Medito e permaneço em silêncio sobre a rocha azul\nComo musgo que nasce na pedra, como nuvens que repousam na montanha\nÀ minha frente, o brilho do lago se estende, ondas cintilantes desfazem a luz do céu\nComo a ternura da Via Láctea, suavemente espalhada na água\n\nA floresta densa ao lado, verdejante e envolta em névoa\nO canto dos pássaros sobe e desce, às vezes distante, às vezes próximo\nAo cair entre as folhagens, gira suavemente ao redor dos galhos\nE ao flutuar na superfície do lago, dispersa-se com as ondas\nSem restrições, é o sussurro mais natural do céu e da terra\n\nAs montanhas distantes cobertas de neve, brancas como a meditação\nDe pé silenciosamente na sombra das nuvens, silencioso e tranquilo\nSeparando o barulho do mundo exterior das montanhas e névoas\nDeixando apenas uma mancha de pureza, refletindo a luz do lago sem fim\n\nO aroma da grama, misturado à doçura suave do vento do lago\nPassa pelo nariz, trazendo paz ao coração\nA brisa suave sopra, acariciando os fios de cabelo como seda\nCom a frescura das folhas da floresta, beija a ponta das sobrancelhas\n\nO sol quente se põe, suavemente cobrindo o rosto\nMistura luz e sombra em um calor delicado\nAbraçando a pureza do vento e o aroma da grama\nAo meu lado, todas as cores e sons se tornam meditação\n\nEu permaneço em silêncio, sem ondas no coração\nObservando o brilho do lago, ouvindo o canto suave dos pássaros\nContemplando a serenidade das montanhas nevadas, sentindo o vento e o sol quentes\nPercebo que as palavras do Sutra não estão longe, mas presentes aqui\nSão o respirar da terra neste momento, que atravessa o peito\nSão a união e coexistência das montanhas, do lago, da floresta e da neve\nSão eu e o céu e a terra, olhando um para o outro\nDeixo ir um pensamento, e tudo fica em paz
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Medito e permaneço em silêncio sobre a rocha azul\nComo musgo que nasce na pedra, como nuvens que repousam na montanha\nÀ minha frente, o brilho do lago se estende, ondas cintilantes desfazem a luz do céu\nComo a ternura da Via Láctea, suavemente espalhada na água\n\nA floresta densa ao lado, verdejante e envolta em névoa\nO canto dos pássaros sobe e desce, às vezes distante, às vezes próximo\nAo cair entre as folhagens, gira suavemente ao redor dos galhos\nE ao flutuar na superfície do lago, dispersa-se com as ondas\nSem restrições, é o sussurro mais natural do céu e da terra\n\nAs montanhas distantes cobertas de neve, brancas como a meditação\nDe pé silenciosamente na sombra das nuvens, silencioso e tranquilo\nSeparando o barulho do mundo exterior das montanhas e névoas\nDeixando apenas uma mancha de pureza, refletindo a luz do lago sem fim\n\nO aroma da grama, misturado à doçura suave do vento do lago\nPassa pelo nariz, trazendo paz ao coração\nA brisa suave sopra, acariciando os fios de cabelo como seda\nCom a frescura das folhas da floresta, beija a ponta das sobrancelhas\n\nO sol quente se põe, suavemente cobrindo o rosto\nMistura luz e sombra em um calor delicado\nAbraçando a pureza do vento e o aroma da grama\nAo meu lado, todas as cores e sons se tornam meditação\n\nEu permaneço em silêncio, sem ondas no coração\nObservando o brilho do lago, ouvindo o canto suave dos pássaros\nContemplando a serenidade das montanhas nevadas, sentindo o vento e o sol quentes\nPercebo que as palavras do Sutra não estão longe, mas presentes aqui\nSão o respirar da terra neste momento, que atravessa o peito\nSão a união e coexistência das montanhas, do lago, da floresta e da neve\nSão eu e o céu e a terra, olhando um para o outro\nDeixo ir um pensamento, e tudo fica em paz