A autoridade reguladora de jogos de azar de Portugal, SRIJ, recentemente emitiu uma ordem de proibição ao Polymarket, exigindo que a plataforma interrompa suas operações em Portugal dentro de 48 horas. Esta medida destaca mais uma vez a pressão regulatória enfrentada pelos mercados de previsão em todo o mundo e marca Portugal como o mais recente país a adotar medidas rígidas.
Mais de 1,03 bilhões de euros em apostas provocam resposta rápida das autoridades portuguesas
A razão pela qual Portugal tomou medidas rápidas contra o Polymarket está relacionada com o aumento da atividade de apostas na plataforma durante a última eleição presidencial. Dados indicam que, nesse período, as apostas no Polymarket ultrapassaram 1,03 bilhões de euros (aproximadamente 1,2 bilhões de dólares), um valor suficiente para chamar a atenção das autoridades reguladoras.
De acordo com a notificação da SRIJ, o Polymarket não possui autorização para oferecer serviços de jogo em Portugal. A legislação de jogos de azar online de 2015 em Portugal estabelece claramente que apostas em eventos políticos são ilegais. Essa lei permite apenas apostas em eventos esportivos, jogos de cassino e corridas de cavalos.
Por que Portugal adota uma postura rígida contra mercados de previsão política
O Polymarket, como um mercado de previsão descentralizado, permite que os usuários apostem comprando ações de resultados específicos relacionados a política, esportes ou outros eventos reais. Esse modelo de operação viola claramente as leis portuguesas. As autoridades reguladoras afirmam que o site não possui autorização legal, e sua operação em Portugal constitui uma atividade de jogo ilegal.
Embora o Polymarket ainda seja acessível em Portugal, as autoridades podem rapidamente exigir que os provedores de serviços de internet bloqueiem tecnicamente a plataforma, o que significaria que os usuários portugueses perderiam completamente o acesso. Enquanto isso, outras plataformas de mercado de previsão, como Kalshi, Myriad e Limitless, parecem ainda acessíveis normalmente, indicando que o foco das autoridades é o Polymarket.
Dilema regulatório global dos mercados de previsão: mais de 30 países impõem restrições
Desde sua fundação em 2020, o Polymarket enfrentou restrições em mais de 30 países. Países como Singapura, Rússia, Bélgica e Itália já tomaram medidas regulatórias contra a plataforma. Recentemente, a Ucrânia também entrou nessa lista, bloqueando o acesso ao Polymarket dentro de um quadro de reforço na regulamentação de jogos de azar na internet.
As atitudes regulatórias variam entre os países. Bélgica, por exemplo, adotou medidas severas, incluindo a inclusão do Polymarket na lista negra; enquanto a França, de forma mais moderada, permite que usuários locais acessem a plataforma em modo de “apenas navegação”, limitando funcionalidades de negociação real. Essa inconsistência na postura regulatória global apresenta grandes desafios para a operação legal do Polymarket.
Os tokens de valores mobiliários também enfrentam regulamentação simultânea
Enquanto o Polymarket enfrenta uma regulamentação rigorosa, a Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC) publicou novas orientações sobre ações tokenizadas. Independentemente de estarem registradas na blockchain ou não, essas ações estão sujeitas às leis atuais de valores mobiliários e derivados.
A SEC distingue claramente dois tipos de produtos tokenizados: uma categoria são valores mobiliários tokenizados apoiados diretamente pelo emissor, que podem representar propriedade acionária real; a outra categoria inclui produtos fornecidos por terceiros, geralmente oferecendo apenas exposição sintética ou direitos de custódia. As autoridades afirmam que pretendem limitar a disseminação de produtos de propriedade sintética para investidores de varejo, ao mesmo tempo em que incentivam emissores a adotarem estruturas tokenizadas autorizadas e sob regulamentação completa. Essa iniciativa mostra que as autoridades regulatórias globais estão acelerando a normatização e o controle de produtos financeiros relacionados a criptomoedas.
O aperto regulatório global aos mercados de previsão e o aprimoramento do quadro regulatório para valores mobiliários tokenizados refletem a prioridade das autoridades na gestão de riscos. A proibição do Polymarket em Portugal é apenas o mais recente capítulo dessa tempestade regulatória mundial.
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Portugal ordena Polymarket a encerrar operações, a tempestade regulatória global dos mercados de previsão intensifica-se
A autoridade reguladora de jogos de azar de Portugal, SRIJ, recentemente emitiu uma ordem de proibição ao Polymarket, exigindo que a plataforma interrompa suas operações em Portugal dentro de 48 horas. Esta medida destaca mais uma vez a pressão regulatória enfrentada pelos mercados de previsão em todo o mundo e marca Portugal como o mais recente país a adotar medidas rígidas.
Mais de 1,03 bilhões de euros em apostas provocam resposta rápida das autoridades portuguesas
A razão pela qual Portugal tomou medidas rápidas contra o Polymarket está relacionada com o aumento da atividade de apostas na plataforma durante a última eleição presidencial. Dados indicam que, nesse período, as apostas no Polymarket ultrapassaram 1,03 bilhões de euros (aproximadamente 1,2 bilhões de dólares), um valor suficiente para chamar a atenção das autoridades reguladoras.
De acordo com a notificação da SRIJ, o Polymarket não possui autorização para oferecer serviços de jogo em Portugal. A legislação de jogos de azar online de 2015 em Portugal estabelece claramente que apostas em eventos políticos são ilegais. Essa lei permite apenas apostas em eventos esportivos, jogos de cassino e corridas de cavalos.
Por que Portugal adota uma postura rígida contra mercados de previsão política
O Polymarket, como um mercado de previsão descentralizado, permite que os usuários apostem comprando ações de resultados específicos relacionados a política, esportes ou outros eventos reais. Esse modelo de operação viola claramente as leis portuguesas. As autoridades reguladoras afirmam que o site não possui autorização legal, e sua operação em Portugal constitui uma atividade de jogo ilegal.
Embora o Polymarket ainda seja acessível em Portugal, as autoridades podem rapidamente exigir que os provedores de serviços de internet bloqueiem tecnicamente a plataforma, o que significaria que os usuários portugueses perderiam completamente o acesso. Enquanto isso, outras plataformas de mercado de previsão, como Kalshi, Myriad e Limitless, parecem ainda acessíveis normalmente, indicando que o foco das autoridades é o Polymarket.
Dilema regulatório global dos mercados de previsão: mais de 30 países impõem restrições
Desde sua fundação em 2020, o Polymarket enfrentou restrições em mais de 30 países. Países como Singapura, Rússia, Bélgica e Itália já tomaram medidas regulatórias contra a plataforma. Recentemente, a Ucrânia também entrou nessa lista, bloqueando o acesso ao Polymarket dentro de um quadro de reforço na regulamentação de jogos de azar na internet.
As atitudes regulatórias variam entre os países. Bélgica, por exemplo, adotou medidas severas, incluindo a inclusão do Polymarket na lista negra; enquanto a França, de forma mais moderada, permite que usuários locais acessem a plataforma em modo de “apenas navegação”, limitando funcionalidades de negociação real. Essa inconsistência na postura regulatória global apresenta grandes desafios para a operação legal do Polymarket.
Os tokens de valores mobiliários também enfrentam regulamentação simultânea
Enquanto o Polymarket enfrenta uma regulamentação rigorosa, a Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC) publicou novas orientações sobre ações tokenizadas. Independentemente de estarem registradas na blockchain ou não, essas ações estão sujeitas às leis atuais de valores mobiliários e derivados.
A SEC distingue claramente dois tipos de produtos tokenizados: uma categoria são valores mobiliários tokenizados apoiados diretamente pelo emissor, que podem representar propriedade acionária real; a outra categoria inclui produtos fornecidos por terceiros, geralmente oferecendo apenas exposição sintética ou direitos de custódia. As autoridades afirmam que pretendem limitar a disseminação de produtos de propriedade sintética para investidores de varejo, ao mesmo tempo em que incentivam emissores a adotarem estruturas tokenizadas autorizadas e sob regulamentação completa. Essa iniciativa mostra que as autoridades regulatórias globais estão acelerando a normatização e o controle de produtos financeiros relacionados a criptomoedas.
O aperto regulatório global aos mercados de previsão e o aprimoramento do quadro regulatório para valores mobiliários tokenizados refletem a prioridade das autoridades na gestão de riscos. A proibição do Polymarket em Portugal é apenas o mais recente capítulo dessa tempestade regulatória mundial.