BlackRock está a tecer uma rede cada vez mais densa na indústria das criptomoedas. A maior gestora de ativos do mundo anunciou recentemente a contratação de sete novas posições no setor de ativos digitais, sendo seis nos Estados Unidos e uma em Singapura. Isto não é apenas uma necessidade de talento, mas reflete uma mudança profunda na estratégia de criptomoedas e blockchain desta gigante, que gere cerca de 10 biliões de dólares em ativos. Por trás desta contratação está uma clara avaliação do futuro do mercado de ativos digitais — a procura por investidores institucionais está a crescer rapidamente, e a BlackRock precisa de ocupar uma posição-chave neste novo mapa emergente de 50x70.
Guerra global por talento: sete posições revelam intenções estratégicas
Esta ronda de contratações da BlackRock não é uma expansão aleatória, mas uma implantação estratégica cuidadosamente planeada. A distribuição das sete posições reflete isso. Os seis cargos nos EUA concentram-se principalmente no desenvolvimento de produtos e operações de mercado, enquanto a vaga em Singapura simboliza a ambição da BlackRock no mercado de ativos digitais na Ásia. Estas posições abrangem desde estratégias de produtos ETF até operações no mercado asiático e infraestrutura de ativos digitais, formando uma cadeia ecológica relativamente completa.
O responsável por ativos digitais, Robert Michnik, anunciou estas vagas no LinkedIn, um movimento que por si só é revelador — divulgar as ofertas de emprego através das redes sociais, ao invés de depender apenas de recrutadores tradicionais, demonstra a urgência da BlackRock em captar talentos na área de ativos digitais. A empresa claramente percebe que os profissionais de criptomoedas não vão procurá-la espontaneamente, sendo necessário ir ao encontro deles.
Linha de produtos nos EUA: de Bitcoin à próxima geração de ativos digitais
Na sua estrutura de posições nos EUA, há um papel particularmente importante — um vice-presidente especializado em estratégia de produtos de ativos digitais. A missão principal deste cargo é expandir a linha de ETFs de ativos digitais da iShares. Atualmente, o fundo de Bitcoin da BlackRock, o iShares Bitcoin Trust (IBIT), já gere cerca de 7 bilhões de dólares, um número que por si só demonstra que investidores institucionais estão a entrar massivamente no mercado de Bitcoin.
Mas a ambição da BlackRock vai além. A descrição do cargo menciona explicitamente o desenvolvimento de “produtos de próxima geração altamente atraentes do ponto de vista comercial”, o que indica que a empresa pretende não só consolidar a sua liderança em ETFs de Bitcoin, mas também expandir para ativos principais como Ethereum, Solana, e até explorar formas mais inovadoras de ativos digitais. Este cargo exige ainda que os candidatos tenham experiência em lidar com clientes institucionais e de gestão de património, indicando que o alvo da BlackRock são grandes instituições com dezenas de bilhões de dólares sob gestão.
Em comparação, este movimento é tão significativo quanto o lançamento do ETF de Bitcoin à vista da BlackRock no ano passado, que trouxe um fluxo recorde de fundos para instrumentos de investimento em criptomoedas. A atual contratação pode ser vista como uma consolidação e expansão sistemática desse sucesso.
Centro estratégico na Ásia: missão de liderança em Singapura
A contratação de posições em Singapura reflete o pensamento profundo da empresa sobre o mercado asiático. Este cargo é de nível regional, com a missão de definir a estratégia de ativos digitais para toda a Ásia. Segundo a descrição, a BlackRock espera que o líder não só estabeleça objetivos comerciais claros, mas também identifique e impulsione “as primeiras grandes iniciativas estratégicas”.
Por que Singapura? Isto está estreitamente ligado ao atual ambiente de mercado na Ásia. Singapura já se consolidou como o centro regulatório mais amigável para criptomoedas na região, além de reunir uma grande quantidade de investidores institucionais. A criação de uma sede na Ásia indica que a BlackRock pretende usar Singapura como trampolim para aprofundar sua presença no mercado de ativos digitais na região. A menção a “planos de negócios de vários anos” sugere que esta não é uma tentativa de curto prazo, mas um investimento estratégico de longo prazo.
De uma perspetiva mais ampla, o mercado asiático tem uma aceitação e crescimento de ativos digitais muito superiores aos da Europa e América. Singapura, Hong Kong e Japão continuam a mostrar um interesse crescente por criptomoedas. A BlackRock claramente não quer perder essa oportunidade de crescimento.
Revolução tokenizada: de ETFs a ativos na cadeia
Se olharmos apenas para estas sete posições, podemos subestimar a verdadeira ambição da BlackRock na área de criptomoedas. O que realmente merece atenção é um ponto frequentemente destacado pelo CEO Larry Fink — o futuro da tokenização de ativos.
No ano passado, a BlackRock lançou um fundo tokenizado na blockchain do Ethereum, investindo em fornecedores de infraestrutura como a Securitize. O significado simbólico desta iniciativa é maior do que a escala real: a BlackRock envia um sinal claro ao mercado — acredita que blockchains públicas podem suportar produtos financeiros regulamentados, e que a tecnologia blockchain pode aumentar a transparência e eficiência de liquidação do mercado.
Fink já afirmou várias vezes publicamente que a tokenização de ativos será uma atualização fundamental do mercado financeiro moderno. Este ponto de vista não é uma ideia vazia, mas uma conclusão baseada numa realidade — se ativos tradicionais (obrigações, imóveis, obras de arte, etc.) puderem ser tokenizados e negociados na cadeia, a velocidade de transação, os custos de liquidação e a liquidez do mercado terão uma evolução qualitativa.
As sete novas posições fornecem exatamente o suporte humano para esta estratégia de tokenização. Seja no design de produtos ou na expansão de mercado, é necessário talento que compreenda blockchain e economia de tokens. A contratação da BlackRock é, na essência, uma preparação para esta “revolução da tokenização”.
Lições estratégicas: sinais na era institucional das criptomoedas
O significado mais profundo desta disputa por talentos por parte da BlackRock é que ela marca um ponto de viragem. De 2024 a 2026, o foco do setor de criptomoedas está a mudar de investidores de varejo para investidores institucionais. Como símbolo de gestão de ativos institucionais, cada passo da BlackRock é visto pelo mercado como um indicador de direção.
As sete posições, duas regiões e três áreas-chave (linha de produtos ETF, mercado asiático, infraestrutura de tokenização) compõem uma expansão de 50x70 que é clara e ambiciosa. A BlackRock está a dizer ao mercado: as criptomoedas deixaram de ser um ativo marginal e passaram a fazer parte da alocação de ativos das instituições principais. Esta gigante, com 10 biliões de dólares sob gestão, tem uma participação que pode alterar todo o ecossistema do mercado.
Nos próximos anos, é provável que vejamos mais produtos da BlackRock, maior envolvimento no mercado e uma ligação mais estreita entre instituições e criptomoedas. E estas sete novas posições representam o início desta transformação profunda.
Esta página pode conter conteúdos de terceiros, que são fornecidos apenas para fins informativos (sem representações/garantias) e não devem ser considerados como uma aprovação dos seus pontos de vista pela Gate, nem como aconselhamento financeiro ou profissional. Consulte a Declaração de exoneração de responsabilidade para obter mais informações.
Como a expansão em criptomoedas da Blackstone está a remodelar o panorama dos investimentos institucionais
BlackRock está a tecer uma rede cada vez mais densa na indústria das criptomoedas. A maior gestora de ativos do mundo anunciou recentemente a contratação de sete novas posições no setor de ativos digitais, sendo seis nos Estados Unidos e uma em Singapura. Isto não é apenas uma necessidade de talento, mas reflete uma mudança profunda na estratégia de criptomoedas e blockchain desta gigante, que gere cerca de 10 biliões de dólares em ativos. Por trás desta contratação está uma clara avaliação do futuro do mercado de ativos digitais — a procura por investidores institucionais está a crescer rapidamente, e a BlackRock precisa de ocupar uma posição-chave neste novo mapa emergente de 50x70.
Guerra global por talento: sete posições revelam intenções estratégicas
Esta ronda de contratações da BlackRock não é uma expansão aleatória, mas uma implantação estratégica cuidadosamente planeada. A distribuição das sete posições reflete isso. Os seis cargos nos EUA concentram-se principalmente no desenvolvimento de produtos e operações de mercado, enquanto a vaga em Singapura simboliza a ambição da BlackRock no mercado de ativos digitais na Ásia. Estas posições abrangem desde estratégias de produtos ETF até operações no mercado asiático e infraestrutura de ativos digitais, formando uma cadeia ecológica relativamente completa.
O responsável por ativos digitais, Robert Michnik, anunciou estas vagas no LinkedIn, um movimento que por si só é revelador — divulgar as ofertas de emprego através das redes sociais, ao invés de depender apenas de recrutadores tradicionais, demonstra a urgência da BlackRock em captar talentos na área de ativos digitais. A empresa claramente percebe que os profissionais de criptomoedas não vão procurá-la espontaneamente, sendo necessário ir ao encontro deles.
Linha de produtos nos EUA: de Bitcoin à próxima geração de ativos digitais
Na sua estrutura de posições nos EUA, há um papel particularmente importante — um vice-presidente especializado em estratégia de produtos de ativos digitais. A missão principal deste cargo é expandir a linha de ETFs de ativos digitais da iShares. Atualmente, o fundo de Bitcoin da BlackRock, o iShares Bitcoin Trust (IBIT), já gere cerca de 7 bilhões de dólares, um número que por si só demonstra que investidores institucionais estão a entrar massivamente no mercado de Bitcoin.
Mas a ambição da BlackRock vai além. A descrição do cargo menciona explicitamente o desenvolvimento de “produtos de próxima geração altamente atraentes do ponto de vista comercial”, o que indica que a empresa pretende não só consolidar a sua liderança em ETFs de Bitcoin, mas também expandir para ativos principais como Ethereum, Solana, e até explorar formas mais inovadoras de ativos digitais. Este cargo exige ainda que os candidatos tenham experiência em lidar com clientes institucionais e de gestão de património, indicando que o alvo da BlackRock são grandes instituições com dezenas de bilhões de dólares sob gestão.
Em comparação, este movimento é tão significativo quanto o lançamento do ETF de Bitcoin à vista da BlackRock no ano passado, que trouxe um fluxo recorde de fundos para instrumentos de investimento em criptomoedas. A atual contratação pode ser vista como uma consolidação e expansão sistemática desse sucesso.
Centro estratégico na Ásia: missão de liderança em Singapura
A contratação de posições em Singapura reflete o pensamento profundo da empresa sobre o mercado asiático. Este cargo é de nível regional, com a missão de definir a estratégia de ativos digitais para toda a Ásia. Segundo a descrição, a BlackRock espera que o líder não só estabeleça objetivos comerciais claros, mas também identifique e impulsione “as primeiras grandes iniciativas estratégicas”.
Por que Singapura? Isto está estreitamente ligado ao atual ambiente de mercado na Ásia. Singapura já se consolidou como o centro regulatório mais amigável para criptomoedas na região, além de reunir uma grande quantidade de investidores institucionais. A criação de uma sede na Ásia indica que a BlackRock pretende usar Singapura como trampolim para aprofundar sua presença no mercado de ativos digitais na região. A menção a “planos de negócios de vários anos” sugere que esta não é uma tentativa de curto prazo, mas um investimento estratégico de longo prazo.
De uma perspetiva mais ampla, o mercado asiático tem uma aceitação e crescimento de ativos digitais muito superiores aos da Europa e América. Singapura, Hong Kong e Japão continuam a mostrar um interesse crescente por criptomoedas. A BlackRock claramente não quer perder essa oportunidade de crescimento.
Revolução tokenizada: de ETFs a ativos na cadeia
Se olharmos apenas para estas sete posições, podemos subestimar a verdadeira ambição da BlackRock na área de criptomoedas. O que realmente merece atenção é um ponto frequentemente destacado pelo CEO Larry Fink — o futuro da tokenização de ativos.
No ano passado, a BlackRock lançou um fundo tokenizado na blockchain do Ethereum, investindo em fornecedores de infraestrutura como a Securitize. O significado simbólico desta iniciativa é maior do que a escala real: a BlackRock envia um sinal claro ao mercado — acredita que blockchains públicas podem suportar produtos financeiros regulamentados, e que a tecnologia blockchain pode aumentar a transparência e eficiência de liquidação do mercado.
Fink já afirmou várias vezes publicamente que a tokenização de ativos será uma atualização fundamental do mercado financeiro moderno. Este ponto de vista não é uma ideia vazia, mas uma conclusão baseada numa realidade — se ativos tradicionais (obrigações, imóveis, obras de arte, etc.) puderem ser tokenizados e negociados na cadeia, a velocidade de transação, os custos de liquidação e a liquidez do mercado terão uma evolução qualitativa.
As sete novas posições fornecem exatamente o suporte humano para esta estratégia de tokenização. Seja no design de produtos ou na expansão de mercado, é necessário talento que compreenda blockchain e economia de tokens. A contratação da BlackRock é, na essência, uma preparação para esta “revolução da tokenização”.
Lições estratégicas: sinais na era institucional das criptomoedas
O significado mais profundo desta disputa por talentos por parte da BlackRock é que ela marca um ponto de viragem. De 2024 a 2026, o foco do setor de criptomoedas está a mudar de investidores de varejo para investidores institucionais. Como símbolo de gestão de ativos institucionais, cada passo da BlackRock é visto pelo mercado como um indicador de direção.
As sete posições, duas regiões e três áreas-chave (linha de produtos ETF, mercado asiático, infraestrutura de tokenização) compõem uma expansão de 50x70 que é clara e ambiciosa. A BlackRock está a dizer ao mercado: as criptomoedas deixaram de ser um ativo marginal e passaram a fazer parte da alocação de ativos das instituições principais. Esta gigante, com 10 biliões de dólares sob gestão, tem uma participação que pode alterar todo o ecossistema do mercado.
Nos próximos anos, é provável que vejamos mais produtos da BlackRock, maior envolvimento no mercado e uma ligação mais estreita entre instituições e criptomoedas. E estas sete novas posições representam o início desta transformação profunda.