Os investidores de patrimônio tradicional nos Emirados Árabes Unidos estão deixando claro o que querem, e os bancos privados finalmente estão ouvindo. Uma pesquisa recente com 3.851 investidores de alto patrimônio líquido (HNW) e 456 profissionais de gestão de riqueza, realizada no primeiro trimestre de 2025, revela um cenário crucial: embora 39% dos clientes abastados da região possuam criptomoedas, apenas 20% deles recebem orientação profissional de gestores patrimoniais tradicionais para esses ativos.
A discrepância é um problema de negócios para a indústria de private banking. Segundo a pesquisa divulgada pela Avaloq, empresa suíça especializada em software para instituições financeiras, 63% dos investidores de alta renda já trocaram ou estão considerando trocar de gestor – e as questões sobre criptomoedas sem resposta estão no centro dessa insatisfação.
Demanda que Não Pode Ser Ignorada: Por Que os Investidores Antigos Agora Exigem Gestão de Cripto
Dubai, Singapura e a Suíça consolidam-se como epicentros para investidores em ativos digitais, e o cenário nos Emirados Árabes Unidos é particularmente dinâmico. Com um marco regulatório claro através da Autoridade Reguladora de Ativos Virtuais (VARA), em operação desde 2022, e a presença de escritórios familiares ligados a fortunas petrolíferas, a região tornou-se um destino magnético.
A transformação demográfica acelera essa tendência. Filhos de famílias ultra-ricas estão educando seus pais sobre ativos digitais – uma inversão geracional que força os velhos ricos a adaptar suas estratégias de investimento. Enquanto isso, a recuperação dos mercados cripto após o rigoroso inverno do setor, somada ao bitcoin alcançando novos recordes em 2025, criou uma classe emergente: o número de milionários em criptomoedas atingiu 241.700 globalmente, um aumento de 40% em relação ao período anterior, segundo o Relatório de Riqueza em Cripto 2025 da Henley & Partners.
Por Que os Bancos Tradicionais Permaneceram Ausentes
Os obstáculos para as instituições convencionais são bem conhecidos. “À medida que as criptomoedas evoluíram como classe de ativos, houve uma necessidade crescente entre os gerentes de relacionamento de bancos privados de atender clientes que não estão sendo servidos,” explica Akash Anand, chefe para Oriente Médio e África na Avaloq.
O problema raiz não é intencional: é tecnológico e psicológico. A volatilidade das criptomoedas causa nervosismo. A complexidade de gerenciar carteiras, chaves privadas e arranjos de custódia gera dores de cabeça tanto para profissionais quanto para clientes. Adicionalmente, para investidores que ainda não possuem cripto, o medo domina: 38% citam volatilidade do mercado, 36% mencionam falta de conhecimento, e 32% expressam desconfiança nas exchanges como principais razões para não investir.
Essa lacuna criou uma oportunidade que Avaloq capitalizou com sucesso nos últimos anos. A empresa desenvolveu plataformas integradas de custódia de criptomoedas com suporte personalizado dentro de instituições financeiras, utilizando tecnologia de armazenamento seguro da Fireblocks e colaborando com parceiros institucionais como BBVA e Banco Cantonal de Zurique.
A Corrida dos Gestores: Soluções Emergentes
Os velhos ricos estão exigindo respostas, e a indústria finalmente está respondendo. “Houve uma corrida entre os gestores tradicionais de patrimônio para se prepararem a fim de oferecer cripto,” resumiu Anand em entrevista à CoinDesk.
As oportunidades no setor são abundantes. Existe um “pipeline saudável” de bancos privados e instituições financeiras buscando personalizar seus sistemas bancários eletrônicos existentes com a tecnologia de custódia cripto da Avaloq ou implementar suas plataformas pré-configuradas. As empresas buscam criar soluções integradas e completas que funcionem perfeitamente com suas infraestruturas legadas.
Confiança como Fundação: O Fator Que Muda Tudo
Com a indústria de criptomoedas amadurecendo após o boom de 2021 e o subsequente crash, o setor de ativos digitais conquistou legitimidade como classe de investimento séria. O dinheiro institucional domina cada vez mais. No entanto, a confiança permanece o ativo mais crítico.
“Houve algumas quedas bastante espetaculares envolvendo certas exchanges de criptomoedas, que criaram muitos problemas de confiança,” ressalta Anand. “Nossa pesquisa mostra que existe uma oportunidade para bancos e gestores de patrimônio intervir e fornecer essa confiança na forma de custódia totalmente integrada, segura e em conformidade.”
Os investidores de patrimônio estabelecido não querem apenas acesso a criptomoedas. Querem segurança regulatória, conformidade total e a tranquilidade que apenas instituições de confiança podem oferecer. Esse é exatamente o diferencial que os velhos ricos buscam quando exigem que seus gestores tradicionais entrem no espaço cripto.
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Velhos Ricos Cobram Respostas: Bancos Tradicionais Disputam pelo Mercado de Criptoativos nos EAU
Os investidores de patrimônio tradicional nos Emirados Árabes Unidos estão deixando claro o que querem, e os bancos privados finalmente estão ouvindo. Uma pesquisa recente com 3.851 investidores de alto patrimônio líquido (HNW) e 456 profissionais de gestão de riqueza, realizada no primeiro trimestre de 2025, revela um cenário crucial: embora 39% dos clientes abastados da região possuam criptomoedas, apenas 20% deles recebem orientação profissional de gestores patrimoniais tradicionais para esses ativos.
A discrepância é um problema de negócios para a indústria de private banking. Segundo a pesquisa divulgada pela Avaloq, empresa suíça especializada em software para instituições financeiras, 63% dos investidores de alta renda já trocaram ou estão considerando trocar de gestor – e as questões sobre criptomoedas sem resposta estão no centro dessa insatisfação.
Demanda que Não Pode Ser Ignorada: Por Que os Investidores Antigos Agora Exigem Gestão de Cripto
Dubai, Singapura e a Suíça consolidam-se como epicentros para investidores em ativos digitais, e o cenário nos Emirados Árabes Unidos é particularmente dinâmico. Com um marco regulatório claro através da Autoridade Reguladora de Ativos Virtuais (VARA), em operação desde 2022, e a presença de escritórios familiares ligados a fortunas petrolíferas, a região tornou-se um destino magnético.
A transformação demográfica acelera essa tendência. Filhos de famílias ultra-ricas estão educando seus pais sobre ativos digitais – uma inversão geracional que força os velhos ricos a adaptar suas estratégias de investimento. Enquanto isso, a recuperação dos mercados cripto após o rigoroso inverno do setor, somada ao bitcoin alcançando novos recordes em 2025, criou uma classe emergente: o número de milionários em criptomoedas atingiu 241.700 globalmente, um aumento de 40% em relação ao período anterior, segundo o Relatório de Riqueza em Cripto 2025 da Henley & Partners.
Por Que os Bancos Tradicionais Permaneceram Ausentes
Os obstáculos para as instituições convencionais são bem conhecidos. “À medida que as criptomoedas evoluíram como classe de ativos, houve uma necessidade crescente entre os gerentes de relacionamento de bancos privados de atender clientes que não estão sendo servidos,” explica Akash Anand, chefe para Oriente Médio e África na Avaloq.
O problema raiz não é intencional: é tecnológico e psicológico. A volatilidade das criptomoedas causa nervosismo. A complexidade de gerenciar carteiras, chaves privadas e arranjos de custódia gera dores de cabeça tanto para profissionais quanto para clientes. Adicionalmente, para investidores que ainda não possuem cripto, o medo domina: 38% citam volatilidade do mercado, 36% mencionam falta de conhecimento, e 32% expressam desconfiança nas exchanges como principais razões para não investir.
Essa lacuna criou uma oportunidade que Avaloq capitalizou com sucesso nos últimos anos. A empresa desenvolveu plataformas integradas de custódia de criptomoedas com suporte personalizado dentro de instituições financeiras, utilizando tecnologia de armazenamento seguro da Fireblocks e colaborando com parceiros institucionais como BBVA e Banco Cantonal de Zurique.
A Corrida dos Gestores: Soluções Emergentes
Os velhos ricos estão exigindo respostas, e a indústria finalmente está respondendo. “Houve uma corrida entre os gestores tradicionais de patrimônio para se prepararem a fim de oferecer cripto,” resumiu Anand em entrevista à CoinDesk.
As oportunidades no setor são abundantes. Existe um “pipeline saudável” de bancos privados e instituições financeiras buscando personalizar seus sistemas bancários eletrônicos existentes com a tecnologia de custódia cripto da Avaloq ou implementar suas plataformas pré-configuradas. As empresas buscam criar soluções integradas e completas que funcionem perfeitamente com suas infraestruturas legadas.
Confiança como Fundação: O Fator Que Muda Tudo
Com a indústria de criptomoedas amadurecendo após o boom de 2021 e o subsequente crash, o setor de ativos digitais conquistou legitimidade como classe de investimento séria. O dinheiro institucional domina cada vez mais. No entanto, a confiança permanece o ativo mais crítico.
“Houve algumas quedas bastante espetaculares envolvendo certas exchanges de criptomoedas, que criaram muitos problemas de confiança,” ressalta Anand. “Nossa pesquisa mostra que existe uma oportunidade para bancos e gestores de patrimônio intervir e fornecer essa confiança na forma de custódia totalmente integrada, segura e em conformidade.”
Os investidores de patrimônio estabelecido não querem apenas acesso a criptomoedas. Querem segurança regulatória, conformidade total e a tranquilidade que apenas instituições de confiança podem oferecer. Esse é exatamente o diferencial que os velhos ricos buscam quando exigem que seus gestores tradicionais entrem no espaço cripto.