O ouro continua sua trajetória positiva nesta semana, marcando novos recordes no curto prazo enquanto investidores buscam proteção em ativos de refúgio. A combinação de instabilidade global e sinais de possível flexibilização monetária da Fed mantém o metal amarelo em alta demanda, com o preço do ouro hoje refletindo essa dinâmica favorável.
Fatores geopolíticos reforçam demanda por ativos defensivos
A escalada de tensões internacionais tem sido determinante para sustentar o preço do ouro. Os conflitos militares envolvendo os EUA e a Venezuela, juntamente com as crescentes disputas entre a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos, criam um ambiente de incerteza que favorece o metal precioso como porto seguro. A situação no Irã e a guerra prolongada entre Rússia e Ucrânia amplificam ainda mais essa procura por proteção.
O presidente Donald Trump sinalizou no fim de semana a possibilidade de novas intervenções militares na América Latina caso não haja cooperação, elevando as preocupações sobre instabilidade regional. Esses acontecimentos fortalecem o argumento dos compradores de ouro, que veem no metal uma hedge contra riscos geopolíticos.
Expectativas dovish do Federal Reserve afastam o dólar e beneficiam o ouro
Paralelamente aos fatores geopolíticos, o mercado continua precificando dois possíveis cortes nas taxas de juros pelo banco central dos EUA até o final do ano. Os dados de PMI divulgados recentemente — com o índice de manufatura da S&P Global mantendo-se estável em 51,8, enquanto o ISM caiu para 47,9 — não foram suficientes para arrefecer as apostas em uma postura mais flexível da Fed.
Essa perspectiva de redução de custos de empréstimos enfraqueceu o dólar americano, afastando-o da máxima de quatro semanas registrada no dia anterior. Como o ouro não rende juros, a depreciação do dólar torna o metal amarelo mais atraente para investidores internacionais, potencializando ainda mais as compras.
As preocupações com possíveis pressões políticas sobre a independência do Federal Reserve sob o governo Trump também contribuem para essa dinâmica, motivando fluxos para ativos não correlacionados à moeda americana.
Análise técnica aponta continuação do movimento altista
De um ponto de vista técnico, o preço do ouro exibe sinais promissores de fortalecimento. A quebra da Média Móvel Simples de 100 horas durante o pregão asiático representa um ponto crítico, e o rompimento da zona de resistência entre US$ 4.445 e US$ 4.450 poderia abrir caminho para novos ganhos.
O indicador MACD apresenta histograma positivo e sua linha posiciona-se ligeiramente acima da linha de sinal próximo ao zero, sinalizando melhoria no momentum. O Índice de Força Relativa (RSI) encontra-se em 68, indicando força considerável, com espaço para prosseguir até o nível de sobrecompra em 70.
A Média Móvel de 100 horas, atualmente em US$ 4.373,28, funciona como suporte dinâmico importante. Enquanto o preço se mantiver acima desse nível e o MACD permanecer positivo, as correções tendem a ser superficiais, sustentando a tendência de curto prazo.
Relatório de empregos não agrícolas na sexta-feira será catalisador crucial
O próximo grande catalisador para o mercado do ouro será o relatório NFP (empregos não agrícolas) dos EUA previsto para sexta-feira. Esse indicador fornecerá sinais concretos sobre a saúde do mercado de trabalho americano e, consequentemente, sobre o caminho dos cortes de taxa de juros que o banco central seguirá.
Traders aguardam esse número com atenção, pois ele pode gerar impulso direcional significativo tanto para o dólar quanto para o preço do ouro. Um resultado mais fraco reforçaria as apostas dovish, enquanto um resultado robusto poderia moderar as expectativas de flexibilização.
Até lá, outros indicadores macroeconômicos da semana oferecerão pistas adicionais sobre o cenário econômico, mas o foco principal permanece concentrado no relatório de empregos que determinará os movimentos mais expressivos do metal precioso nos próximos dias.
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Preço do ouro alcança novo patamar semanal impulsionado por tensões geopolíticas e expectativas de cortes na taxa de juros
O ouro continua sua trajetória positiva nesta semana, marcando novos recordes no curto prazo enquanto investidores buscam proteção em ativos de refúgio. A combinação de instabilidade global e sinais de possível flexibilização monetária da Fed mantém o metal amarelo em alta demanda, com o preço do ouro hoje refletindo essa dinâmica favorável.
Fatores geopolíticos reforçam demanda por ativos defensivos
A escalada de tensões internacionais tem sido determinante para sustentar o preço do ouro. Os conflitos militares envolvendo os EUA e a Venezuela, juntamente com as crescentes disputas entre a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos, criam um ambiente de incerteza que favorece o metal precioso como porto seguro. A situação no Irã e a guerra prolongada entre Rússia e Ucrânia amplificam ainda mais essa procura por proteção.
O presidente Donald Trump sinalizou no fim de semana a possibilidade de novas intervenções militares na América Latina caso não haja cooperação, elevando as preocupações sobre instabilidade regional. Esses acontecimentos fortalecem o argumento dos compradores de ouro, que veem no metal uma hedge contra riscos geopolíticos.
Expectativas dovish do Federal Reserve afastam o dólar e beneficiam o ouro
Paralelamente aos fatores geopolíticos, o mercado continua precificando dois possíveis cortes nas taxas de juros pelo banco central dos EUA até o final do ano. Os dados de PMI divulgados recentemente — com o índice de manufatura da S&P Global mantendo-se estável em 51,8, enquanto o ISM caiu para 47,9 — não foram suficientes para arrefecer as apostas em uma postura mais flexível da Fed.
Essa perspectiva de redução de custos de empréstimos enfraqueceu o dólar americano, afastando-o da máxima de quatro semanas registrada no dia anterior. Como o ouro não rende juros, a depreciação do dólar torna o metal amarelo mais atraente para investidores internacionais, potencializando ainda mais as compras.
As preocupações com possíveis pressões políticas sobre a independência do Federal Reserve sob o governo Trump também contribuem para essa dinâmica, motivando fluxos para ativos não correlacionados à moeda americana.
Análise técnica aponta continuação do movimento altista
De um ponto de vista técnico, o preço do ouro exibe sinais promissores de fortalecimento. A quebra da Média Móvel Simples de 100 horas durante o pregão asiático representa um ponto crítico, e o rompimento da zona de resistência entre US$ 4.445 e US$ 4.450 poderia abrir caminho para novos ganhos.
O indicador MACD apresenta histograma positivo e sua linha posiciona-se ligeiramente acima da linha de sinal próximo ao zero, sinalizando melhoria no momentum. O Índice de Força Relativa (RSI) encontra-se em 68, indicando força considerável, com espaço para prosseguir até o nível de sobrecompra em 70.
A Média Móvel de 100 horas, atualmente em US$ 4.373,28, funciona como suporte dinâmico importante. Enquanto o preço se mantiver acima desse nível e o MACD permanecer positivo, as correções tendem a ser superficiais, sustentando a tendência de curto prazo.
Relatório de empregos não agrícolas na sexta-feira será catalisador crucial
O próximo grande catalisador para o mercado do ouro será o relatório NFP (empregos não agrícolas) dos EUA previsto para sexta-feira. Esse indicador fornecerá sinais concretos sobre a saúde do mercado de trabalho americano e, consequentemente, sobre o caminho dos cortes de taxa de juros que o banco central seguirá.
Traders aguardam esse número com atenção, pois ele pode gerar impulso direcional significativo tanto para o dólar quanto para o preço do ouro. Um resultado mais fraco reforçaria as apostas dovish, enquanto um resultado robusto poderia moderar as expectativas de flexibilização.
Até lá, outros indicadores macroeconômicos da semana oferecerão pistas adicionais sobre o cenário econômico, mas o foco principal permanece concentrado no relatório de empregos que determinará os movimentos mais expressivos do metal precioso nos próximos dias.