Recentemente, um fenómeno no mundo das criptomoedas tem chamado muita atenção — a crise monetária distante está silenciosamente a alterar a alocação de ativos das pessoas comuns. Tomemos o Irão como exemplo: em apenas um mês, a desvalorização do rial face ao dólar atingiu 60%. Quão absurdo é esse número? Há um mês, com 100 mil riais ainda se podia comprar um café na Starbucks; agora, nem água mineral se consegue comprar, só o equivalente a 0,7 dólares. Em comparação, isso equivale a metade do salário de meio mês a desaparecer do nada. Essa velocidade é maior do que qualquer outra, uma descida contínua, sem qualquer margem de manobra.
Alguns pensam: “Então, é só trocar por dólares e guardar, não é?” Parece razoável, mas no Irão isso simplesmente não funciona. A política oficial de câmbio é extremamente restritiva — nominalmente, cada pessoa pode trocar até 2200 dólares por ano, sob o pretexto de viagens ao estrangeiro ou estudos, mas na prática esse limite é praticamente inexistente. Assim que há qualquer pequena flutuação no mercado, o limite é suspenso; até o final de 2024 ou início de 2025, o fornecimento foi completamente interrompido para o público em geral. Mesmo quem conseguiu o limite, não pode sacar em dinheiro diretamente; levar dólares para fora do país? Isso é ilegal.
Os canais oficiais estão completamente bloqueados, e alguns recorrem ao mercado negro de câmbio, mas os problemas nesse mercado subterrâneo são ainda maiores — as taxas de câmbio são tão absurdas que nem se sabe ao certo, e há o risco de serem completamente enganados. Diante dessa situação, cada vez mais pessoas começam a pensar numa alternativa: usar o Bitcoin para proteger sua riqueza. Atualmente, cerca de 18 milhões de pessoas já usam ativos criptográficos como uma ferramenta de hedge, e esse número fala por si.
Do ponto de vista macroeconômico, isso não é um fenômeno isolado. Quando a confiança na moeda fiduciária de um país entra em colapso e os canais financeiros oficiais são fechados, os ativos digitais descentralizados tornam-se a última esperança de proteção. Essa onda de busca por refúgio entre a população pode muito bem ser um dos principais impulsionadores do aumento do preço do Bitcoin. Afinal, a demanda real é sempre mais convincente do que qualquer declaração de política.
Esta página pode conter conteúdos de terceiros, que são fornecidos apenas para fins informativos (sem representações/garantias) e não devem ser considerados como uma aprovação dos seus pontos de vista pela Gate, nem como aconselhamento financeiro ou profissional. Consulte a Declaração de exoneração de responsabilidade para obter mais informações.
7 gostos
Recompensa
7
6
Republicar
Partilhar
Comentar
0/400
DancingCandles
· 8h atrás
60% num mês? Isto não é desvalorização, é evaporação direta, não admira que estejam a acumular Bitcoin.
Ver originalResponder0
MemeTokenGenius
· 8h atrás
Porra, um salário de um mês desaparece de uma só vez? Isto é realmente o cisne negro, mais brutal do que qualquer análise técnica
Ver originalResponder0
HypotheticalLiquidator
· 8h atrás
Uma desvalorização de 60% por mês, essa é a verdadeira ameaça de risco sistêmico, mais assustadora do que uma liquidação por alavancagem.
A taxa de câmbio no mercado negro é ainda mais profunda, essencialmente uma consequência do efeito dominó da crise de liquidez.
18 milhões de pessoas fazem hedge, essa demanda é real, apenas declarações políticas não conseguem impedir.
Ver originalResponder0
SchrodingerProfit
· 8h atrás
Isto é a verdadeira necessidade, bloquear os canais oficiais, o Bitcoin torna-se a única saída.
---
18 milhões de pessoas fazem hedge, esse número já causa indiferença, o que isso indica? Está ficando desesperado.
---
Inacreditável, um salário de um mês desaparece, trocar por dólares ainda é bloqueado, não é de admirar que seja necessário colocar na blockchain.
---
A confiança na moeda fiduciária desmorona, a descentralização é o caminho, parece uma piada, mas realmente aconteceu.
---
Taxas de câmbio no mercado negro sem padrão são mais fáceis de serem manipuladas, o Bitcoin é na verdade mais seguro? O mundo realmente mudou.
---
O governo parou de fornecer dólares para troca, as pessoas comuns só podem se salvar sozinhas, essa é a razão para o preço do btc subir.
---
Vendo o mundo através do Irã, a moeda fiduciária é uma porcaria, todos estão migrando para a blockchain.
---
Meia salário desaparece do nada, só de olhar para esse número já dá para entender por que é necessário criptografar.
---
Quanto mais as políticas se apertam, mais se demonstra a necessidade de ativos criptográficos, ainda não consegue entender?
---
A troca de dólares está bloqueada, o mercado negro não tem padrão, o Bitcoin se torna a última garantia.
Ver originalResponder0
GasFeeTherapist
· 8h atrás
Perdi metade do salário em duas semanas, deve ser tão desesperador... Não é de admirar que tantas pessoas estejam a recorrer às criptomoedas
Ver originalResponder0
BTCBeliefStation
· 8h atrás
Está mesmo bloqueado, não admira que eles só possam subir a bordo.
Recentemente, um fenómeno no mundo das criptomoedas tem chamado muita atenção — a crise monetária distante está silenciosamente a alterar a alocação de ativos das pessoas comuns. Tomemos o Irão como exemplo: em apenas um mês, a desvalorização do rial face ao dólar atingiu 60%. Quão absurdo é esse número? Há um mês, com 100 mil riais ainda se podia comprar um café na Starbucks; agora, nem água mineral se consegue comprar, só o equivalente a 0,7 dólares. Em comparação, isso equivale a metade do salário de meio mês a desaparecer do nada. Essa velocidade é maior do que qualquer outra, uma descida contínua, sem qualquer margem de manobra.
Alguns pensam: “Então, é só trocar por dólares e guardar, não é?” Parece razoável, mas no Irão isso simplesmente não funciona. A política oficial de câmbio é extremamente restritiva — nominalmente, cada pessoa pode trocar até 2200 dólares por ano, sob o pretexto de viagens ao estrangeiro ou estudos, mas na prática esse limite é praticamente inexistente. Assim que há qualquer pequena flutuação no mercado, o limite é suspenso; até o final de 2024 ou início de 2025, o fornecimento foi completamente interrompido para o público em geral. Mesmo quem conseguiu o limite, não pode sacar em dinheiro diretamente; levar dólares para fora do país? Isso é ilegal.
Os canais oficiais estão completamente bloqueados, e alguns recorrem ao mercado negro de câmbio, mas os problemas nesse mercado subterrâneo são ainda maiores — as taxas de câmbio são tão absurdas que nem se sabe ao certo, e há o risco de serem completamente enganados. Diante dessa situação, cada vez mais pessoas começam a pensar numa alternativa: usar o Bitcoin para proteger sua riqueza. Atualmente, cerca de 18 milhões de pessoas já usam ativos criptográficos como uma ferramenta de hedge, e esse número fala por si.
Do ponto de vista macroeconômico, isso não é um fenômeno isolado. Quando a confiança na moeda fiduciária de um país entra em colapso e os canais financeiros oficiais são fechados, os ativos digitais descentralizados tornam-se a última esperança de proteção. Essa onda de busca por refúgio entre a população pode muito bem ser um dos principais impulsionadores do aumento do preço do Bitcoin. Afinal, a demanda real é sempre mais convincente do que qualquer declaração de política.