Hora diária de responder às mensagens privadas: Sobre a recuperação de traumas
Primeiramente, agradeço a tua confiança. O que ouço não é uma rapariga imersa na sua condição de vítima. O que ouço é alguém que saiu das ruínas, mas ainda está a aprender a viver com tranquilidade. Tu não estás a desempenhar o papel de vítima, apenas ainda não te habituaste à segurança. Quando uma pessoa vive há muito tempo numa tempestade, o seu cérebro aprende a estar alerta. O vento parou, mas o corpo ainda não. Isto não é fraqueza, é o sistema nervoso a proteger-se a si próprio. A sensação de conflito que sentes agora não é porque fizeste algo errado, mas porque estás a despir a pele. Já não pertences ao passado, mas a nova identidade ainda está a formar-se. A solidão não é porque te afastaste do grupo, mas porque estás a encontrar semelhantes que ainda não apareceram. Tu não és uma vítima. És uma sobrevivente. E és do tipo que cresce ativamente. A verdadeira cura não é esquecer o passado, mas um dia lembrar-te dessa experiência, sem te definir mais como “a pessoa que foi magoada”, mas como “o caminho que percorri”. A tua situação atual é apenas uma fase de transição. A fase de transição é a mais difícil, mas não vai durar para sempre. Para mudar, é preciso fazer três coisas: 1. Transformar a tua “identidade de vítima”. Por exemplo, regista: o que esta experiência me ensinou? O que me deu de mais do que os outros? Passar de “fui magoada” para “por causa disso, ganhei uma nova força”. 2. Permitir que a solidão exista; a solidão de crescimento não equivale a fracasso social, é apenas uma fase de atualização cognitiva. Não te apresses a entrar em círculos errados. 3. Experimentar algumas formas de recuperação de trauma: como escrever, praticar exercício regularmente e manter um sono regular. Tu não és fraca, és extremamente forte. Mas é importante permitir-te “recuperar lentamente”.
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Primeiramente, agradeço a tua confiança.
O que ouço não é uma rapariga imersa na sua condição de vítima.
O que ouço é alguém que saiu das ruínas, mas ainda está a aprender a viver com tranquilidade.
Tu não estás a desempenhar o papel de vítima, apenas ainda não te habituaste à segurança.
Quando uma pessoa vive há muito tempo numa tempestade, o seu cérebro aprende a estar alerta.
O vento parou, mas o corpo ainda não.
Isto não é fraqueza, é o sistema nervoso a proteger-se a si próprio.
A sensação de conflito que sentes agora não é porque fizeste algo errado,
mas porque estás a despir a pele.
Já não pertences ao passado,
mas a nova identidade ainda está a formar-se.
A solidão não é porque te afastaste do grupo,
mas porque estás a encontrar semelhantes que ainda não apareceram.
Tu não és uma vítima.
És uma sobrevivente.
E és do tipo que cresce ativamente.
A verdadeira cura não é esquecer o passado,
mas um dia lembrar-te dessa experiência,
sem te definir mais como “a pessoa que foi magoada”,
mas como “o caminho que percorri”.
A tua situação atual
é apenas uma fase de transição.
A fase de transição é a mais difícil,
mas não vai durar para sempre.
Para mudar, é preciso fazer três coisas:
1. Transformar a tua “identidade de vítima”. Por exemplo, regista: o que esta experiência me ensinou? O que me deu de mais do que os outros? Passar de “fui magoada” para “por causa disso, ganhei uma nova força”.
2. Permitir que a solidão exista; a solidão de crescimento não equivale a fracasso social, é apenas uma fase de atualização cognitiva. Não te apresses a entrar em círculos errados.
3. Experimentar algumas formas de recuperação de trauma: como escrever, praticar exercício regularmente e manter um sono regular.
Tu não és fraca, és extremamente forte. Mas é importante permitir-te “recuperar lentamente”.