatos de uma vítima que perdeu até 1,25 mil milhões de dólares em uma fraude que utilizou malware.
No primeiro semestre de 2025, o Bitcoin e o Ethereum lideraram as estatísticas de vítimas de fraudes, com perdas superiores a 81,6 milhões de dólares nestes ativos digitais.
Novas medidas das autoridades — o papel da Equipa de Rastreamento de Ativos Digitais
As autoridades de Singapura reconheceram a necessidade de uma unidade especializada para lidar com ativos digitais, aprovando em março o funcionamento completo da CCT. Apesar de ter apenas oito meses de operação, esta equipa desempenha um papel crucial na resposta às ameaças crescentes de lucros de fraudes que se movimentam para ativos digitais como o Bitcoin.
O responsável pela CTT, o subcomissário Desmond Chia, explicou o contexto da sua criação: “Globalmente, as pessoas estão a aprofundar o seu entendimento sobre ativos digitais, e os criminosos também estão a perceber esta tendência”. Ele destacou que os ativos digitais oferecem um meio eficiente de lavar fundos sem passar pelos bancos, o que constitui um problema.
As autoridades estão treinadas para monitorizar em tempo real as movimentações de carteiras, impedir fraudes com ativos digitais, e congelar carteiras quando necessário, facilitando a recuperação de ativos.
Evolução dos métodos de fraude — estratégias que exploram a falta de conhecimento das vítimas
O subcomissário Lee alertou que os criminosos atuais exploram conscientemente a falta de conhecimento das vítimas sobre ativos digitais. Há relatos de fraudes em que residentes de Singapura, alegando ajudar na realização de investimentos em ativos digitais, recolhem fundos de vários participantes e desaparecem.
As fraudes românticas também evoluíram, com os criminosos a construir confiança ao longo de longos períodos de comunicação, explorando a vulnerabilidade emocional das vítimas. No caso em questão, a vítima foi completamente desarmada após mais de um ano de interação.
Perspectivas futuras e a necessidade de cautela
As fraudes relacionadas com ativos digitais em Singapura não se limitam a perdas financeiras. Elas também causam divisões familiares, destruição de planos de vida e traumas psicológicos, entre outros danos.
As autoridades continuam a reforçar técnicas de rastreamento especializadas e a resposta em tempo real, ao mesmo tempo que destacam a importância de melhorar a literacia digital dos cidadãos. Seja em fraudes românticas ou de investimento, manter uma postura mais cautelosa e bem informada é a defesa mais eficaz contra as ameaças dos criminosos.
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Fraudes de romance com criptomoedas em rápida expansão em Singapura — Mulheres perdem US$ 120.000
A utilização de ativos digitais para fraudes românticas em Singapura está a intensificar-se. De acordo com relatórios das autoridades, ocorreu um incidente em que uma mulher foi levada a transferir ativos no valor de 120.000 dólares, que representam as suas poupanças de toda a vida, para um criminoso através de uma relação amorosa falsa com alguém no estrangeiro. Este caso ilustra claramente como, com a rápida expansão dos ativos digitais, os métodos de fraude estão a tornar-se cada vez mais sofisticados.
A tragédia de uma mãe solteira enganada por um amor falso
A vítima tinha construído a relação apenas através de mensagens no WhatsApp. Apesar de ter mantido comunicações por chamadas de voz e mensagens durante mais de um ano, ela nunca tinha visto o rosto do seu “namorado”. Ainda assim, ela estava a preparar-se para começar uma nova vida com este “namorado”, deixando Singapura.
Num estado de crise extrema, ela tinha já retirado os seus dois filhos da escola, organizado as suas coisas e preparado-se para viajar para o estrangeiro. Antes que a operação fosse levada a cabo, o subcomissário Lee Hwa Sheng, da Equipa de Rastreamento de Ativos Digitais (CTT) do Centro de Resposta a Fraudes (ASC), entrou em contacto com ela após receber alertas de retiradas suspeitas do banco.
Na véspera da sua partida, ela teve uma reunião com o subcomissário. Ela não tinha percebido que as mensagens do “namorado” tinham parado. O subcomissário Lee afirmou que, após uma entrevista detalhada de mais de três horas, percebeu que ela poderia ter evitado uma situação ainda mais trágica. “Se ela tivesse viajado para o estrangeiro, sem poder receber ajuda financeira, teria ficado presa com os seus dois filhos pequenos”, disse ele.
Análise de blockchain revela rede de fraudes
O subcomissário Lee utilizou técnicas de análise de blockchain para rastrear o fluxo de fundos. Descobriu-se que o dinheiro saído da carteira da mulher tinha sido lavado através de múltiplos endereços relacionados com fraudes. Embora esta descoberta fosse tecnicamente importante, trouxe uma realidade bastante dura para a vítima.
Ao explicar os resultados da investigação, o subcomissário relatou que a vítima percebeu de repente o significado do silêncio e da evasão do criminoso, levando-a às lágrimas. Este momento simboliza a brutalidade das fraudes na era dos ativos digitais.
Após o incidente, o subcomissário contactou a família da vítima e incentivou a implementação de um sistema de apoio. “Ela está atualmente a recuperar-se e a avançar na sua vida para um futuro melhor”, afirmou.
A realidade das fraudes com ativos digitais em Singapura
As fraudes em Singapura atingiram uma escala preocupante. Em 2024, cerca de 1,1 mil milhões de dólares foram perdidos para fraudes, com aproximadamente um quarto desse valor relacionado com ativos digitais. Além disso, há relatos de uma vítima que perdeu até 1,25 mil milhões de dólares em uma fraude que utilizou malware.
No primeiro semestre de 2025, o Bitcoin e o Ethereum lideraram as estatísticas de vítimas de fraudes, com perdas superiores a 81,6 milhões de dólares nestes ativos digitais.
Novas medidas das autoridades — o papel da Equipa de Rastreamento de Ativos Digitais
As autoridades de Singapura reconheceram a necessidade de uma unidade especializada para lidar com ativos digitais, aprovando em março o funcionamento completo da CCT. Apesar de ter apenas oito meses de operação, esta equipa desempenha um papel crucial na resposta às ameaças crescentes de lucros de fraudes que se movimentam para ativos digitais como o Bitcoin.
O responsável pela CTT, o subcomissário Desmond Chia, explicou o contexto da sua criação: “Globalmente, as pessoas estão a aprofundar o seu entendimento sobre ativos digitais, e os criminosos também estão a perceber esta tendência”. Ele destacou que os ativos digitais oferecem um meio eficiente de lavar fundos sem passar pelos bancos, o que constitui um problema.
As autoridades estão treinadas para monitorizar em tempo real as movimentações de carteiras, impedir fraudes com ativos digitais, e congelar carteiras quando necessário, facilitando a recuperação de ativos.
Evolução dos métodos de fraude — estratégias que exploram a falta de conhecimento das vítimas
O subcomissário Lee alertou que os criminosos atuais exploram conscientemente a falta de conhecimento das vítimas sobre ativos digitais. Há relatos de fraudes em que residentes de Singapura, alegando ajudar na realização de investimentos em ativos digitais, recolhem fundos de vários participantes e desaparecem.
As fraudes românticas também evoluíram, com os criminosos a construir confiança ao longo de longos períodos de comunicação, explorando a vulnerabilidade emocional das vítimas. No caso em questão, a vítima foi completamente desarmada após mais de um ano de interação.
Perspectivas futuras e a necessidade de cautela
As fraudes relacionadas com ativos digitais em Singapura não se limitam a perdas financeiras. Elas também causam divisões familiares, destruição de planos de vida e traumas psicológicos, entre outros danos.
As autoridades continuam a reforçar técnicas de rastreamento especializadas e a resposta em tempo real, ao mesmo tempo que destacam a importância de melhorar a literacia digital dos cidadãos. Seja em fraudes românticas ou de investimento, manter uma postura mais cautelosa e bem informada é a defesa mais eficaz contra as ameaças dos criminosos.