Pesquisadores de duas instituições econômicas de peso soam o alerta: o custo de vida nos EUA pode disparar este ano, desafiando completamente as apostas otimistas dos entusiastas de criptomoedas. De acordo com análise de Adam Posen, do Peterson Institute for International Economics, e Peter R. Orszag, CEO da Lazard, a inflação nos EUA pode ultrapassar 4% em 2026, contrariando esperança de desinflação que movimenta o mercado cripto.
A projeção confronta expectativas de investidores que confiavam em uma trajetória de queda de preços e redução agressiva das taxas de juros pelo Federal Reserve. Se confirmada, uma inflação mais elevada impediria o Fed de afrouxar sua política monetária no ritmo que o mercado espera, especialmente a comunidade cripto que negocia Bitcoin e outros ativos de risco.
Inflação pode ultrapassar 4%: o cenário que traders não previram
A inflação medida pelo índice de preços ao consumidor caiu para 2,7% em 2025, atingindo o nível mais baixo desde 2020. Porém, pesquisadores agora projetam um ressurgimento. De acordo com Orszag e Posen, vários fatores convergem para pressionar o custo de vida para cima durante 2026.
Investidores de Bitcoin esperavam aproveitar um ambiente de juros mais baixos e inflação controlada. Analistas da exchange Bitunix resumem bem o dilema: “O verdadeiro risco de política neste momento não é aliviar cedo demais, mas permanecer excessivamente cauteloso após a desinflação estrutural ter se consolidado — forçando, em última análise, um ajuste mais abrupto e disruptivo posteriormente.”
Tarifas, deportações e mercado de trabalho: os fatores que impulsionam preços
Segundo a análise, as tarifas da era Trump ocupam o centro da narrativa inflacionária. Os importadores repassam aumentos de custos causados por tarifas aos consumidores finais, mas com atraso. Esse efeito suaviza picos de curto prazo, porém amplifica preços ao consumidor em contexto de tarifas sustentadas. “Até meados de 2026, a transmissão retardada deverá estar substancialmente concluída. Isso poderia adicionar 50 pontos-base à inflação geral até o meio do ano,” observam os pesquisadores.
As deportações de migrantes figuram como segundo fator importante. Elas provocam escassez de mão de obra em setores dependentes de imigrantes, elevando salários e alimentando inflação de demanda. Resultado direto: o custo de vida nos EUA sobe não apenas por produtos e serviços, mas também pela dinâmica do mercado de trabalho mais restrito.
Adicionalmente, gastos governamentais podem levar o déficit fiscal americano a ultrapassar 7% do PIB, enquanto condições financeiras mais flexíveis criam pressão adicional sobre preços. “Acreditamos que esses fatores superam as tendências de pressão negativa — o declínio contínuo da inflação imobiliária e os ganhos em produtividade,” afirmam Posen e Orszag.
Fed em dilema: cortes de taxa versus inflação em alta
Se a inflação realmente acelerar, o Federal Reserve enfrenta um dilema. Investidores esperam cortes de 50-75 pontos base este ano, enquanto a comunidade cripto aguarda movimentação ainda mais agressiva. Uma inflação ressurgente força o Fed a permanecer cauteloso, frustrando expectativas de ambos os grupos.
Vários bancos de investimento já revisam projeções para redução de taxas. A realidade de um custo de vida nos EUA mais elevado complexifica a narrativa de política monetária que alimentava otimismo nos últimos meses.
Criptomoedas sob pressão: Bitcoin e XRP caem com rendimentos do Tesouro
O cenário de inflação mais alta e taxas de juros mais altas apareça refletido nos mercados. Os rendimentos dos títulos do Tesouro americano já estão subindo, alcançando 4,31% nos títulos de 10 anos no início desta semana — nível não visto em cinco meses. Quando títulos do governo oferecem retornos mais atrativos, investimentos de risco como ações e criptomoedas perdem apelo.
Bitcoin recuou para $84.61K, uma queda de 5,80% nas últimas 24 horas, refletindo o fluxo de capital para ativos menos arriscados. XRP caiu de forma similar, atingindo $1.82 com retração de 4,90%, conforme a venda ampla de risco em tokens de alto beta se intensifica. Analistas observam que XRP rompeu suporte chave em torno de $1.87, com volume elevado eliminando ganhos da semana anterior.
Traders agora monitoram $1.80 como nível crucial de suporte para XRP, enquanto um movimento sustentado acima de $1.87–$1.90 sinalizaria possível correção da queda.
O desafio duplo para investidores cripto
A perspectiva de custo de vida nos EUA mais elevado cria um cenário duplo adverso para criptomoedas: não apenas o Fed não corta juros tão agressivamente quanto esperado, como investidores buscam segurança em ativos de menor risco. Essa combinação contrasta frontalmente com as esperanças que alimentaram o entusiasmo cripto no final de 2025.
Os próximos meses testarão se as projeções de Posen e Orszag se concretizam e como o mercado cripto responde a um ambiente econômico fundamentalmente diferente daquele que traders imaginavam.
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Pressão no custo de vida nos EUA ameaça otimismo com Bitcoin em 2026
Pesquisadores de duas instituições econômicas de peso soam o alerta: o custo de vida nos EUA pode disparar este ano, desafiando completamente as apostas otimistas dos entusiastas de criptomoedas. De acordo com análise de Adam Posen, do Peterson Institute for International Economics, e Peter R. Orszag, CEO da Lazard, a inflação nos EUA pode ultrapassar 4% em 2026, contrariando esperança de desinflação que movimenta o mercado cripto.
A projeção confronta expectativas de investidores que confiavam em uma trajetória de queda de preços e redução agressiva das taxas de juros pelo Federal Reserve. Se confirmada, uma inflação mais elevada impediria o Fed de afrouxar sua política monetária no ritmo que o mercado espera, especialmente a comunidade cripto que negocia Bitcoin e outros ativos de risco.
Inflação pode ultrapassar 4%: o cenário que traders não previram
A inflação medida pelo índice de preços ao consumidor caiu para 2,7% em 2025, atingindo o nível mais baixo desde 2020. Porém, pesquisadores agora projetam um ressurgimento. De acordo com Orszag e Posen, vários fatores convergem para pressionar o custo de vida para cima durante 2026.
Investidores de Bitcoin esperavam aproveitar um ambiente de juros mais baixos e inflação controlada. Analistas da exchange Bitunix resumem bem o dilema: “O verdadeiro risco de política neste momento não é aliviar cedo demais, mas permanecer excessivamente cauteloso após a desinflação estrutural ter se consolidado — forçando, em última análise, um ajuste mais abrupto e disruptivo posteriormente.”
Tarifas, deportações e mercado de trabalho: os fatores que impulsionam preços
Segundo a análise, as tarifas da era Trump ocupam o centro da narrativa inflacionária. Os importadores repassam aumentos de custos causados por tarifas aos consumidores finais, mas com atraso. Esse efeito suaviza picos de curto prazo, porém amplifica preços ao consumidor em contexto de tarifas sustentadas. “Até meados de 2026, a transmissão retardada deverá estar substancialmente concluída. Isso poderia adicionar 50 pontos-base à inflação geral até o meio do ano,” observam os pesquisadores.
As deportações de migrantes figuram como segundo fator importante. Elas provocam escassez de mão de obra em setores dependentes de imigrantes, elevando salários e alimentando inflação de demanda. Resultado direto: o custo de vida nos EUA sobe não apenas por produtos e serviços, mas também pela dinâmica do mercado de trabalho mais restrito.
Adicionalmente, gastos governamentais podem levar o déficit fiscal americano a ultrapassar 7% do PIB, enquanto condições financeiras mais flexíveis criam pressão adicional sobre preços. “Acreditamos que esses fatores superam as tendências de pressão negativa — o declínio contínuo da inflação imobiliária e os ganhos em produtividade,” afirmam Posen e Orszag.
Fed em dilema: cortes de taxa versus inflação em alta
Se a inflação realmente acelerar, o Federal Reserve enfrenta um dilema. Investidores esperam cortes de 50-75 pontos base este ano, enquanto a comunidade cripto aguarda movimentação ainda mais agressiva. Uma inflação ressurgente força o Fed a permanecer cauteloso, frustrando expectativas de ambos os grupos.
Vários bancos de investimento já revisam projeções para redução de taxas. A realidade de um custo de vida nos EUA mais elevado complexifica a narrativa de política monetária que alimentava otimismo nos últimos meses.
Criptomoedas sob pressão: Bitcoin e XRP caem com rendimentos do Tesouro
O cenário de inflação mais alta e taxas de juros mais altas apareça refletido nos mercados. Os rendimentos dos títulos do Tesouro americano já estão subindo, alcançando 4,31% nos títulos de 10 anos no início desta semana — nível não visto em cinco meses. Quando títulos do governo oferecem retornos mais atrativos, investimentos de risco como ações e criptomoedas perdem apelo.
Bitcoin recuou para $84.61K, uma queda de 5,80% nas últimas 24 horas, refletindo o fluxo de capital para ativos menos arriscados. XRP caiu de forma similar, atingindo $1.82 com retração de 4,90%, conforme a venda ampla de risco em tokens de alto beta se intensifica. Analistas observam que XRP rompeu suporte chave em torno de $1.87, com volume elevado eliminando ganhos da semana anterior.
Traders agora monitoram $1.80 como nível crucial de suporte para XRP, enquanto um movimento sustentado acima de $1.87–$1.90 sinalizaria possível correção da queda.
O desafio duplo para investidores cripto
A perspectiva de custo de vida nos EUA mais elevado cria um cenário duplo adverso para criptomoedas: não apenas o Fed não corta juros tão agressivamente quanto esperado, como investidores buscam segurança em ativos de menor risco. Essa combinação contrasta frontalmente com as esperanças que alimentaram o entusiasmo cripto no final de 2025.
Os próximos meses testarão se as projeções de Posen e Orszag se concretizam e como o mercado cripto responde a um ambiente econômico fundamentalmente diferente daquele que traders imaginavam.