Enquanto o mercado de crédito privado cresce e os bancos tradicionais recuam, novas oportunidades de inovação emergem. A maioria dos especialistas do setor, incluindo Sidney Powell da Maple Finance, acredita que a tokenização—o processo de transformar ativos reais em tokens digitais na blockchain—será fundamental para resolver os principais desafios deste setor.
O Verdadeiro Problema no Mercado de Crédito Privado
O crédito privado lidera o crescimento no finanças tradicionais, especialmente à medida que os principais bancos buscam outros parceiros. Credores não bancários, fundos de private equity como a Apollo, e outros gestores de crédito continuam a expandir-se para preencher essa lacuna. Apesar de preocupações com bolhas e superaquecimento do mercado, analistas continuam a investir no setor devido à necessidade profunda de soluções de financiamento.
Porém, este mercado enfrenta desafios claros. Diferentemente de ações ou títulos tradicionais, os empréstimos privados geralmente são realizados por transações bilaterais, com transparência limitada nos preços e valores. Os empréstimos são difíceis de vender devido à baixa liquidez e à ausência de relatórios padronizados. Para os investidores, isso significa um processo difícil de precificação e visibilidade limitada sobre as condições reais do mercado.
Por que a Tokenização é Perfeita para a Maioria dos Empréstimos Privados
Por trás do hype sobre a tokenização de fundos de tesouraria e de mercado monetário, há uma história mais profunda. Powell argumenta que o crédito privado foi praticamente feito para a blockchain. “Trata-se, acima de tudo, de um mercado de balcão, bilateral,” explica ele. “A venda desses ativos costuma ser difícil e mal relatada.”
Enquanto a tokenização de ações, onde os benefícios são mínimos devido à redução das taxas de corretagem para quase zero, o crédito privado tem uma necessidade direta de processos melhores. Colocar empréstimos na cadeia pode gerar mudanças significativas: mercado mais transparente, base de investidores mais ampla, e negociações secundárias mais rápidas e com menor atrito.
A Transparência Onchain como Solução para a Opacidade
Uma das promessas principais da blockchain para crédito é a transparência total. No sistema atual, problemas no crédito privado muitas vezes só se tornam críticos após ocorrerem, levando à rápida propagação de riscos na indústria. Um exemplo evidente é a falência da First Brands, fabricante de veículos que entrou com pedido de Chapter 11 em setembro de 2025 após tentativas fracassadas de refinanciamento.
O verdadeiro desafio aqui: a First Brands identificou passivos complexos fora do balanço que muitos desconhecem. Essas obrigações geralmente ocorrem no crédito privado, onde muitos acordos são bilaterais e pouco relatados.
Se esses empréstimos forem tokenizados e estiverem na blockchain, todo o ciclo de vida—desde a criação do empréstimo, até o pagamento ou inadimplência—será transparente e audível. Para problemas como o duplo penhor de recebíveis, a tokenização pode criar uma “única linha de tokens” representando o pool de ativos, tornando quase impossível a fraude.
Default Onchain: Funcionalidade, Não Bug
Powell espera que o primeiro grande default de crédito onchain aconteça nos próximos anos. Enquanto muitos veem isso como uma calamidade para as finanças descentralizadas, sua perspectiva é diferente. Defaults são uma parte natural dos mercados de crédito—não são um problema. A diferença na onchain é a transparência.
“Mesmo com defaults ocorrendo, colocá-los na cadeia ajuda a reduzir o risco de fraude,” afirma Powell. Ele argumenta que, à medida que os empréstimos onchain crescem, os empréstimos lastreados em criptomoedas poderão receber classificações de agências tradicionais, possivelmente até o final de 2026. Quando atingirem o nível de grau de investimento, esses instrumentos poderão ser sindicados em carteiras de renda fixa tradicionais, tornando-se acessíveis a um espectro mais amplo de investidores institucionais.
O Contexto Macro e o Bitcoin no Mundo do Crédito
O discurso sobre crédito tokenizado não pode ser separado do ambiente macroeconômico mais amplo. Powell destaca a dinâmica da inflação e o problema estrutural da dívida excessiva do governo como fatores adicionais ao caso otimista para o Bitcoin.
No contexto de dez trilhões de USD em dívida soberana e do impasse político sobre orçamentos equilibrados, os governos têm opções limitadas: tributação ou inflação. A inflação, na sua análise, é um imposto efetivo sobre o poder de compra. Nesse cenário, o Bitcoin—como ativo com oferta fixa—oferece proteção.
Combater a inflação também exige melhor regulação e uma economia de oferta aprimorada. Mas Powell vê a dívida estrutural como uma resistência contínua para grandes ativos de renda fixa, e enxerga nisso uma oportunidade para inovação no mercado de crédito.
A Maioria das Grandes Instituições Serão Compradoras
No futuro, o executivo da Maple Finance acredita que a maioria desses créditos privados será demandada por grandes instituições tradicionais. Fundos de pensão, endowments, seguradoras, gestores de ativos e fundos soberanos controlam os maiores balanços e precisam buscar rendimento onde puderem.
Não é surpresa: essas instituições têm grandes quantias de dinheiro para investir e buscam retornos. O crédito privado tokenizado oferece uma solução que combina rendimento e acessibilidade. As plataformas blockchain permitem liquidação mais rápida e operações mais transparentes, enquanto os ativos subjacentes—empréstimos privados—continuam a gerar altos retornos.
Essa combinação de finanças tradicionais e tecnologia blockchain representa o próximo estágio da evolução do mercado. Para a maioria dos participantes, os próximos anos serão cruciais para integrar a tokenização às operações financeiras centrais. No meio de tudo isso, o crédito privado se posiciona não apenas como uma classe de investimento, mas como um campo de testes para o potencial transformador da blockchain na finança global.
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O Crédito Privado e a Tokenização: Porque a Maioria dos Especialistas Acredita que Esta é a Próxima Grande Oportunidade
Enquanto o mercado de crédito privado cresce e os bancos tradicionais recuam, novas oportunidades de inovação emergem. A maioria dos especialistas do setor, incluindo Sidney Powell da Maple Finance, acredita que a tokenização—o processo de transformar ativos reais em tokens digitais na blockchain—será fundamental para resolver os principais desafios deste setor.
O Verdadeiro Problema no Mercado de Crédito Privado
O crédito privado lidera o crescimento no finanças tradicionais, especialmente à medida que os principais bancos buscam outros parceiros. Credores não bancários, fundos de private equity como a Apollo, e outros gestores de crédito continuam a expandir-se para preencher essa lacuna. Apesar de preocupações com bolhas e superaquecimento do mercado, analistas continuam a investir no setor devido à necessidade profunda de soluções de financiamento.
Porém, este mercado enfrenta desafios claros. Diferentemente de ações ou títulos tradicionais, os empréstimos privados geralmente são realizados por transações bilaterais, com transparência limitada nos preços e valores. Os empréstimos são difíceis de vender devido à baixa liquidez e à ausência de relatórios padronizados. Para os investidores, isso significa um processo difícil de precificação e visibilidade limitada sobre as condições reais do mercado.
Por que a Tokenização é Perfeita para a Maioria dos Empréstimos Privados
Por trás do hype sobre a tokenização de fundos de tesouraria e de mercado monetário, há uma história mais profunda. Powell argumenta que o crédito privado foi praticamente feito para a blockchain. “Trata-se, acima de tudo, de um mercado de balcão, bilateral,” explica ele. “A venda desses ativos costuma ser difícil e mal relatada.”
Enquanto a tokenização de ações, onde os benefícios são mínimos devido à redução das taxas de corretagem para quase zero, o crédito privado tem uma necessidade direta de processos melhores. Colocar empréstimos na cadeia pode gerar mudanças significativas: mercado mais transparente, base de investidores mais ampla, e negociações secundárias mais rápidas e com menor atrito.
A Transparência Onchain como Solução para a Opacidade
Uma das promessas principais da blockchain para crédito é a transparência total. No sistema atual, problemas no crédito privado muitas vezes só se tornam críticos após ocorrerem, levando à rápida propagação de riscos na indústria. Um exemplo evidente é a falência da First Brands, fabricante de veículos que entrou com pedido de Chapter 11 em setembro de 2025 após tentativas fracassadas de refinanciamento.
O verdadeiro desafio aqui: a First Brands identificou passivos complexos fora do balanço que muitos desconhecem. Essas obrigações geralmente ocorrem no crédito privado, onde muitos acordos são bilaterais e pouco relatados.
Se esses empréstimos forem tokenizados e estiverem na blockchain, todo o ciclo de vida—desde a criação do empréstimo, até o pagamento ou inadimplência—será transparente e audível. Para problemas como o duplo penhor de recebíveis, a tokenização pode criar uma “única linha de tokens” representando o pool de ativos, tornando quase impossível a fraude.
Default Onchain: Funcionalidade, Não Bug
Powell espera que o primeiro grande default de crédito onchain aconteça nos próximos anos. Enquanto muitos veem isso como uma calamidade para as finanças descentralizadas, sua perspectiva é diferente. Defaults são uma parte natural dos mercados de crédito—não são um problema. A diferença na onchain é a transparência.
“Mesmo com defaults ocorrendo, colocá-los na cadeia ajuda a reduzir o risco de fraude,” afirma Powell. Ele argumenta que, à medida que os empréstimos onchain crescem, os empréstimos lastreados em criptomoedas poderão receber classificações de agências tradicionais, possivelmente até o final de 2026. Quando atingirem o nível de grau de investimento, esses instrumentos poderão ser sindicados em carteiras de renda fixa tradicionais, tornando-se acessíveis a um espectro mais amplo de investidores institucionais.
O Contexto Macro e o Bitcoin no Mundo do Crédito
O discurso sobre crédito tokenizado não pode ser separado do ambiente macroeconômico mais amplo. Powell destaca a dinâmica da inflação e o problema estrutural da dívida excessiva do governo como fatores adicionais ao caso otimista para o Bitcoin.
No contexto de dez trilhões de USD em dívida soberana e do impasse político sobre orçamentos equilibrados, os governos têm opções limitadas: tributação ou inflação. A inflação, na sua análise, é um imposto efetivo sobre o poder de compra. Nesse cenário, o Bitcoin—como ativo com oferta fixa—oferece proteção.
Combater a inflação também exige melhor regulação e uma economia de oferta aprimorada. Mas Powell vê a dívida estrutural como uma resistência contínua para grandes ativos de renda fixa, e enxerga nisso uma oportunidade para inovação no mercado de crédito.
A Maioria das Grandes Instituições Serão Compradoras
No futuro, o executivo da Maple Finance acredita que a maioria desses créditos privados será demandada por grandes instituições tradicionais. Fundos de pensão, endowments, seguradoras, gestores de ativos e fundos soberanos controlam os maiores balanços e precisam buscar rendimento onde puderem.
Não é surpresa: essas instituições têm grandes quantias de dinheiro para investir e buscam retornos. O crédito privado tokenizado oferece uma solução que combina rendimento e acessibilidade. As plataformas blockchain permitem liquidação mais rápida e operações mais transparentes, enquanto os ativos subjacentes—empréstimos privados—continuam a gerar altos retornos.
Essa combinação de finanças tradicionais e tecnologia blockchain representa o próximo estágio da evolução do mercado. Para a maioria dos participantes, os próximos anos serão cruciais para integrar a tokenização às operações financeiras centrais. No meio de tudo isso, o crédito privado se posiciona não apenas como uma classe de investimento, mas como um campo de testes para o potencial transformador da blockchain na finança global.