A crescente tendência de desdolarização nas operações comerciais faz com que o Bitcoin seja visto como uma variável importante na contestação do sistema dolarizado. Segundo reportagens da 0x Informação, e de acordo com a Forbes, no contexto do Fórum de Davos de 2026, as discussões sobre o impacto das criptomoedas no sistema financeiro tradicional aumentaram significativamente. Algumas análises indicam que o Bitcoin está se tornando um dos ativos-chave na categoria de “Negociação Anti-Dólar” (Anti-Dollar Trade), refletindo a preocupação dos investidores globais com a incerteza das políticas americanas. O CEO do JPMorgan, Jamie Dimon, que em 2017 chamou publicamente o Bitcoin de “fraude”, já mudou de posição de forma evidente. Em novembro de 2025, o JPMorgan tornou-se o primeiro grande banco dos EUA a emitir um token de depósito em dólares na blockchain pública. Embora Dimon ainda não tenha aprovado totalmente o Bitcoin, ele reconheceu que “a blockchain é real” e continua promovendo negócios de blockchain voltados para clientes institucionais. Essa tendência é vista como um caminho que facilitará o desenvolvimento adicional do setor de criptomoedas.
Ao mesmo tempo, o CEO do grupo de investimentos deVere, Nigel Green, alertou que a posição dominante do dólar está começando a apresentar fissuras estruturais. Ele destacou que as frequentes disputas fiscais e o risco de paralisações governamentais nos EUA estão enfraquecendo os três pilares que sustentam o dólar como moeda de reserva global — estabilidade institucional, credibilidade fiscal e previsibilidade de políticas. Algumas paralisações governamentais atuais já ameaçam mais de 1,2 trilhão de dólares em gastos federais, aumentando a precificação do risco político nos mercados. Green acredita que, nesse cenário, um sistema monetário multipolar está se tornando uma realidade mais concreta. Além do euro, iene e algumas moedas de mercados emergentes, os ativos digitais também começaram a ser considerados em discussões estratégicas de proteção contra riscos. Nos últimos anos, os bancos centrais globais têm reduzido suas reservas em dólares, aumentado suas compras de ouro e de outras moedas, enquanto os impactos políticos aceleram essa tendência.
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A crescente tendência de desdolarização nas operações comerciais faz com que o Bitcoin seja visto como uma variável importante na contestação do sistema dolarizado. Segundo reportagens da 0x Informação, e de acordo com a Forbes, no contexto do Fórum de Davos de 2026, as discussões sobre o impacto das criptomoedas no sistema financeiro tradicional aumentaram significativamente. Algumas análises indicam que o Bitcoin está se tornando um dos ativos-chave na categoria de “Negociação Anti-Dólar” (Anti-Dollar Trade), refletindo a preocupação dos investidores globais com a incerteza das políticas americanas. O CEO do JPMorgan, Jamie Dimon, que em 2017 chamou publicamente o Bitcoin de “fraude”, já mudou de posição de forma evidente. Em novembro de 2025, o JPMorgan tornou-se o primeiro grande banco dos EUA a emitir um token de depósito em dólares na blockchain pública. Embora Dimon ainda não tenha aprovado totalmente o Bitcoin, ele reconheceu que “a blockchain é real” e continua promovendo negócios de blockchain voltados para clientes institucionais. Essa tendência é vista como um caminho que facilitará o desenvolvimento adicional do setor de criptomoedas.
Ao mesmo tempo, o CEO do grupo de investimentos deVere, Nigel Green, alertou que a posição dominante do dólar está começando a apresentar fissuras estruturais. Ele destacou que as frequentes disputas fiscais e o risco de paralisações governamentais nos EUA estão enfraquecendo os três pilares que sustentam o dólar como moeda de reserva global — estabilidade institucional, credibilidade fiscal e previsibilidade de políticas. Algumas paralisações governamentais atuais já ameaçam mais de 1,2 trilhão de dólares em gastos federais, aumentando a precificação do risco político nos mercados. Green acredita que, nesse cenário, um sistema monetário multipolar está se tornando uma realidade mais concreta. Além do euro, iene e algumas moedas de mercados emergentes, os ativos digitais também começaram a ser considerados em discussões estratégicas de proteção contra riscos. Nos últimos anos, os bancos centrais globais têm reduzido suas reservas em dólares, aumentado suas compras de ouro e de outras moedas, enquanto os impactos políticos aceleram essa tendência.