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Algoritmos contra fundamentos: Katy Wood sobre as verdadeiras razões da turbulência do mercado
Recentemente, a fundadora e diretora de investimentos da ARK Invest, Cathy Wood, explicou que as rápidas oscilações no mercado de ações americano não são causadas por mudanças nos fundamentos económicos, mas por uma lógica mecânica de negociação algorítmica. Na sua opinião, a atual onda de vendas de pânico é uma reação em cadeia de sistemas de software que controlam cerca de 90% dos volumes de negociação, mas que não conseguem distinguir boas empresas de más.
Como a negociação automática cria a ilusão de volatilidade
Segundo Cathy Wood, a negociação por software funciona com o princípio de “vendemos primeiro — depois analisamos”. Os algoritmos não avaliam o ambiente competitivo ou o potencial das empresas, mas seguem sinais técnicos: queda de preço, aumento de volatilidade, correlação de ativos e limites de risco em carteiras.
O mecanismo é acionado assim: quando o preço de um ativo cai ou a volatilidade aumenta, o modelo reduz automaticamente posições de risco para manter os limites estabelecidos. Essa redução aumenta a volatilidade e a correlação entre ativos, levando a novas vendas por outros algoritmos. Surge um ciclo auto-reforçador — um laço de feedback onde até empresas sólidas são vendidas às pressas.
Nesse momento, Wood chama esse fenômeno de surpreendente: sistemas automatizados “jogam fora a criança junto com a água”, sem distinguir a qualidade dos ativos. Esse processo é especialmente destrutivo em setores saturados, onde muitos portfólios têm estruturas semelhantes. Empresas com boas perspectivas podem ser prejudicadas não por problemas fundamentais, mas por uma matemática impassível de gestão de risco.
Transformação estrutural da era da IA: o que o mercado não entende
Cathy Wood acredita que por trás da turbulência atual há uma transformação tecnológica genial. Ela afirma que o mercado está migrando de um modelo universal SaaS (software como serviço) para plataformas altamente especializadas de agentes de IA. Esse processo inevitavelmente pressiona o software tradicional, mas o mercado reage de forma excessivamente emocional.
O problema é que os algoritmos não conseguem compreender essa transformação. Quando detectam desaceleração no crescimento do segmento SaaS, vendem automaticamente todo o setor sem discernimento. A lógica mecânica não consegue identificar quais empresas estão se adaptando com sucesso à nova paradigma de IA, e quais estão ficando para trás. Esses erros de precificação, causados pela ausência de análise profunda, criam uma oportunidade para investidores fundamentados, que fazem uma análise detalhada.
“Por isso, concentramos nossas carteiras nas ideias mais convincentes”, destaca Wood. “São nesses momentos que o mercado nos oferece as melhores oportunidades.” Ela descreve a situação atual como uma “subida na parede de ansiedade” — fenômeno que, historicamente, precedeu os mercados de alta mais fortes, e não uma crise.
Produtividade ao invés de inflação: uma nova paradigma econômico
Uma das teses mais radicais de Cathy Wood é sobre o impacto macroeconômico da IA: a revolução da inteligência artificial pode mudar radicalmente a ideia tradicional de que crescimento leva necessariamente à inflação.
Ela acredita que um aumento explosivo de produtividade reduzirá a participação do déficit no PIB a ponto de os EUA poderem retornar ao superávit orçamentário já até o final de 2028. Parece otimista, mas sua argumentação se baseia em dados concretos: a Palantir mostrou um crescimento de 142% na receita comercial americana, mesmo com uma leve redução no número de vendedores. Essa alta de produtividade não é uma hipótese, mas uma realidade mensurável.
Wood prevê que até o final da década, o PIB real mundial crescerá entre 7% e 8% ao ano. Ela considera essa previsão até conservadora. Em contraste com economistas keynesianos, que esperavam que os custos trabalhistas aumentariam entre 5% e 7% devido à escassez de mão de obra, a realidade mostrou um aumento de apenas 1,2% ao ano. A razão não é a repressão salarial, mas um salto na produtividade.
Sobre a inflação, Wood destaca os dados do índice Truflation, que monitora 10 mil bens e serviços da economia real. O valor mais recente é cerca de 0,7% ao ano, bem abaixo dos índices oficiais de CPI, indicando uma base de cálculo mais realista. Ela também aponta deflação em setores críticos: a inflação de preços de moradias existentes caiu abaixo de 1%, e os preços de novas moradias permanecem negativos. O peso do petróleo caiu em dois dígitos na comparação anual.
A excepcionalidade americana pelo dólar e novas tecnologias
Cathy Wood refuta a ideia de que a posição global dos EUA está em declínio. Ela acredita que os EUA estão à beira de uma revolução econômica, não de um colapso. Um fator-chave é a dinâmica do dólar americano.
Embora nos últimos anos o dólar tenha caído devido a fatores geopolíticos — com países diversificando reservas em ouro e moedas alternativas —, Wood acha que essa tendência mudará. Analistas técnicos já detectam um repique do dólar a partir de suportes anteriores. Se o dólar subir, será um forte fator anti-inflacionário, pois os bens importados ficarão mais baratos em dólares.
O dinheiro M2 ainda se recupera após a contração durante a pandemia, estabilizando-se em torno de 5% de crescimento anual. Ao mesmo tempo, a velocidade de circulação do dinheiro estabiliza ou diminui, o que parcialmente neutraliza os riscos inflacionários relacionados à quantidade de dinheiro. Tudo isso indica uma economia que não está em uma espiral inflacionária, mas sim em processo de recuperação.
Mercado de trabalho em transição: do medo ao empreendedorismo
A baixa confiança do consumidor continua sendo um dos maiores mistérios da economia americana. As pessoas se sentem inseguras, apesar de bons indicadores macroeconômicos. As razões são evidentes: o mercado de trabalho é fraco e a crise de acessibilidade à moradia permanece grave.
Cathy Wood aponta que, na última revisão de dados de emprego para 2025, as cifras foram ajustadas para baixo em 861 mil. Isso significa uma perda de 75 a 80 mil empregos por mês. Portanto, não é de surpreender que os consumidores tenham medo de perder seus empregos, mesmo com a taxa de desemprego oficialmente baixa.
Por outro lado, ela vê sinais positivos. A taxa de desemprego entre jovens de 16 a 24 anos, que antes ultrapassava 12%, caiu abaixo de 10%. Isso não é apenas uma recuperação do emprego — é, na visão de Wood, um “explosão empreendedora”. Segundo ela, pessoas que não encontram trabalho no mercado tradicional começam a criar seus próprios negócios. A IA tornou-se tão poderosa e acessível que uma pessoa ou uma pequena equipe pode lançar uma startup eficiente.
Esse fenômeno terá profundas consequências: as pessoas usarão a IA não apenas para aumentar a eficiência no trabalho, mas para criar novas empresas. Isso será mais um motor importante de produtividade global, como prevê Wood.
No mercado, dificuldades — construtores da comunidade cripto trabalham mais ativamente
O mercado de criptomoedas enfrenta tempos difíceis. Se compararmos o Bitcoin ao ouro, o ouro recentemente teve um desempenho mais forte, até superando o BTC. Isso ocorre porque, diante de uma venda massiva de ativos (“vendemos primeiro”), o Bitcoin entrou na categoria de ativos de “risco-off”, que as pessoas abandonam em momentos de pânico.
Cathy Wood reconhece essa realidade, mas oferece uma interpretação diferente: ela acredita que a oferta de ouro está crescendo mais rápido do que a de Bitcoin. Além disso, ela destaca que o índice ouro/M2 atingiu níveis recordes — superiores até aos da Grande Depressão e da era de inflação de dois dígitos dos anos 70–80. Para ela, isso indica que o ouro está “sobreextendido”.
O Bitcoin mantém uma tendência de alta de longo prazo — máximas e mínimas mais altas continuam intactas. O mercado hoje testa um nível importante em 2024, com suporte técnico próximo de 20 a 23 mil dólares. É aqui que o Bitcoin se tornou refúgio para quem teme riscos sistêmicos de contraparte.
Recentemente, Wood tornou-se conselheira da LayerZero — um projeto DeFi voltado à criação de uma ecossistema para a nova era de IA, com necessidade de 2 a 4 milhões de transações por segundo. Atualmente, Ethereum consegue processar 13 operações por segundo, Solana cerca de 2000. Nos momentos mais difíceis, os construtores da comunidade DeFi trabalham mais intensamente, desenvolvendo novas arquiteturas para o futuro.
1996, não 1999: escolher o caminho na turbulência
Uma das comparações mais convincentes de Cathy Wood é com a era da revolução da internet. Ela acredita que estamos mais na fase de 1996, quando a internet começava sua marcha rumo à adoção em massa, e não no auge da bolha de 1999.
A principal diferença: na época do pico da bolha tecnológica e de telecomunicações, Jeff Bezos podia dizer: “Estamos perdendo cada vez mais dinheiro porque estamos investindo agressivamente”, e o mercado comemorava, com ações da Amazon subindo 10–15% por resultado. Hoje, o cenário é oposto. Quando Google, Meta, Microsoft e Amazon anunciam investimentos agressivos em IA, o mercado penaliza — suas ações caem, não sobem.
Para Wood, esse é um forte sinal de que não estamos em uma irracional euforia de especuladores, mas sim em um mercado cheio de medo e dúvidas, carregado de “recortes da bolha de 2000”. Essa atmosfera — de “subida na parede de ansiedade” — é uma base confiável para tendências de alta duradouras, não um sinal de colapso.
Wood afirma categoricamente que Google, Meta, Microsoft e Amazon devem investir agressivamente em IA, pois essa é a “maior oportunidade de nossas vidas”. A questão não é se o dinheiro está sendo gasto corretamente, mas se a IA e os chatbots vão roubar tempo das redes sociais tradicionais ou se convencerão agentes inteligentes a fazerem toda a nossa rotina de compras online. São momentos de mudança de mercado, não de destruição de valor.
Conclusão: do pânico ao investimento
A turbulência de mercado que assusta muitos investidores é, na visão de Cathy Wood, um fenômeno natural que acompanha grandes transições. Assim foi em abril do ano passado, durante a turbulência tarifária: quem entrou em pânico e vendeu naquela ocasião, passou o próximo ano lamentando a decisão.
Na opinião dela, as oscilações extremas atuais são em grande parte geradas por algoritmos que não fazem análise humana, criando erros de precificação. Para quem está disposto a fazer o trabalho, esse é um momento de oportunidades. “Estamos subindo a parede de ansiedade, e isso sempre foi um sinal dos mercados de alta mais fortes”, conclui Wood.
No final, a decisão cabe a cada investidor: deixar as emoções ditarem as decisões sob a pressão do pânico algorítmico, ou estar do lado certo das mudanças. A era dourada da revolução da IA está apenas começando.