Em 2026, a segurança das criptomoedas enfrentou um desafio sem precedentes: as autoridades governamentais sul-coreanas descobriram a perda de uma quantidade significativa de bitcoins apreendidos no âmbito de processos criminais. Este evento destaca que o momento de repensar as abordagens para proteger os ativos digitais já está muito atrasado, e mesmo as agências governamentais não estão imunes a ameaças cibernéticas.
Como os cibercriminosos conseguiram aceder ao cofre oficial
O Gabinete do Procurador do Distrito de Gwangju, na Coreia do Sul, iniciou uma investigação após descobrir uma vulnerabilidade crítica no sistema de gestão dos ativos cripto apreendidos. De acordo com uma auditoria interna, as moedas foram comprometidas como resultado de uma operação de spear-phishing realizada durante o processo oficial de armazenamento e processamento.
Um representante das agências locais de aplicação da lei afirmou que estão atualmente em curso trabalhos ativos para esclarecer as circunstâncias do desaparecimento e localizar os ativos perdidos, mas detalhes específicos continuam a ser investigados. O tempo de investigação pode demorar muito, dada a complexidade das provas digitais e a natureza descentralizada da blockchain.
Escala da fraude em criptomoedas em 2025
De acordo com a Chainalysis, os esquemas de criptomoedas custaram às vítimas uma quantia astronómica de aproximadamente 17 mil milhões de dólares só em 2025. Este número reflete um aumento impressionante de 1.400 por cento ano após ano nos crimes de falsificação de identidade.
Os esquemas de phishing continuam a ser um dos mecanismos mais comuns usados por burlões. O princípio é simples: os criminosos fazem-se passar por carteiras ou plataformas de confiança, incentivando as vítimas a revelar chaves privadas, palavras-passe ou frases seed. No contexto da irreversibilidade das transações criptográficas, tais ataques são quase garantidos a uma perda total de fundos.
Porque é que os estados estão em risco
A história da Coreia do Sul é um exemplo vívido de como o tempo e os recursos não são suficientes para defender, mesmo ao nível dos Estados. As instituições governamentais, tradicionalmente consideradas alvos inalcançáveis, estão agora a tornar-se alvos atrativos para grupos de crime organizado.
As causas da vulnerabilidade são multifacetadas: as pessoas continuam a ser o elo mais fraco na cadeia de segurança, e os ataques modernos estão a tornar-se mais sofisticados. As operações de phishing utilizam ativamente a engenharia social, manipulando a confiança até de funcionários de alto escalão.
A Inteligência Artificial Leva a Fraude ao Próximo Nível
Os cibercriminosos estão a usar cada vez mais inteligência artificial e tecnologias deepfake para aumentar a eficácia dos seus esquemas. A investigação da Chainalysis demonstrou que os ataques assistidos por IA são 4,5 vezes mais rentáveis em comparação com métodos tradicionais.
Além disso, está a desenvolver-se toda uma indústria: ferramentas de phishing são disponibilizadas como serviço, especialistas na criação de vídeos falsos convincentes, bem como equipas de profissionais na lavagem de criptoativos. Na Coreia e em todo o mundo, é tempo de reconhecer que o crime com criptomoedas está a tornar-se uma atividade organizada, tecnologicamente avançada e altamente lucrativa.
Tempo de Agir: Reforço dos Sistemas de Segurança
A história da investigação na Coreia do Sul serve como um lembrete claro da necessidade de uma reavaliação abrangente das abordagens à gestão de ativos digitais. Os especialistas sublinham que os métodos tradicionais de controlo são insuficientes na era dos ciberataques avançados.
Governos e organizações devem investir em autenticação multinível, formação contínua de pessoal, isolamento de sistemas críticos e trabalho com especialistas externos em cibersegurança. O tempo de perder a oportunidade de prevenir tais incidentes já passou há muito – é necessária uma ação decisiva agora.
O caso na Coreia do Sul estabelecerá um precedente importante para as agências governamentais em todo o mundo, demonstrando que, na era das criptomoedas, o tempo, os recursos e o estatuto de uma instituição não garantem proteção contra ameaças cibernéticas bem organizadas. Se os governos conseguirão adaptar-se mais rapidamente do que os métodos dos criminosos evoluem permanece uma questão em aberto.
Ver original
Esta página pode conter conteúdos de terceiros, que são fornecidos apenas para fins informativos (sem representações/garantias) e não devem ser considerados como uma aprovação dos seus pontos de vista pela Gate, nem como aconselhamento financeiro ou profissional. Consulte a Declaração de exoneração de responsabilidade para obter mais informações.
Na Coreia, é tempo de retomar a investigação do desaparecimento dos bitcoins estatais: como um ataque de phishing comprometeu o cofre oficial
Em 2026, a segurança das criptomoedas enfrentou um desafio sem precedentes: as autoridades governamentais sul-coreanas descobriram a perda de uma quantidade significativa de bitcoins apreendidos no âmbito de processos criminais. Este evento destaca que o momento de repensar as abordagens para proteger os ativos digitais já está muito atrasado, e mesmo as agências governamentais não estão imunes a ameaças cibernéticas.
Como os cibercriminosos conseguiram aceder ao cofre oficial
O Gabinete do Procurador do Distrito de Gwangju, na Coreia do Sul, iniciou uma investigação após descobrir uma vulnerabilidade crítica no sistema de gestão dos ativos cripto apreendidos. De acordo com uma auditoria interna, as moedas foram comprometidas como resultado de uma operação de spear-phishing realizada durante o processo oficial de armazenamento e processamento.
Um representante das agências locais de aplicação da lei afirmou que estão atualmente em curso trabalhos ativos para esclarecer as circunstâncias do desaparecimento e localizar os ativos perdidos, mas detalhes específicos continuam a ser investigados. O tempo de investigação pode demorar muito, dada a complexidade das provas digitais e a natureza descentralizada da blockchain.
Escala da fraude em criptomoedas em 2025
De acordo com a Chainalysis, os esquemas de criptomoedas custaram às vítimas uma quantia astronómica de aproximadamente 17 mil milhões de dólares só em 2025. Este número reflete um aumento impressionante de 1.400 por cento ano após ano nos crimes de falsificação de identidade.
Os esquemas de phishing continuam a ser um dos mecanismos mais comuns usados por burlões. O princípio é simples: os criminosos fazem-se passar por carteiras ou plataformas de confiança, incentivando as vítimas a revelar chaves privadas, palavras-passe ou frases seed. No contexto da irreversibilidade das transações criptográficas, tais ataques são quase garantidos a uma perda total de fundos.
Porque é que os estados estão em risco
A história da Coreia do Sul é um exemplo vívido de como o tempo e os recursos não são suficientes para defender, mesmo ao nível dos Estados. As instituições governamentais, tradicionalmente consideradas alvos inalcançáveis, estão agora a tornar-se alvos atrativos para grupos de crime organizado.
As causas da vulnerabilidade são multifacetadas: as pessoas continuam a ser o elo mais fraco na cadeia de segurança, e os ataques modernos estão a tornar-se mais sofisticados. As operações de phishing utilizam ativamente a engenharia social, manipulando a confiança até de funcionários de alto escalão.
A Inteligência Artificial Leva a Fraude ao Próximo Nível
Os cibercriminosos estão a usar cada vez mais inteligência artificial e tecnologias deepfake para aumentar a eficácia dos seus esquemas. A investigação da Chainalysis demonstrou que os ataques assistidos por IA são 4,5 vezes mais rentáveis em comparação com métodos tradicionais.
Além disso, está a desenvolver-se toda uma indústria: ferramentas de phishing são disponibilizadas como serviço, especialistas na criação de vídeos falsos convincentes, bem como equipas de profissionais na lavagem de criptoativos. Na Coreia e em todo o mundo, é tempo de reconhecer que o crime com criptomoedas está a tornar-se uma atividade organizada, tecnologicamente avançada e altamente lucrativa.
Tempo de Agir: Reforço dos Sistemas de Segurança
A história da investigação na Coreia do Sul serve como um lembrete claro da necessidade de uma reavaliação abrangente das abordagens à gestão de ativos digitais. Os especialistas sublinham que os métodos tradicionais de controlo são insuficientes na era dos ciberataques avançados.
Governos e organizações devem investir em autenticação multinível, formação contínua de pessoal, isolamento de sistemas críticos e trabalho com especialistas externos em cibersegurança. O tempo de perder a oportunidade de prevenir tais incidentes já passou há muito – é necessária uma ação decisiva agora.
O caso na Coreia do Sul estabelecerá um precedente importante para as agências governamentais em todo o mundo, demonstrando que, na era das criptomoedas, o tempo, os recursos e o estatuto de uma instituição não garantem proteção contra ameaças cibernéticas bem organizadas. Se os governos conseguirão adaptar-se mais rapidamente do que os métodos dos criminosos evoluem permanece uma questão em aberto.