O primeiro gestor de património privado do Brasil sugere aos seus clientes que aloque uma pequena quota dos seus investimentos em bitcoin para se proteger contra riscos cambiais e da volatilidade global. Segundo Renato Eid, responsável pelas estratégias de investimento responsável na Itaú Asset Management, a ausência de correlação entre BTC e os ativos tradicionais locais torna-o uma ferramenta particularmente eficaz para diversificar carteiras.
Porque é importante alocar em Bitcoin: a lógica da diversificação
Bitcoin representa um recurso único no contexto dos investimentos brasileiros. Ao contrário dos títulos locais e instrumentos tradicionais, o preço do BTC ($78.74K no momento da análise) move-se segundo dinâmicas globais, independentemente dos ciclos económicos nacionais. Para os investidores brasileiros, esta característica reveste-se de particular importância: quando o real se desvaloriza face ao dólar, o Bitcoin tende a atuar como amortecedor, compensando parcialmente as perdas cambiais.
A proposta da Itaú não é certamente aventureira. Eid sublinha explicitamente que a criptomoeda não deve tornar-se o núcleo da carteira, mas sim uma componente complementar e dimensionada de acordo com o perfil de risco individual. A alocação sugerida varia de 1% a 3% do montante total investido — uma proporção conservadora que permite proteção sem exposição excessiva.
A alocação recomendada pela Itaú e o consenso global dos gestores de património
A Itaú não está só nesta recomendação. O Bank of America autorizou recentemente os seus consultores de património a aconselhar alocações até 4% em Bitcoin, enquanto a BlackRock indica um limite de 2%. Esta convergência entre os principais operadores do setor sinaliza uma crescente aceitação institucional do Bitcoin como ativo de diversificação.
Em 2025, o Bitcoin atingiu níveis recorde próximos de $125.000 antes de consolidar-se em torno de $90.000. Para os investidores locais, o percurso foi ainda mais complexo devido às flutuações da moeda local. Produtos como o BITI11, um ETF de Bitcoin cotado no Brasil, sofreram o impacto da desvalorização do real, mas nos períodos de tensão geopolítica e instabilidade financeira, a natureza global do Bitcoin ofereceu uma proteção significativa.
Estratégias de alocação a longo prazo: disciplina e moderação
Eid rejeita categoricamente o market timing — a tentativa de prever os movimentos do mercado a curto prazo. Em vez disso, recomenda uma abordagem estruturada e disciplinada: definir uma percentagem estratégica de alocação (por exemplo, entre 1% e 3%), manter um horizonte temporal plurianual, e resistir às reações emocionais às flutuações diárias.
“Requer moderação e disciplina: estabelecer uma quota estratégica, manter um horizonte de longo prazo e resistir à tentação de reagir ao ruído de curto prazo,” afirmou Eid na nota de análise de final de ano. Uma pequena mas constante exposição ao Bitcoin pode servir tanto como cobertura parcial contra a instabilidade macroeconómica quanto como acesso a rendimentos correlacionados com dinâmicas globais, especialmente enquanto as correlações entre ativos tradicionais tornam-se cada vez menos confiáveis.
A chave, segundo o responsável da Itaú, reside no equilíbrio: alocar em Bitcoin como ferramenta de proteção, não como aposta especulativa. Esta perspetiva alinha os investimentos a uma estratégia coerente e sustentável ao longo do tempo, particularmente relevante num contexto onde os riscos cambiais e a volatilidade internacional representam ameaças constantes ao património local.
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Como alocar até 3% em Bitcoin: a recomendação do Itaú para investidores brasileiros
O primeiro gestor de património privado do Brasil sugere aos seus clientes que aloque uma pequena quota dos seus investimentos em bitcoin para se proteger contra riscos cambiais e da volatilidade global. Segundo Renato Eid, responsável pelas estratégias de investimento responsável na Itaú Asset Management, a ausência de correlação entre BTC e os ativos tradicionais locais torna-o uma ferramenta particularmente eficaz para diversificar carteiras.
Porque é importante alocar em Bitcoin: a lógica da diversificação
Bitcoin representa um recurso único no contexto dos investimentos brasileiros. Ao contrário dos títulos locais e instrumentos tradicionais, o preço do BTC ($78.74K no momento da análise) move-se segundo dinâmicas globais, independentemente dos ciclos económicos nacionais. Para os investidores brasileiros, esta característica reveste-se de particular importância: quando o real se desvaloriza face ao dólar, o Bitcoin tende a atuar como amortecedor, compensando parcialmente as perdas cambiais.
A proposta da Itaú não é certamente aventureira. Eid sublinha explicitamente que a criptomoeda não deve tornar-se o núcleo da carteira, mas sim uma componente complementar e dimensionada de acordo com o perfil de risco individual. A alocação sugerida varia de 1% a 3% do montante total investido — uma proporção conservadora que permite proteção sem exposição excessiva.
A alocação recomendada pela Itaú e o consenso global dos gestores de património
A Itaú não está só nesta recomendação. O Bank of America autorizou recentemente os seus consultores de património a aconselhar alocações até 4% em Bitcoin, enquanto a BlackRock indica um limite de 2%. Esta convergência entre os principais operadores do setor sinaliza uma crescente aceitação institucional do Bitcoin como ativo de diversificação.
Em 2025, o Bitcoin atingiu níveis recorde próximos de $125.000 antes de consolidar-se em torno de $90.000. Para os investidores locais, o percurso foi ainda mais complexo devido às flutuações da moeda local. Produtos como o BITI11, um ETF de Bitcoin cotado no Brasil, sofreram o impacto da desvalorização do real, mas nos períodos de tensão geopolítica e instabilidade financeira, a natureza global do Bitcoin ofereceu uma proteção significativa.
Estratégias de alocação a longo prazo: disciplina e moderação
Eid rejeita categoricamente o market timing — a tentativa de prever os movimentos do mercado a curto prazo. Em vez disso, recomenda uma abordagem estruturada e disciplinada: definir uma percentagem estratégica de alocação (por exemplo, entre 1% e 3%), manter um horizonte temporal plurianual, e resistir às reações emocionais às flutuações diárias.
“Requer moderação e disciplina: estabelecer uma quota estratégica, manter um horizonte de longo prazo e resistir à tentação de reagir ao ruído de curto prazo,” afirmou Eid na nota de análise de final de ano. Uma pequena mas constante exposição ao Bitcoin pode servir tanto como cobertura parcial contra a instabilidade macroeconómica quanto como acesso a rendimentos correlacionados com dinâmicas globais, especialmente enquanto as correlações entre ativos tradicionais tornam-se cada vez menos confiáveis.
A chave, segundo o responsável da Itaú, reside no equilíbrio: alocar em Bitcoin como ferramenta de proteção, não como aposta especulativa. Esta perspetiva alinha os investimentos a uma estratégia coerente e sustentável ao longo do tempo, particularmente relevante num contexto onde os riscos cambiais e a volatilidade internacional representam ameaças constantes ao património local.