Nos últimos dias, a maior movimentação no mundo das criptomoedas foi a divulgação pelo Senado dos EUA do projeto de lei sobre o mercado de ativos digitais. Qual é o poder deste documento? Ele coloca diretamente na mesa a questão da classificação das criptomoedas — se são valores mobiliários ou commodities — com uma definição clara. Mais importante ainda, a CFTC recebeu a autoridade de regulamentar o mercado à vista.
Um detalhe especialmente interessante: o projeto de lei proíbe explicitamente que empresas de criptomoedas ofereçam juros apenas com base na posse de stablecoins pelos usuários, mas recompensas geradas por cenários de pagamento reais não são um problema. Essa linha de raciocínio revela a verdadeira intenção dos reguladores — proteger os investidores de armadilhas de rendimento, ao mesmo tempo que evitam sufocar a inovação do DeFi com uma única medida.
Pelas reações das exchanges e da comunidade, o clima realmente ficou aceso. Tokens como XRP, SOL, LINK foram mencionados como possíveis candidatos para o desenvolvimento de produtos ETF, e os detentores dessas moedas naturalmente celebraram. A senadora Lummis também destacou que essa é uma vitória da cooperação bipartidária, pressionando para que o avanço seja rápido.
Porém, há um detalhe crucial a ser observado: o Comitê Bancário do Senado adiou a discussão oficial para 16 de janeiro, e já recebeu entre 75 e 130 emendas. Questões sensíveis como rendimentos de DeFi e classificação de tokens ainda estão em debate. Em outras palavras, o projeto de lei ainda está longe de uma decisão final.
Honestamente, embora esse avanço legislativo tenha um significado simbólico importante, a versão final provavelmente será bastante diferente nos detalhes. Os EUA estão numa corda bamba entre manter sua vantagem na inovação e garantir a estabilidade financeira, e essa luta ainda não acabou. Para os investidores, ao invés de seguir tendências e especular, é melhor focar naqueles projetos que realmente possuem uma base de conformidade e potencial de crescimento sustentável a longo prazo. A transparência regulatória é uma coisa boa, mas não se deve superestimar seu impacto — nem todos os tokens vão subir de valor só por causa de uma lei.
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DegenWhisperer
· 7h atrás
Mais uma vez, essa velha tática de "publicar a mensagem primeiro e ajustar os detalhes depois", já estou ficando surdo de tanto ouvir
Propostas de alteração 130? Então ainda não está decidido nada, vamos esperar até 16 de janeiro para saber
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MagicBean
· 7h atrás
O rascunho é apenas um rascunho; vamos esperar pela implementação real. Onde estão as 75 a 130 emendas? Quando chegar a hora, até as flores de abóbora já terão murchado.
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LiquidationWatcher
· 7h atrás
Ainda não passaram de 75 a 130 emendas, pessoal, não fiquem muito entusiasmados, isso ainda está longe de acabar.
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MevWhisperer
· 8h atrás
Ai, mais uma onda de falsa prosperidade sob expectativa de regulamentação, o artigo 150 com as emendas está lá parado, quem realmente se atreve a seguir XRP SOL tem mesmo coragem
Nos últimos dias, a maior movimentação no mundo das criptomoedas foi a divulgação pelo Senado dos EUA do projeto de lei sobre o mercado de ativos digitais. Qual é o poder deste documento? Ele coloca diretamente na mesa a questão da classificação das criptomoedas — se são valores mobiliários ou commodities — com uma definição clara. Mais importante ainda, a CFTC recebeu a autoridade de regulamentar o mercado à vista.
Um detalhe especialmente interessante: o projeto de lei proíbe explicitamente que empresas de criptomoedas ofereçam juros apenas com base na posse de stablecoins pelos usuários, mas recompensas geradas por cenários de pagamento reais não são um problema. Essa linha de raciocínio revela a verdadeira intenção dos reguladores — proteger os investidores de armadilhas de rendimento, ao mesmo tempo que evitam sufocar a inovação do DeFi com uma única medida.
Pelas reações das exchanges e da comunidade, o clima realmente ficou aceso. Tokens como XRP, SOL, LINK foram mencionados como possíveis candidatos para o desenvolvimento de produtos ETF, e os detentores dessas moedas naturalmente celebraram. A senadora Lummis também destacou que essa é uma vitória da cooperação bipartidária, pressionando para que o avanço seja rápido.
Porém, há um detalhe crucial a ser observado: o Comitê Bancário do Senado adiou a discussão oficial para 16 de janeiro, e já recebeu entre 75 e 130 emendas. Questões sensíveis como rendimentos de DeFi e classificação de tokens ainda estão em debate. Em outras palavras, o projeto de lei ainda está longe de uma decisão final.
Honestamente, embora esse avanço legislativo tenha um significado simbólico importante, a versão final provavelmente será bastante diferente nos detalhes. Os EUA estão numa corda bamba entre manter sua vantagem na inovação e garantir a estabilidade financeira, e essa luta ainda não acabou. Para os investidores, ao invés de seguir tendências e especular, é melhor focar naqueles projetos que realmente possuem uma base de conformidade e potencial de crescimento sustentável a longo prazo. A transparência regulatória é uma coisa boa, mas não se deve superestimar seu impacto — nem todos os tokens vão subir de valor só por causa de uma lei.