Percebi uma tendência interessante no mercado de criptomoedas — enquanto a maioria dos ativos está estagnada, cada vez mais investidores estão a prestar atenção às criptomoedas lastreadas em ouro. Isto não é certamente uma coincidência, especialmente considerando as mudanças na situação geopolítica nos últimos um ano e meio.



Em 2025, os mercados financeiros americanos passaram por uma forte turbulência devido à mudança de orientação política. Tarifas comerciais, redução de gastos públicos, volatilidade geral — tudo isso levou à queda das ações e à desaceleração do mercado de criptomoedas. Os investidores começaram a procurar instrumentos mais estáveis. E aqui entra uma classe de ativos interessante: tokens digitais ligados ao ouro físico.

Como funciona exatamente? Uma empresa compra ouro real, armazena-o em cofres seguros (frequentemente segurados), e depois emite tokens digitais na blockchain, cada um representando uma quantidade específica de metal — digamos, um grama ou uma onça troy. Todo o sistema baseia-se em auditorias independentes regulares. As empresas publicam os resultados dessas verificações para que os investidores possam assegurar-se de que a quantidade de tokens emitidos corresponde às reservas reais. Isto garante uma transparência que muitas vezes falta às criptomoedas.

Por que a criptomoeda lastreada em ouro está a atrair cada vez mais atenção? Em primeiro lugar, é uma combinação de dois mundos. De um lado, tens liquidez e conveniência nas transações cripto. Do outro, o valor fundamental do metal precioso, que serviu como reserva de valor durante séculos. O ouro protege contra a inflação, e a sua ligação garante estabilidade, que contrasta com a volatilidade do Bitcoin ou Ethereum.

Mas, claro, há riscos também. Se o emissor falir ou o armazenamento se revelar inseguro, os investidores podem perder tudo. Além disso, existe o risco de fraude — algum projeto pode afirmar que é uma criptomoeda lastreada em ouro, mas na realidade não possuir reservas suficientes. A base regulatória também ainda está em desenvolvimento, o que cria incerteza em diferentes países.

No mercado, já há líderes. Tether Gold (XAUt), lançado em 2020, ocupa o primeiro lugar — cada token é lastreado por uma onça troy de ouro London Good Delivery, armazenada na Suíça. PAX Gold (PAXG) mantém-se firmemente na segunda posição, com esquema semelhante, mas com cofres da Brink's. Depois vêm Quorium Gold, Kinesis (KAU), VeraOne (VRO), Novem Gold Token, Gold DAO, Comtech Gold, VNX Gold, tGOLD e o relativamente novo Kinka (XNK), lançado em 2024.

O que é interessante — enquanto o mercado geral de criptomoedas estagnou, estes tokens mostram um crescimento semanal constante, praticamente espelhando a movimentação do preço do ouro físico. Isto não é coincidência. Os investidores procuram segurança, e a criptomoeda lastreada em ouro oferece exatamente isso — a estabilidade do metal precioso em formato digital.

Se estás a considerar investir em criptomoedas em 2026 e queres evitar a volatilidade excessiva, deves prestar atenção a esta categoria. Especialmente se te preocupas com a preservação do valor em tempos de incerteza. Os tokens de ouro podem ser o equilíbrio entre inovação e conservadorismo que muitos procuram neste momento.
BTC-1,65%
ETH-2,2%
XAUT0,49%
PAXG0,41%
Ver original
Esta página pode conter conteúdos de terceiros, que são fornecidos apenas para fins informativos (sem representações/garantias) e não devem ser considerados como uma aprovação dos seus pontos de vista pela Gate, nem como aconselhamento financeiro ou profissional. Consulte a Declaração de exoneração de responsabilidade para obter mais informações.
  • Recompensa
  • Comentar
  • Republicar
  • Partilhar
Comentar
Adicionar um comentário
Adicionar um comentário
Nenhum comentário
  • Fixar