A intenção da Mastercard de adquirir a empresa de infraestrutura blockchain Zerohash enfrentou uma reviravolta inesperada. Em vez de concluir a compra, o gigante dos pagamentos agora considera a possibilidade de investir estrategicamente, optando pelo papel de parceiro em vez de proprietário. Essa mudança de rumo ocorreu após a Zerohash decidir defender sua independência, o que enviou um sinal importante sobre novas prioridades tanto para a empresa quanto para toda a indústria.
Quando negociações de compra se tornam um diálogo de investimento
Ainda em outubro do ano passado, a Fortune informou que a Mastercard estava na fase final de negociações para adquirir a Zerohash por até 2 bilhões de dólares. Parecia que o negócio era inevitável — valores assim geralmente indicam intenções sérias. No entanto, essa história evoluiu de forma diferente do esperado.
De acordo com três fontes próximas às negociações e que preferiram permanecer anônimas, as negociações para uma aquisição direta foram suspensas. A decisão da Zerohash de manter sua independência foi um fator decisivo. Ao mesmo tempo, como afirmam duas dessas fontes, as discussões sobre uma colaboração em formato de investimento continuam ativamente. A empresa não nega o contato: um representante da Zerohash declarou que a empresa não considera uma aquisição completa pela Mastercard, mas valoriza muito o potencial de uma parceria de longo prazo.
Zerohash: infraestrutura que se tornou mais atraente do que sua propriedade
Fundada em 2017, a Zerohash fornece serviços críticos para o ecossistema de criptomoedas. A empresa desenvolveu APIs e ferramentas integradas que permitem a instituições financeiras e fintechs integrar facilmente ativos digitais, stablecoins e serviços de tokenização em seus produtos, sem a necessidade de desenvolver sua própria infraestrutura.
A relevância prática dessa oferta é confirmada por um portfólio impressionante de clientes. Na plataforma Zerohash atuam Interactive Brokers, Stripe, o fundo de investimento BUIDL da BlackRock, Franklin Templeton e a plataforma esportiva DraftKings, atendendo a mais de 5 milhões de usuários em 190 países. Essa escala explica por que a empresa escolheu a independência: sua base de clientes e infraestrutura desenvolvida tornam-na mais valiosa como parceira do que como aquisição.
Crescimento da atividade de investimento: quando infraestrutura é mais importante que especulação
A situação envolvendo Mastercard e Zerohash reflete uma tendência mais ampla no mercado. Nas últimas semanas, o setor de criptomoedas tem experimentado um ressurgimento na atividade de fusões e aquisições, mas agora os alvos não são protocolos especulativos com status indefinido, e sim projetos de infraestrutura comprovada.
O mercado oferece cada vez mais oportunidades para investidores que buscam criar valor a longo prazo. Alvos atraentes incluem bolsas licenciadas com acesso imediato ao mercado, provedores de custódia e staking com base de clientes institucionais, além de empresas de alto rendimento no setor de dados e conformidade regulatória.
A CoinGecko, plataforma de dados de criptomoedas, recentemente iniciou um processo de busca por comprador, estimando uma avaliação de cerca de 500 milhões de dólares. Este é mais um exemplo de como a infraestrutura de informação se torna um ativo estratégico para grandes players financeiros.
Mastercard: construindo um portfólio de ativos digitais
A Mastercard não se limita apenas à Zerohash. A processadora de pagamentos está ativamente explorando possibilidades de participação na formação do ecossistema de ativos digitais. Além das discussões de investimento com a Zerohash, a Mastercard e a Coinbase anteriormente consideraram adquirir a BVNK — uma fintech de Londres especializada em infraestrutura de pagamentos em stablecoins. A avaliação dessa transação foi fixada em até 2,5 bilhões de dólares.
Essa estratégia demonstra a evolução da posição da Mastercard: a empresa está passando de uma intermediária de pagamentos tradicional para uma construtora ativa de seu próprio portfólio no ecossistema de ativos digitais.
Zerohash fortalecida pelo rodada de financiamento do ano passado
A força financeira da Zerohash é confirmada por uma rodada de financiamento Série D-2, concluída em outubro de 2025. A empresa levantou 104 milhões de dólares, atingindo uma avaliação de 1 bilhão de dólares. A rodada foi liderada pela Interactive Brokers, com participação ativa da Morgan Stanley, fundos geridos pela Apollo, SoFi, Jump Crypto, Northwestern Mutual Future Ventures, FTMO, IMC e Liberty City Ventures, além dos investidores existentes PEAK6, tastytrade e Nyca Partners.
Esse apoio de grandes players financeiros confirma que a possibilidade de desenvolver a Zerohash como uma empresa independente continua atraente para a comunidade de investidores. Isso, por sua vez, pode ter influenciado a decisão da empresa de rejeitar a oferta da Mastercard de aquisição total.
Por que a independência foi mais importante do que uma oferta de 2 bilhões de dólares
Um representante da Zerohash explicou a posição da empresa de forma simples: a equipe é seu ativo mais importante, e manter a independência garante as melhores condições para inovação contínua, expansão de serviços e melhor atendimento aos clientes. Essa argumentação faz sentido em um mercado em rápida evolução, onde flexibilidade e velocidade de decisão muitas vezes são mais cruciais do que recursos financeiros do comprador.
A mudança da Mastercard para um formato de investimento pode ser um compromisso vantajoso para ambas as partes: o gigante dos pagamentos consegue influenciar o desenvolvimento de infraestrutura chave, mantendo sua flexibilidade, enquanto a Zerohash obtém um parceiro estratégico e investidor, sem perder o controle.
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Mastercard vê uma nova oportunidade na parceria com a Zerohash: de aquisição a investimentos
A intenção da Mastercard de adquirir a empresa de infraestrutura blockchain Zerohash enfrentou uma reviravolta inesperada. Em vez de concluir a compra, o gigante dos pagamentos agora considera a possibilidade de investir estrategicamente, optando pelo papel de parceiro em vez de proprietário. Essa mudança de rumo ocorreu após a Zerohash decidir defender sua independência, o que enviou um sinal importante sobre novas prioridades tanto para a empresa quanto para toda a indústria.
Quando negociações de compra se tornam um diálogo de investimento
Ainda em outubro do ano passado, a Fortune informou que a Mastercard estava na fase final de negociações para adquirir a Zerohash por até 2 bilhões de dólares. Parecia que o negócio era inevitável — valores assim geralmente indicam intenções sérias. No entanto, essa história evoluiu de forma diferente do esperado.
De acordo com três fontes próximas às negociações e que preferiram permanecer anônimas, as negociações para uma aquisição direta foram suspensas. A decisão da Zerohash de manter sua independência foi um fator decisivo. Ao mesmo tempo, como afirmam duas dessas fontes, as discussões sobre uma colaboração em formato de investimento continuam ativamente. A empresa não nega o contato: um representante da Zerohash declarou que a empresa não considera uma aquisição completa pela Mastercard, mas valoriza muito o potencial de uma parceria de longo prazo.
Zerohash: infraestrutura que se tornou mais atraente do que sua propriedade
Fundada em 2017, a Zerohash fornece serviços críticos para o ecossistema de criptomoedas. A empresa desenvolveu APIs e ferramentas integradas que permitem a instituições financeiras e fintechs integrar facilmente ativos digitais, stablecoins e serviços de tokenização em seus produtos, sem a necessidade de desenvolver sua própria infraestrutura.
A relevância prática dessa oferta é confirmada por um portfólio impressionante de clientes. Na plataforma Zerohash atuam Interactive Brokers, Stripe, o fundo de investimento BUIDL da BlackRock, Franklin Templeton e a plataforma esportiva DraftKings, atendendo a mais de 5 milhões de usuários em 190 países. Essa escala explica por que a empresa escolheu a independência: sua base de clientes e infraestrutura desenvolvida tornam-na mais valiosa como parceira do que como aquisição.
Crescimento da atividade de investimento: quando infraestrutura é mais importante que especulação
A situação envolvendo Mastercard e Zerohash reflete uma tendência mais ampla no mercado. Nas últimas semanas, o setor de criptomoedas tem experimentado um ressurgimento na atividade de fusões e aquisições, mas agora os alvos não são protocolos especulativos com status indefinido, e sim projetos de infraestrutura comprovada.
O mercado oferece cada vez mais oportunidades para investidores que buscam criar valor a longo prazo. Alvos atraentes incluem bolsas licenciadas com acesso imediato ao mercado, provedores de custódia e staking com base de clientes institucionais, além de empresas de alto rendimento no setor de dados e conformidade regulatória.
A CoinGecko, plataforma de dados de criptomoedas, recentemente iniciou um processo de busca por comprador, estimando uma avaliação de cerca de 500 milhões de dólares. Este é mais um exemplo de como a infraestrutura de informação se torna um ativo estratégico para grandes players financeiros.
Mastercard: construindo um portfólio de ativos digitais
A Mastercard não se limita apenas à Zerohash. A processadora de pagamentos está ativamente explorando possibilidades de participação na formação do ecossistema de ativos digitais. Além das discussões de investimento com a Zerohash, a Mastercard e a Coinbase anteriormente consideraram adquirir a BVNK — uma fintech de Londres especializada em infraestrutura de pagamentos em stablecoins. A avaliação dessa transação foi fixada em até 2,5 bilhões de dólares.
Essa estratégia demonstra a evolução da posição da Mastercard: a empresa está passando de uma intermediária de pagamentos tradicional para uma construtora ativa de seu próprio portfólio no ecossistema de ativos digitais.
Zerohash fortalecida pelo rodada de financiamento do ano passado
A força financeira da Zerohash é confirmada por uma rodada de financiamento Série D-2, concluída em outubro de 2025. A empresa levantou 104 milhões de dólares, atingindo uma avaliação de 1 bilhão de dólares. A rodada foi liderada pela Interactive Brokers, com participação ativa da Morgan Stanley, fundos geridos pela Apollo, SoFi, Jump Crypto, Northwestern Mutual Future Ventures, FTMO, IMC e Liberty City Ventures, além dos investidores existentes PEAK6, tastytrade e Nyca Partners.
Esse apoio de grandes players financeiros confirma que a possibilidade de desenvolver a Zerohash como uma empresa independente continua atraente para a comunidade de investidores. Isso, por sua vez, pode ter influenciado a decisão da empresa de rejeitar a oferta da Mastercard de aquisição total.
Por que a independência foi mais importante do que uma oferta de 2 bilhões de dólares
Um representante da Zerohash explicou a posição da empresa de forma simples: a equipe é seu ativo mais importante, e manter a independência garante as melhores condições para inovação contínua, expansão de serviços e melhor atendimento aos clientes. Essa argumentação faz sentido em um mercado em rápida evolução, onde flexibilidade e velocidade de decisão muitas vezes são mais cruciais do que recursos financeiros do comprador.
A mudança da Mastercard para um formato de investimento pode ser um compromisso vantajoso para ambas as partes: o gigante dos pagamentos consegue influenciar o desenvolvimento de infraestrutura chave, mantendo sua flexibilidade, enquanto a Zerohash obtém um parceiro estratégico e investidor, sem perder o controle.