No ano passado, na luta pelos ativos de proteção, os metais preciosos tornaram-se silenciosamente os maiores vencedores. O desempenho do ouro e da prata superou facilmente o franco suíço, o iene e os títulos do governo, que são ferramentas tradicionais de proteção. Qual é a força motriz por trás disso? A resposta aponta para os bancos centrais de vários países — eles estão cada vez mais interessados em metais preciosos.



Os dados da pesquisa da World Gold Council são reveladores: 43% dos bancos centrais entrevistados afirmaram que irão aumentar suas reservas de ouro, e 95% acreditam que as reservas oficiais de ouro continuarão a crescer nos próximos 12 meses. Isso não é uma flutuação ocasional, mas uma mudança sistemática.

O analista de mercado internacional Jorge Ángel Hack destacou a lógica por trás disso — desde a crise de 2008, a confiança na moeda fiduciária vem diminuindo lentamente. Naquela época, os países desenvolvidos iniciaram um ciclo de emissão de dívida em grande escala, e os bancos centrais parecem estar usando ações para expressar: ativos físicos são o verdadeiro amuleto da sorte. Essa mudança de confiança do mercado tradicional para os ativos criptográficos está reformulando todo o ecossistema do mercado.
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