Venezuela hoje: Trump reconsidera o papel de Machado na transição política do país

Donald Trump modificou a sua postura relativamente ao futuro político da Venezuela. Em declarações feitas nesta terça-feira, o presidente dos Estados Unidos deixou aberta a possibilidade de María Corina Machado, líder da oposição venezuelana, participar ativamente nos próximos passos do país. “Talvez possamos implicá-la de alguma forma. Gostaria muito de poder fazê-lo”, afirmou Trump após um encontro com Machado na Casa Branca na semana anterior.

A mudança de posição do governo Trump em relação à oposição venezuelana

Há apenas uma semana, Trump tinha sido mais cauteloso nos seus comentários sobre Machado, sem descartar explicitamente um papel futuro para ela, mas sem oferecer apoio direto. Agora, as suas palavras abrem pela primeira vez uma janela real para que a líder opositora, que se manteve na clandestinidade na Venezuela durante meses até sair do país a 10 de dezembro numa operação encoberta para receber o seu Prémio Nobel, possa desempenhar um papel significativo no processo de transformação política que o território sul-americano está a experienciar.

No seu primeiro contacto público telefónico com Machado há pouco, Trump já tinha elogiado a sua trajetória, descrevendo-a como “uma pessoa fantástica”. Naquela ocasião, também expressou a sua satisfação com os avanços alcançados: “Tinha um forte sentimento contra a Venezuela, e agora amo-a. Estão a trabalhar muito bem connosco”.

O contexto político: de Maduro a Rodríguez

A captura de Nicolás Maduro a 3 de janeiro por forças americanas em Caracas marcou um ponto de inflexão na história recente da Venezuela. Dois dias após este evento, Delcy Rodríguez, que fora vice-presidente durante o regime anterior, assumiu como líder do governo interino com o apoio da Administração Trump. Esta transição não tinha aberto espaços aparentes para que figuras da oposição como Machado participassem na reconfiguração do poder.

O gesto simbólico de Machado para com Trump durante o seu encontro — oferecer-lhe a medalha do Prémio Nobel em reconhecimento ao que ela descreveu como “liderança extraordinária na promoção da paz através da força, o impulso à diplomacia e a defesa da liberdade e da prosperidade” — parece ter tido peso nesta reconsideração. Trump valorizou então o presente como “um gesto maravilhoso de respeito mútuo”.

Perspectivas para a Venezuela nos próximos meses

As declarações de Trump desta terça-feira transformam significativamente o panorama político da Venezuela. Pela primeira vez, existe a possibilidade formal de que a oposição, composta por figuras como Machado, tenha participação nas decisões futuras do país. Isto contrasta notavelmente com os dias imediatamente após a captura de Maduro, quando a direção política parecia concentrar-se unicamente nas mãos do governo de Rodríguez e dos seus aliados.

A evolução na postura de Trump reflete tanto o reconhecimento da importância política de Machado como os cálculos geopolíticos complexos que rodeiam a transição venezuelana. Enquanto a Venezuela navega neste período crítico de transformação, as futuras interacções entre Washington, a oposição e o governo interino determinarão a arquitetura política do país nos meses vindouros.

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